quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Inconstante

Essa sou eu. Esse é o mundo. Essa é a minha vida.
Eu sou parte de um todo, e não pertenço a lugar algum.
Eu sou lotada de emoções, e sou totalmente insencivel.
Eu amo profundamente, sem nunca ter amado.
Eu não consigo aceitar os fins, e também não dou a mínima para eles.
Eu sou a mais honesta, e a maior mentirosa.
Eu me apego com tanta dificuldade, e desapego facilmente.
Eu luto até conseguir, então não quero mais.
Eu não dou a mínima, no entanto me importo tanto.
Eu amo o céu nublado, mas não a chuva.
Eu ouço uma semana inteira uma única música, depois não quero ouvi-la durante o resto do ano.
Eu tenho uma coisa preferida, então eu não tenho mais.
Eu amo rir, tanto quando adoro a sensação que as lágrimas trazem.
Eu me vicio em uma bolacha, até não gostar mais.
Eu aceito as pessoas exatamente como são, até achar que não sou obrigada a aguenta-las.
Eu amo multidões, mas amo mais ainda a solidão.
Eu adoro sair para bagunça, assim como adoro dormir.
Eu amo conversas, e acho o silêncio acolhedor.
Eu adoro discutir, mas tenho tanta preguiça.
Eu não tenho uma cor preferida, não tenho uma banda preferida, ou um livro, uma série, uma comida. Eu já tive. Mas isso são coisas de pessoas estáveis. E eu sou a pessoa mais instável e inalterada ao mesmo tempo, que existe.
Então se um dia, eu te amar. Me ame de volta, pois isso não vai voltar, isso provavelmente não vá durar também, mas é uma chance única.
Se um dia eu te disser que você é a melhor companhia que existe, aproveite. O meu existe vai provavelmente mudar no próximo ano.
E quando eu disser que suas ideias são íncriveis, agradeça. O elogio não vai se repetir, talvez amanhã eu já não as ache tão boas assim.
Eu sou uma estrada de via única. Uma que vai ser apagada do mapa, por melhorias.
Se a oportunidade surge. Você aproveita, na hora. Ou ela não volta.
Ser melhores, ser felizes, nos encontrarmos...
É o que queremos.
Então eu mudo. Eu viro tudo do avesso. Eu jogo fora. Eu reconstruo. Eu me prendo. Eu permaneço livre.
Eu faço isso tudo o tempo todo.
Eu já tive medo de mim. Eu não queria me desprender do que eu criei para mim. Eu queria ter aquela identidade fixa.
Até que eu percebi que eu não sou assim. Eu não sou todo mundo. Eu não sou o que eu queria que eu fosse. Mas e dai? Se isso me faz bem, então está tudo certo.
Se eu quiser ser a pessoa que mais ama romance do mundo eu posso ser, e ao mesmo tempo não acreditar neles.
Se eu sou a droga de uma sonhadora, eu não vou fingir não ser. Porém não significa que eu não possa ter um senso de realismo até exagerado a ponto de ser cruel.
Se eu sou do tipo não apegada, e nem por isso fico usando os outros. Não tem problema, é tudo questão de ponto de vista, de vontade ou falta dela.
Sou tudo e nada.
Sou o colorido e a ausência de cores.
Eu sou o que eu quiser, na hora que eu quiser, enquanto eu quiser.
E se me fizer bem eu vou fazer.
Caso contrário, é escolha minha.
Cada um é feliz a sua maneira, e felicidade não deve ser questionada.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Três meses

Algum tempo atrás, eu não entendia bem, porque minha mãe ainda chorava quando falavam de um certo cachorro dela. Hoje, sei exatamente os motivos, pois não se passa uma semana sem que eu chore por você.

Fazem três meses que você se foi.
Fazem três meses que eu choro pela morte da criatura mais linda que já conheci.
Fazem três meses que eu não consigo assistir videos de cães com bebês.
Fazem três meses que todos os planos que fizemos para você se foram.
Fazem três meses que a Lumi perdeu o melhor amigo canino dela. E ela não faz ideia.
Fazem três meses que se tornou difícil olhar para minha Lumi e não ver você.
Fazem três meses que todas as pessoas para quem eu falei de você, nunca mais terão a chance de amá-lo.
Fazem três meses que o câncer roubou sua vida.
Fazem três meses que sinto que a vida leva tudo de melhor que ela nos dá.
Fazem três meses que eu não recebo um abraço seu.
Fazem três meses que a porcentagem de amor no mundo baixou muito, e ninguém notou.
Daqui mais uns meses, fará um ano que você se foi.
Daqui uns anos, eu vou contar para meu sobrinho, que mesmo que só por um mês e uns dias, ele teve o melhor cachorro do mundo.
Vou contar como você era lindo, como você amou o pai dele e todos ao seu redor, com toda sua força.
Vou lhe dizer que um dia se ele der sorte, vai ter um cão tão incrível como você foi.
Um dia outro cão vai amar o seu antigo dono tanto quanto você o fez.
Mas ele nunca vai ser você.
Por que você era único.
Acho que o que te tornava tão especial era o mundo.
Esse mundo mesmo, em que a maioria te odiou apenas por ouvir o nome da sua raça.
Esse mundo que te taxou de assassino mesmo sem você ter tirado uma vida.
Aqui onde você deu a vida há umas 16 criaturinhas lindas.
Aqui onde suas mordidas foram apenas de amor e carinho.
Aqui onde não existe amor em quase lugar algum, e você transbordava amor.
Você sempre foi especial, por provar para o mundo que você nunca foi quem eles diziam que você era.
Você sempre foi, tudo o que lhe ensinamos a ser, e muito mais do que um dia merecemos.
Você foi uma das coisas mais lindas que tive em minha vida nesses últimos 6 anos.
E você vai continuar sendo uma das minhas melhores lembranças, não importa quanto tempo passe.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Seria perfeito

Faz dias que eu sorrio ao ler suas mensagens.
Eu nunca te disse mas acho você impecavelmente lindo.
Quando lembro como você agia comigo.
Você era a calmaria da minha tempestade.
Com você sempre foi simples conversar, tudo flui naturalmente.
Lembro do dia que você apareceu “casualmente” com aquele livro que eu queria e não achava em lugar algum.
E naquele outro dia que fiquei de pijama no ponto do ônibus, e os ônibus passavam e você não ia em nenhum, só para passar mais um tempo comigo.
Teve um desses dias, que te convidei para ir em um desses eventos, que eu ia cheio de amigos, você me questionou por isso, você sempre ia, e não reclamava. Sentamos em baixo de uma árvore e você me entregou um tamagotchi que eu ainda tenho alias, eu havia citado minha vontade de ter um, e você simplesmente apareceu com ele.
Parecia que você era um viciado em me surpreender e me fazer sorrir.
Atualmente nós conversamos mais que há 3 anos atrás, pois parece que eu não lhe dava tanto espaço para falar. Percebo isso pela quantidade de coisas que descobri sobre você.
Tem vezes que eu realmente queria te beijar de novo.
Outras vezes queria só ter sua presença silenciosa.
Hoje eu sei que somos perfeitos um para o outro.
Não te valorizei.
Mas, você está aqui de novo.
Estou mais madura. Mudei muito.
Porém não consigo ter certeza sobre nós.
Ao mesmo tempo que penso que você é o cara, eu fico em dúvida.
Quando quero mergulhar fundo em nós, não consigo largar essa vida apenas minha que criei no decorrer dos anos.
Já pensei, Nossa! eu posso realmente amar esse cara um dia.
Não vejo problemas em passar o resto da vida com você, sei que em você encontraria tudo o que preciso.
Mas eu não tenho certeza se quero isso. Uma vida compartilhada.
E se eu mudar de ideia de novo? Não posso ser tão cruel e te deixar novamente. E o pior, é a certeza de que mais uma vez eu faria.
Isso tudo é uma grande droga.
Quando você comenta sobre amigas suas, juro que tenho medo de perde-lo.
No entanto ao notar que não estou disposta a jogar tudo pro ar por você, eu sei que tenho que te deixar livre. Nos deixar livre. E deixar o tempo agir.
Quem sabe ele me direciona até você, né.
Vai que em um dia desses você deixa de ser essa dúvida, e passa a ser uma certeza.
Por hora vou apenas me apegar aquele ditado "se você tem uma segunda opção, a primeira não deveria nem existir".

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Desapego

Sempre é assim comigo. As coisas ficam inacabadas, quase todas. Sou péssima em colocar um ponto final. Talvez seja por esse motivo que volta e meia algum ex volte tentar voltar comigo. Talvez seja esse o motivo de eu demorar tanto para superar minhas ex amizades. E provavelmente por essa mesma razão minha vida está meio parada há um ano. Afinal eu conclui algo. Minha faculdade. Cinco anos vivendo a vida de estudante e estagiária. Cinco anos em uma mesma coisa. Meus relacionamento nunca chegaram perto de durar tanto. As casas que morrei, não acho que cheguei a ficar 5 anos em alguma. Minhas amizades? Ah! Dessas eu tenho ao menos uma que durou mais de 5 anos. E pensando bem agora... não me surpreende o fato de nada ser duradouro. Dessa minha necessidade de mudança. Foi a vida que sempre levei. Nunca precisei aguentar algo tempo demais, logo acabava.
Meus vizinhos se iam, minha casa eu deixava, de colégio eu mudava, os amigos eu refazia, os namoros eu terminava, e se nada ainda sim me agradava, era só eu mudar meu quarto. Se existem realmente pessoas que estão a tanto tempo em minha vida. Lhes digo; meus parabéns! Vocês sobreviveram a minha loucura do desapego cotidiano. Agora me respondam, o que é necessário mesmo para durar na minha vida?
Me perguntaram "qual o seu tipo de garoto?" Ha ha! Será que existe? Eu nunca tive uma preferencia não. Eu gosto de tentar, amo tentar me apaixonar, amo tentar amar. Geralmente não da certo. Mas eu já tentei com tanta gente diferente que não sei nem se realmente tem o meu tipo por ai. Se um dia algum durar, eu prometo que conto para vocês qual o meu tipo. Qual meu tipo de melhor amiga? A minha. Qual meu tipo de rodinha de amigos? Os meus. Qual meu tipo de mãe? A minha. Qual meu tipo de irmão? O meu. Percebem? Eu não faço ideia de nada. Nunca escolhi eles, aconteceu e foi tudo perfeito para mim.
As coisas da vida vem naturalmente, não adianta pegar atalhos, não adianta sofrer antecipado.
Um dia vou me acostumar, vou me apegar. E não vou querer mudar. Então sejam pacientes, não tentem forçar a barra comigo. Estou vivendo um dia de cada vez. E esse dia aqui, é o de hoje. É o único que vou pensar por hora. Vai que numa dessas eu acabo me acostumando, e as coisas acabam não mudando mais. E então quem teria que ir embora eu permita ficar.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Eu mudei sim, e você?

Fazem oito anos.
Oito anos atrás, quando eu tinha dezesseis anos, eu me transformei radicalmente.
Eu já comentei que brincava de barbie até meus quinze anos? Ha ha. Digam o que quiserem; careta, atrasada, criançona... eu pude ser criança até essa idade, eu quis. E honestamente? Eu não fazia ideia como era feliz. Não ligava para nada, não me preocupava com nada. Claro que eu fazia coisas do tipo... limpar a casa e fazer comida, nessa idade. Mas, eu não tinha em mente essa ideia sobre, relacionamentos. Relacionamentos de modo geral. Juro.
Não tinha parado para pensar como era meu relacionamento com meus pais, amigos e menos ainda garotos.
Já ouviu a frase "ignorância é uma dadiva"? É a mais pura verdade, eu era ignorante e ingenua e era feliz pra caramba.
No entanto, adolescência é a época que você acaba fazendo varias amizades, e as diversas ideias e personalidades diferentes te sufocam até você escolher uma delas, até você criar o seu eu.
E meu Deus, eu era muito idiota.
Comparado com um todo dos adolescentes não tanto.
Porém, eu era a dona da razão, e o pior, era eu achar que isso era o máximo, eu acreditava realmente que isso demonstrava minha personalidade.
Desde quando você se fechar em uma ideia sem abrir lados para argumentações ou novos pensamentos é ter personalidade?
Só se você possuir uma baita personalidade de babaca bitolado.
Eu segurei essa certeza estúpida na minha mente até poucos anos atrás. Que eu era uma pessoa de personalidade, não uma bitolada.
Até que um dia a minha bolha protetora estourou e eu me vi despencando no mundo real. E vocês já viram o mundo como é uma selva em constante modificação? Caramba, você tem que sobreviver a qualquer custo, ou você vira presa. Por que uma selva? Qual é... vocês não notaram que o mundo não se trata de prédios, árvores e ruas? Não. O mundo não é isso, ele não é simples. As pessoas são o mundo.
Agora pense. Para você lavar roupa, você aprende aquilo e pronto. Você vai saber lavar roupa para o resto da vida. Não muda no bruto. Porém, você aprende que seu chefe gosta de café, então, uma semana depois ele está em uma nova vibe e não gosta de café mais, ele gosta de chá, o que você faz? Grita com ele questionando porque a cafeina não está mais fazendo efeito nele e o mantendo viciado? Seu companheiro de mesa, do turno contrário ao seu é canhoto, e você é destro, o que você faz? Cola o tapete do mouse no lado direito para tentar impedi-lo de mudar o mouse de lugar? Seu habitual lugar na sua sala de aula está ocupado, você faz um escândalo para consegui-lo de volta?
São coisas bobas. Que irritam a gente as vezes. Estresses que podem ser evitados. O que você faz quando convive com uma pessoa que é bitolada?
O mundo é isso, um aglomerado de pessoas completamente diferentes umas das outras e que estão em constante mudança. E você? Não pode muda-los. Você não pode obriga-los a gostar do mesmo que você. Cada pessoa tem uma mente, personalidades diferentes. Você não pode fazer ninguém aceitar os seus gostos, suas ideias, não tem como. É o que nos torna humanos, pensar por conta própria.
E tudo isso é simples de lidar. Muito simples.
Aceite, ouça, ignore, não questione.
Para viver em paz, para evitar estresse, para sorrir mais, muitas vezes a gente tem que guardar nossa opinião no bolso. Temos que aceitar que o silêncio é o melhor diálogo naquele momento e que ignorar umas pessoas faz muito bem para a saúde mental.
Não. De jeito nenhum.
Você não é um perdedor por deixar possíveis discussões de lado. Pelo contrário. Você só não é bitolado como muitas pessoas, e sem sombra de dúvidas, você é mais maduro, mais sábio e com toda a certeza você tirou um dez nessa matéria de como ser humano e lidar com a humanidade.
Hoje, oito anos após eu ter adotado aquela "personalidade" aquele tipo de mentalidade. Eu digo que não resta quase nada daquela que fui, e honestamente me orgulho das minha mudanças. Pois com certeza a maneira que vejo e levo a vida agora, me faz muito bem. Mais bem que um potão de nutella.
Mudar vale a pena, acreditem.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Larguei a caneta

De repente parei para pensar e...
Ual! A quanto tempo não parava para pensar sobre a vida? É como se eu tivesse desarmado meu guarda chuva em meio a uma chuva, fechado os olhos e deixado a chuva cair sobre mim.
Sem me preocupar. Deixei meu cabelo molhar, minha roupa encharcar e meus tênis pesarem. Caminhei, livre, com alguma dificuldade, mas eu segui. Em frente. Não tive que me preocupar se a chuva ia me molhar ou não, que diferença faz? Eu voltar para casa encharcada ou seca?
Dormi horas e horas, até não ter sono.
Pulei algumas refeições, alterei o horário de outras, acrescentei os lanches nas madrugadas.
Chorei muito. Assistindo alguns episódios de animes.
Dei uma pausa na leitura, simplesmente por não estar com vontade. Porém já retornei.
Baixei um jogo, joguei horas e horas, evolui, cresci e então enjoei. Decidi parar, jogos não são para mim.
Dei uma pausa nas series simplesmente por não sentir vontade de vê-las. Depois retomei todas e iniciei outras.
Mas as coisas que realmente me surpreenderam esse ano. Foram duas;
Me tornei mais calma, tomei controle dos meus sentimentos, mudei meu jeito de ver as coisas. Isso tem me dado uma paz enlouquecedora.
E, eu parei de escrever. Eu literalmente não tenho mais ideias, nem vontade. É como se toda aquela necessidade anterior de escrever viesse do meu caos. Eu amo escrever, mas... eu realmente amo essa paz eterna que estou vivendo. Não acredito que a escrita valha mais que minha paz. Então, provavelmente eu não vá mais escrever, meus projetos de livro ficarão inacabados.
Esse ano deixei de escrever vontades e sentimentos. Passei a vive-los. Deixei de ser a escritora e virei a personagem.
Mas vai saber não é mesmo? Eu sou como a lua, cheia de fases.
Talvez essa fase passe logo, e eu retorne.
Se ela não passar... sabem aquela frase que diz que gente feliz não escreve, não estampa. É provável que seja verdade.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Porta fechada

Hoje eu fechei a porta. Não está mais escorada esperando você mudar de ideia. Seu tempo acabou. A minha ideia de que; não era pra ser, se fixou.
Não é injusto, você teve tempo suficiente. Não é birra por você ter escolhido compartilhar sua vida com alguém que não sou eu.
Eu já havia decidido isso. Eu contei para você nas entrelinhas em uma das nossas dezenas de brigas sem motivo. Porém, eu sou discreta. Felizmente sou mais madura do que há três anos atrás.
Quando as coisas não são pra ser, não adianta persistir. Mas por via das dúvidas, eu tentei. Por um longo prazo.
Tenho ouvido uma música que diz sobre resolver algo que deixou passar. Eu tenho tentado nas últimas semanas, pois sei com quem foi que errei. E com você que não foi.
Eu pensei que ia chorar ao te ver seguir. Entretanto não houveram lágrimas. Pensei que enlouqueceria. Mas a calma está instaurada. Pensei que te odiaria. Porém, não sinto nada. Talvez seja porque eu sem perceber havia lhe superado. Se não foi isso, a alternativa que me resta é o fato de eu não poder sofrer por um desconhecido. Quem é você afinal? Difícil pensar em alguma palavra vinda de você que me pareça verdade. Mas não tem problema. Afinal você nunca soube mesmo quem eu sou.
Anos atrás eu fiquei destruída por traições vindas de pessoas próximas a mim. Esse não é um daqueles anos. As vezes ainda sou assombrada por coisas que vivi com essas pessoas. Mas com você... nós não temos histórias ou momentos marcantes. Nenhum. Do nada, quando o vento passar vai levar todas suas palavras, e você vai sumir junto com elas. Pois embora você não saiba, minha memória é péssima.
Se um dia você lembrar de mim. Qualquer coisa que seja. Guarde pra si. Mas guarde apenas as coisas boas, é o que devemos levar da vida. Apenas as coisas boas. Se por acaso minha memória guardar algo seu, vai ser apenas o que de bom você um dia fez. Faça o mesmo por mim.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Adeus amado

Tem vezes, que o dia não acaba sem antes levar um pedaço de nós. Ontem foi um desses dias.
Ontem, não houve chimarrão, nem seriado, risos e conversas. Ontem eu larguei o jogo no meio de uma partida. Ontem não foi só o jogo que eu quis largar, queria largar toda essa dor que tinha me acertado em cheio em alguma esquina qualquer.
Ontem, você nos deixou. Ontem sua dor acabou e a saudades que você deixou já se instaurou.
Sei que da próxima vez que eu for na casa do meu irmão não vou te ouvir chorar por atenção. Não vou dar de cara com você na porta, logo após ter pulado a cerquinha por ouvir nossas vozes. Sei que quando eu for além da cerquinha você não vai pular em mim sujar meu moletom pra ficar abraçado como você fazia. Não vou te ver pulando de um muro até o outro, fazendo sentido algum.
E isso vai me doer  tanto. Mais do que pensar no fato de que você não existe mais.
Minha memória sempre foi péssima, mas você sempre foi tão incrível que eu lembro de tudo sobre você.
Lembro que você passou mal no carro no primeiro dia que veio para casa. Que era um bebê chorão, então eu sentava na garagem com você, e você adormecia no meu colo. Você apanhava da neguinha, ela era a menor dachshund que já vi em minha vida, e você apanhava. Não só dela, mas da Lumi filhote e da Pitú. Eu sei que não por você ser fraco, mas sim por ser bom. Porque eu também já vi você bater em 5 cães grandes de uma vez facilmente.
Lembro de um dia que ouvi gritos, quando fui ver, meu irmão disse que você fugiu e uma senhora gritou desesperada por socorro escondendo o cãozinho dela.
O mundo é injusto né? Com você ele sempre foi. Logo com você que era uma bola de pelos cheia de amor para dar.
Talvez não seja o câncer que tenha lhe matado, e sim essa droga de mundo injusto que te rotulou como assassino sem nem te conhecer, quando tudo o que você queria de todo o mundo era carinho, atenção e passar um pouquinho de todo esse amor que você sempre transbordou.
Eu falei tão bem de você, para tantos amigos. Eles queriam te conhecer, agora é tarde demais.
Como a gente descobre? Que talvez seja tarde demais amanhã? Como a gente aceita isso?
Por que é que logo você tinha que ter câncer? Logo o cão mais doce que conheci em toda minha vida.
A única coisa que me conforma, é que seu sofrimento se foi. É melhor assim.
Eu sei que meu coração vai entender isso em algum momento da vida.
Obrigado por ter sido esse cãozinho tão amoroso e bonzinho, mesmo que por tão pouco tempo.
Sempre vamos te amar Pudim.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Escombros

Hoje, tudo o que sei. É que não sei de nada.
Não sei nem da minha vida. Como eu poderia tentar entender a dos outros?
O que é certeza?
O que é confiança?
O que é caráter?
Quem é bom?
Quem é mal?
Qual é a verdade?
Por que sinto todas minhas certezas escapando por entre meus dedos?
De repente, minha vida não é mais tão real. Tudo não passou de uma encenação.
E quem amei recebia uma apunhalada a cada passo que dava. Mas, ela sorria.
Por que ela sorria?
Por qual motivo você sorri mulher? Enquanto sangra?
Por que você continua caminhando?
Você não vê? Não sente?
Ela não via. Ela não sentia. Ela não sabia.
Porém ela sorria.
Então deve estar tudo bem.
Ela sempre me disse que estava tudo bem. Ela sempre me contou como eramos felizes. Ela sempre tornou os problemas ínfimos. E ela sempre me disse e fez isso sorrindo.
Eu acreditei nela. Aceitei a verdade dela.
Nossa linda historinha de conto de fadas.
Mas fadas não existem né? Demoraram tempo demais para contar a ela.
Ela caminhava sorrindo, com um laço nos olhos que nos ligava. Um laço que dizia "felicidade". Foi o que contaram para ela. Foi o que ela mesma se fez acreditar.
Ela juntou tudo. Tudo o que ela nunca teve, tudo o que ansiou por toda uma vida ter, e nomeou aquilo como felicidade. Era finalmente hora do seu conto de fadas. Seu final feliz a esperava.
Por essa razão, ela disse a si mesmo que suas lágrimas, eram de felicidade. Por isso ela continuava caminhando mesmo após cada apunhalada em suas costas. Para tentar alcançar seu final feliz. Para que nós víssemos, seu exemplo.
Nós devemos sorrir enquanto caminhamos feridos carregando nosso mundo nas costas.
Não é mesmo?
Mas hoje. Não está tão fácil de sorrir quando percebo que a pessoa que se esforçou tanto para me ensinar a sorrir está chorando por dentro.
Foi aquele dia. O palco desmoronou. O cenário da nossa historinha despencou.
Nesse dia. Eu fiz o que você me ensinou durante tanto tempo. Segurei nosso mundo nas costas sorri para você e afirmei que ficaríamos bem.
Você acreditou em mim. Como eu sempre acreditei em você.
Mas parece que a cada dia que passa, vem uma ventania e traz um escombro do passado para nosso presente.
E isso torna tudo tão mais exaustivo.
Não importa para mim, se o castelo de cristal que você sempre achou que tínhamos era na verdade um montinho de areia suja.
Vamos apenas juntar esses escombros e fazer uma fogueira. Vê-los queimar e sumir.
E nem mesmo o fogo dessa fogueira nos vai ser necessário. Já temos tudo o que precisamos.
Tudo.
E se por acaso fizer frio. Só precisa segurar minha mão, que posso aquecer a sua para você. Como você sempre fez por mim.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Exausta

O que eu faço? Abro um novo documento com seu nome? Já que você voltou. De novo.
Você pretendo ficar para o chá, ou para vida inteira?
Isso não te cansa? Porque eu estou exausta.
Das suas idas e vindas. De não saber por qual motivo vem e se vai.
Cansada de me esforçar tanto para ocupar a mente, e não pensar em você. E de repente, enquanto durmo, você aparece lá. Invade até meus sonhos.
Não quero mais.
Não quero essa esperança estúpida.
Esses sentimentos tristes que me vem por pensar em quanto tempo você brincou comigo. E eu permiti.
Não te quero aqui. Me deixe. Me deixe de verdade. Não volte nunca mais.
Não preciso dos sentimentos que você me traz.
Não preciso da ilusão que você cria.
Não quero fechar meus olhos, e sonhar com você nunca mais.
Eu estou tão cansada.
Dessa novela triste.
Desse drama não ser um romance.
De tudo não passar de uma brincadeira de mal gosto sua.
Estou exausta de cavar buracos, de te enterrar neles, e você emergir. De novo e de novo.
Você tem sido meu pior pesadelo.
Sempre foi tudo o que odiei.
Incerteza.
Frustração.
Decepção.
Da próxima vez, vou te queimar. E jogar as cinzas no mar.
Para você não dar uma de fenix de novo.

O que a vida nos dá, ela tira


Saudades, hoje ela me socou em cheio.
Está doendo tanto, acho que faz tempo que não sinto tantas saudades de alguém.
Estou falando saudades intensa, forte. Não daquelas que você lembra, sente falta mas se conforma.
Essa saudades, a que estou sentindo, é do tipo que transborda pra fora.
Hoje, eu entendi completamente, como é dificil ter alguém que você ama tanto, longe.
Visualizei seus videos algumas vezes, sorri enquanto os via.
Olhei suas fotos e só consegui desejar te-lo perto.
Que saudades de você, meu mais novo amor, novo integrante fixo do meu coração.
E foi ai que eu pensei como deve estar sendo dificil para alguém que amo tanto, toda essa situação.
A vida é tão injusta não é? Nos da algo incrivel. Nos faz sentir a melhor sensação e então, nos tira o que deu. Afasta o que tinhamos em nossos braços e não podemos fazer nada.
Que saudades de você.
Espero que você esteja se alimentando bem, que seus sonhos sejam tranquilos e seus sorrisos tão inocentes sejam continuos.
Não importa onde você esteja, ou com quem...
O amor que eu sinto por você nunca vai diminuir.
Nunca.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

domingo, 3 de julho de 2016

Você não é o meu rock'n'roll

Como eu explico para você isso?
Você já não é criança.
Deveria entender, se por em seu lugar que é provavelmente bem embaixo da sola do meu all star.
Eu não sou uma dessas adolescentes frustradas e malucas.
Não preciso perseguir você, percebe meu amor?
O oceano está cheio de peixes, há vários iguais ou melhores que você.
Eu não queria ser grosseira, mas eu nunca gostei mesmo de você.
Foi uma paixãozinha no máximo, pois meu coração já estava ocupado.
Se ele estava ocupado por um cara tão babaca quanto você, não é a questão. O fato é que, o babaca em questão não é você.
Então não venha crescer para o meu lado, pois tirando peso e altura, você não é maior que eu em nada. Já percebeu? Caso não, relaxa que eu te lembro e te realoco no seu lugar.
Só me esquece beleza? Pois estou tentando esquecer essa lista de infantilidades que você tem insistido em estampar para mim.
Mas me poupa amor, que babá eu só sou do meu sobrinho. Não preciso de outro bebê na minha vida.
Eu juro que tentei deixar para lá, voltar ao que já fomos.
Mas com você achando que é o último homem no mundo, e até um bom dia significa te idolatrar, não da né.
Então vou falar apenas a verdade. Na minha vida, você já foi um pop rock, mas eu já tinha meu rock'n'roll.
Talvez você ainda sim não tenha entendido, você é meio lerdo. Não, minto. Você é um completo lesado.
Por esse motivo vou esclarecer tudo. Meu amor, eu não quero nada com você. Você teve sua chance, passou, a sorte não bate duas  vezes a porta. Então segue tua vida, e leve seu ego para longe da minha visão.
Quanto a amizade que um dia tivemos, esquece também, fui sua amiga no passado. Mas cansei de ser boazinha com você, então arraste seu eu para longe daqui.
Obrigada.

Sentimento estúpido

Me diz, quando é que a gente é realmente feliz?
Quando é que a vida desiste de martelar essa estaca em nossos corações? Para quebra-los ou sangrar até secar.
Será que um dia a dor passa?
E as lágrimas param de correr desenfreadas?
Como é que a gente esquece, o que não quer esquecer?
Um dia a gente realmente para de amar quem não quer nosso amor?
Por que é que tatuamos esses sentimentos tolos em nossa mente? Tem como remover uma tatuagem?
Quando é que desistimos de persistir?
Será que essa estupida fé em nossos profundos desejos some?
Será possivel uma transfusão de sangue total, quando se tem o sangue contaminado por uma doença que chamam esperança.
O amor mata, mais que o câncer. Não tem tratamento, quando é não correspondido.
Abstinencia adoece qualquer mente forte. Abstinencia de reciprocidade.
Loucura domina, sentimentos nos tornam loucos, a ausencia deles mais ainda.
O que é o orgulho, quando você tem a chance de ser feliz apenas pisando nele?
E no fim, como devemos agir, quando tudo o que tentamos não surtiu efeito?
Se os olhos choram,
O coração não acelera mais,
Os pulmões tem dificuldade para respirar,
O estômago não sente vontade de se preencher,
A mente está distante,
O corpo não tem forças para lutar.
E você percebe que a batalha está perdida.
Quando você percebe que o amor passou mais uma vez pela sua vida, mas só pela sua, e você amou sozinha novamente.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Saquinho de amor

Algum tempo atrás achei que não havia no mundo um ser que me fizesse mudar radicalmente.
Algum tempo atras eu não fazia ideia que essa semana mudaria tudo o que um dia pensei.
Foi quando eu vi você pela primeira vez que eu entendi como se faz para amar alguém em menos de um segundo.
Você chegou e naquele mesmo instante arrebatou muitos corações para si.
Um ser tão pequeno, inocente e poderoso.
Com o poder de juntar muitas coisas que disse uma vida toda, e remodela-las em segundos.
Sem uma única palavra.
Sem um único gesto.
Tornando sua existencia a única coisa necessaria para instaurar a mais linda revolução.
Passei a amar a primeira vista.
Passei a admirar apenas a existencia.
Passei a querer estar próxima do que nunca me chamou a atenção.
O amor muda a gente.
É o que dizem.
E isso é fato.
No dia que você nasceu, e lhe trouxeram para nós embrulhadinho e dormindo tranquilamente, passei a te amar incondicionalmente. Não teve esse lance de conquista, aprender a amar. Nada disso, como eu disse, você é poderoso. Totalmente incrivel. Bastou vir ao mundo para que todos nós o sufoquemos lhe jogando todo amor possivel sobre você.
Tão pequeno, e já com um grande fardo. Retribuir amor a tanta gente. O bom disso tudo é que você tira de letra, pois qualquer um que te pega no colo sente. Que você é como um saquinho cheinho de amor e nada mais.
Menos de uma semana de vida, e já é capaz de fazer mais gente sorrir do que um comediante. Deve ser o jeito que você movimenta a sua boquinha, essa mesmo que você fica sugando o labio inferior, que eu acho parecida com a da sua mãe, enquanto baba desenfreadamente, como seu pai. Ou talvez seus lindos olhos de jabuticaba que procuram perdidos os destinatários de tanto amor que você transmite.
Essa semana passei a acreditar que o mundo pode ser todo de uma pessoa apenas, pois tenho certeza que se um dia você o quiser seus pais, e todos nós que já te amamos tanto, não mediremos esforços para entrega-lo a você.

domingo, 8 de maio de 2016

Vá embora, por favor.


Por que você faz isso?
Escolhe o dia marcantes em minha vida e volta?
Você não têm coração?
Como você não percebe que me faz mal?
Ou você percebe e mesmo assim volta?
Você não quer ficar nem ir embora e não se importa com o que eu quero, com o que sinto.
Eu quero viver, quero pessoas que querem significar algo bom em minha vida.
Eu não quero presença nas terças e ausência em segundas e quartas.
Eu quero olhar para todas as pessoas da minha vida e ter a certeza do quanto significam para mim. Ter certeza de qual delas devo ter presente em qual momento.
Então porque faz isso? Isso é cruel. Por que você não vai embora de vez? E me deixa.
Me deixa me acostumar com uma vida sem você, me deixa ir te enterrando aos poucos, me deixa ir esquecendo qual era o lugar que você ocupava em minha vida, o lugar que reservei para você, mesmo você não querendo.
Quando você não está, acredite, fica tudo bem. Mas e se você volta, a minha esperança sem juizo e sem um pingo de piedade de mim, se infla novamente.
Será que alguma vez na vida você já cogitou me deixar seguir em frente? Você nunca pensou que eu realmente quero te deixar para trás?
Por favor, deixe seu egoismo de lado um pouco e me deixe.
Se eu não te afeto e não passo de diversão para você.
Não é seu caso em minha vida.
Sempre que você volta muda tudo. Todos os passos que dei para frente, parecem regredir.
Todas as angustias e frustrações retornam e eu desabo.
Desabo sozinha. Pois sempre estou sozinha por sua causa.
Me deixe aqui no chão, caida, pela ultima vez, vá embora. Me deixe
Se você nunca mais voltar, minha vida vai ser bem melhor.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Um copo de limonada apenas.

Estou olhando para esse copo de limonada, e vendo todas as semelhanças que ele possui com a maioria das pessoas que passaram por minha vida.
Não acho ela ruim, não acho ela tão boa assim também.
Mas se eu estou com sede ela serve,
Se não houver limonada em outro dia, eu tomo o que tiver.
Ela não é marcante, definitivamente não faz diferença alguma em minha vida.
Mas quando ela está presente, por que não toma-la?
Não me faz mal, não me faz bem.
Me faz pensar, será que eu fui o copo de limonada de muitas pessoas?
Como eu pude me fazer tão insignificante? ou será que as pessoas que me acham um copo de limonada, não quiseram me notar realmente?
Quantas pessoas eu deixei passar? quantas pessoas estavam ocultando quem realmente eram, e eu não me importei em descobrir?
Por que nós somos assim? desligados, ou talvez, egoístas.
Alguma vez, vocês já olharam a lista de contatos de vocês? estou falando daquelas antigas, exemplo, as dos emails.
Você já leram o nome de alguma pessoa e pensaram "quem é essa pessoa?" e um branco total preencheu sua mente. Pense. Será que você não sabe? ou será que você não lembra?
Lembra quem foi a pessoa que mais lhe fez sorrir em 2012? Pois eu não me lembro.
Eu tenho uma péssima memória, então para eu não esquecer alguém, a pessoa tem que praticamente ter sido parte essencial do meu mundo,
Vocês se lembram como conheceram todas as pessoas com quem conversam? eu não.
Eu na maioria das vezes não lembro nem porque eu era tão próxima à alguém em algum momento passado da vida.
Quantas pessoas não devem lembrar de mim.
Provavelmente uma leve recordação venha a mente, do tipo "eu conheço ela", mas eu sei que é só pelo fato do meu nome ser diferente.
Nós somos tão insignificantes assim?
Temos todas essas histórias em nós, todas essas palavras, todas essas expressões, esses sentimentos e mesmo assim conseguimos não significar nada.
Insignificantes como esse copo de limonada na minha frente.
Nascidos para ser esquecidos por muitos.
Crescendo e esquecendo muitos.
Mas não devemos nos culpar.
Não sempre.
Olhe no espelho, pense, você se esforçou o suficiente para não ser esquecido?
Se você o fez, a culpa não é sua.
No fim das contas, nós somos um copo de limonada para a maioria do mundo, e isso, não tem importância.
Um dia notamos que sempre tem alguém no mundo, que ama muito limonada, e a escolheria todos os dias, mesmo com outras opções.
Quantas pessoas que amam limonada, você tem em sua vida?
Eu tenho algumas, bem incríveis.

Tudo que vai, volta.

Já fui quebrada, e já quebrei pessoas.
Já fui pisada, e pisei em alguém.
Já fui esquecida, e esqueci muitos.
Já chorei, e fui o motivo do choro de alguém.
Já cai, e também ajudei em quedas alheias.
Eu sou inocente, mas também assumo minha parcela de culpa.
Tudo que vai volta.
Não estou falando das pessoas, essas definitivamente, raramente voltam.
Mas nossos atos, esses sim, costumam voltar em peso.


sexta-feira, 8 de abril de 2016

domingo, 27 de março de 2016

sábado, 26 de março de 2016

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Voltar no tempo

Desejei voltar no tempo, naquele dia no cinema.
Queria colocar um bilhete no espelho do meu quarto, dizendo "não vá".
Não vá, pois ele só vai te iludir.
Queria voltar no tempo e ter escolhido outro programa, que não fosse cinema, que eu não ficasse tanto tempo sozinha com você.
Pois assim, você não teria chance de me confundir.
Queria ter aminésia, e esquecer o que aconteceu.
Então não ficaria relembrando toda vez que tento seguir em frente.
Queria voltar no tempo e gritar "por quê?"
Por que você rouba meu coração e descarta em seguida?
Queria que seu sorriso não fosse tão lindo.
Talvez assim eu não tivesse prestado tanta atenção.
Queria não ser tão prestativa.
Afinal, eu fui lhe ver aquele dia para te consolar, e agora, quem precisa de consolo sou eu.
Queria que você não me procurasse bêbado.
Suas palavras me atingem tanto quanto cada ação sua naquele dia.
Queria modificar minhas palavras, naquele momento que você perguntou se seu braço estava muito pesado, sobre meu ombro.
Isso com certeza te manteria mais afastado de mim, e do meu coração.
Queria apagar da memória, o fato de você ser tão fofo enquanto dorme em meu braço.
Queria eu ter prendido sua mão e impedido de que ela se aproximasse do meu cabelo.
A sensação permanece tão viva quanto cada sorriso seu.
Queria entender porque você segurou minha mão.
Se não queria permanecer de mãos dadas.
Eu simplesmente queria não ter uma memória tão boa, não ver todos esses sinais que acreditei ser sinais.
Não me apaixonar pela maneira carinhosa que me tratou, pelo maneira a vontade que estava e pelos sorrisos que me direcionou.
Qual a razão disso tudo?
Eu não entendi até hoje.
Seja qual for, tem me afetado nesses ultimos meses.
Fico com aquele dia na mente, martelando e martelando.
Por que você me chamou para ir ao cinema de novo?
Por que disse que faltou eu no show do ano novo?
Por que ligou para eu bêbado, com essa desculpa de ligar para uma garota bonita?
Por que você faz tudo isso, e depois finje que nada aconteceu?
Por que me confunde, me rouba do mundo para si, e não explica a razão?
Estou cansada, de ser sua garota nos dias de embreaguês, e sua amiga quando está sóbrio.
Tudo o que eu queria, era nunca ter aceitado aquele convite. O convite que me tirou a paz e instaurou a confusão.
Só acordo todos os dias, e peço para esquecer o quão lindo é o seu sorriso, e como me dá paz a sua voz.
Quem sabe amanhã seja o dia, em que eu esqueça.

Toda essa confusão


O clima por aqui costuma ser confuso. Tem dias, como foi hoje, que se inicia com chuva, então no inicio da tarde ela passa, e o céu fica nublado, para que termine a tarde com sol, até a noite cair.
Tenho me sentido assim, como o clima da cidade, confusa. Sou chuva e sou sol, mesmo que eu prefira o nublado.
Eu não sei.
Simplesmente não sei como lidar com esse turbilhão, essa tempestade em minha cabeça. É como se de uma semana para cá uma nuvem pairasse sobre mim, e ela só faz chover, embaralha minhas ideias, e acaba com elas, como se eu as estivesse escrito em um papel e toda vez que fosse as ler, elas se dissolvessem com a chuva.
Eu estava tão satisfeita com tudo. Me senti mais madura e bem resolvida, tudo estava em paz. Mas agora... me sinto em uma guerra, entre o fogo cruzado, correndo desesperada de um lado para outro, e caindo nesse lamaçal que os dias chuvosos em minha mente tem me trazido.
Queria fujir, sou covarde, sou viciada em fugir. Sinto vontade de correr, me esconder, negar tudo, ignorar tudo, me trancar em uma redoma. Mas para onde eu vou, a chuva me acompanha, a correnteza me empurra, o lamaçal me afunda, e minha mente grita para que eu me resolva.
Como?
Como vou resolver isso?
Quero gritar que não depende só de mim. Quero culpar alguém. Quero fingir que está tudo bem. Porém, não está, não mais.
Decida.
Minha mente implora.
Mas, essa tempestade acaba com todas minhas ideias escritas, todos meus planos, minhas palavras...
Como vou decidir?
No impulso? Sob pressão?
Não sou boa nisso, nunca fui. Não sou assim.
Mas, eu não quero mais, não consigo mais esperar.
A paz se foi. Esperar para que?
Quero ir embora? Ou quero ficar? Eu queria ficar. Mas estou quase indo.
Sorrir? Ou chorar? Eu queria sorrir. Mas só consigo chorar.
Tudo isso, porque eu sei que não depende só de mim.

De segunda, a domingo

Essa foi uma semana daquelas. Daquelas que eu queria poder pular, de segunda para o domingo da semana seguinte.
O que começou ruim, terminou pior ainda. O que era para ser incrivel, após tantos anos de espera acabou me preenchendo de muitos mais sentimentos ruins.
Nada foi como esperado, e parece que no fim, enquanto todos sorriem graças a mim. Eu me calo, e tento sufocar tudo com um sorriso. As vezes fica dificil fingir, mas o que a gente não faz para ver sorrisos de quem amamos.
Frustração me persegue, após meses de paz e risos, briga e distancia retornam. Depois de todo o planejamento e correria por outrem, mesmo que na minha semana de acumulo, todo o esforço foi visualizado e descartado como lixo. Realmente, eu deveria parar de tentar. Hoje, eu só queria gritar e jogar algumas coisas, quebra-las, e chorar.
Sei que a vida não é como queremos, mas, absolutamente nada? Nenhuma migalha a vida me dá, não importa o quanto eu me esforce. Eu quero tanto desistir, mas essa esperança não morre, não importa o quanto seja pisoteada, ela ainda permanece firme.

segunda-feira, 14 de março de 2016

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A felicidade está em nós

Chega um momento da vida que temos que dar um tempo.
Das buscas incessáveis que fazemos.
Buscamos alguém, um par, a metade da laranja, a tampa da panela, nossa outra metade... um amor.
Achamos que nele vamos encontrar a felicidade.
Queremos encontrar nossa felicidade em outra pessoa, como é possível?
Enlouquecemos, por querer de outro alguém o que nem mesmo nós conseguimos.
Nos desesperamos, pensando que é esse o caminho.
Não raciocinamos.
Nos martirizamos.
Nos condenamos.
Felicidades.
Como encontra-la?
Por que outra pessoa tem o dever de nos proporcionar a NOSSA felicidade?
Entregar a nossa realização de vida nas mãos de outra pessoa.
Jogar nossa própria responsabilidade em outra pessoa.
Pense.
É um absurdo.
Somos preguiçosos.
Somos aproveitados.
Somos covardes.
É nossa felicidade, é nossa vida, é nosso desejo, e, nossa total responsabilidade adquiri-la.
O que te faz feliz?
Dançar? Dance.
Rir? Ria.
Amar? Ame.
Viajar? Viaje.
Dormir? Durma.
Mas, não seja egoísta, não seja preguiçoso, não seja dependente.
Dance sozinho, não espere que lhe convidem.
Ria de si, ria por bobagens, faça as pessoas rirem, não espere que alguém lhe faça dar risadas, se você mesmo não consegue o fazer.
Ame, mas não espere ser amada de volta, ame pela sensação de amar, não de ser amado.
Viaje, não espere as pessoas poderem faze-lo, faça só, conheça novas pessoas.
Durma, não por estar decepcionada demais com a vida para sair, isso é fugir, não é dormir. Durma por gostar do conforto, gostar da preguiça, da sensação de ausência de compromissos.
Faça o que ama, pelo prazer de lhe fazer bem.
Não espere que outra pessoa sinta o mesmo. Queira o mesmo. Precise do mesmo.
Seja independente.
Encontre sua felicidade, agarre-a. Não a deixe ir.
Ela é sua, é você que decide baseado em que. Você que decide os motivos para que ela permaneça.
Pois, se você não é capaz de fazer apenas você feliz, você não vai ser capaz de manter a felicidade a dois.
Dupla felicidade é para corajosos.
Não seja um covarde, sem felicidade alguma.
O amor vem depois, vem no momento certo.
No fim, não é ele o sentimento que tanto desejamos. Ele é apenas um desvio que inventamos, um obstaculo criado por nós preguiçosos.
Nosso maior desejo, sempre vai ser a felicidade, independente dos meios.

Cegos

Temos tanto,
Porém, desejamos mais.
Nunca é o suficiente,
Nunca é bom o bastante,
Estamos sempre nos vitimizando.
Não agradecemos,
Não nos contentamos,
Nos menosprezamos,
Nos diminuímos,
Nos recusamos a ver a verdade.
Nos negamos a dizer que temos o suficiente;
O suficiente para tomar um café de manhã,
O suficiente para ter água quente para um banho,
O suficiente para jantarmos, antes de deitar em nossas camas e descansar.
O suficiente para respirar sem ajuda de aparelhos,
O suficiente para caminharmos por conta própria.
O suficiente para nos transportarmos até nossos trabalhos.
O suficiente para ver o céu cheio de estrelas.
O suficiente para sorrir todos os dias.
Esquecemos.
Esquecemos completamente, que nossas vidas não tem prazo determinado.
Hoje, amanhã, daqui dias, meses ou anos, pode ser nossa última chance.
De sorrir.
De agradecer, por tudo o que temos.
Pois, somos cegos.
Cegados pelos nossos sentimentos;
Egoismo e ambição.
E, o triste,
É que eles nos impedem de conhecer a felicidade.
Nos impedem de apreciar;
Mais um dia de vida,
Um por do sol,
A sensação do vento nos tocando,
A paz de fechar os olhos e dormir.
E o hilário, é que a gente demora tanto para perceber tudo isso. Tanto, que as vezes, é tarde demais.

Quanto?

Quantos erros são necessários para um acerto?
Quantas perdas são necessárias, para aprender a valorizar.
Quantas lágrimas são necessárias, para superar.
Quantas decepções são necessárias, para amadurecer.
Quanta solidão é necessária, para encontrar a felicidade.
Quanta dificuldade é necessária, para se tornar forte.
Quanto precisamos mudar, para sermos pessoas melhores.
Quanto precisamos desapegar, para seguirmos em frente.
Quanto tempo precisamos, para aprender a deixar o tempo agir.

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Ele disse

Ele me disse, que deveríamos casar,
Eu aceitei em meio a risos,
Era tudo uma brincadeira, fazia parte das nossas brincadeiras.
Dizem que toda brincadeira tem um fundo de verdade.
Eu sei que no fundo acreditei na possibilidade.
Ele me disse, que se eu morresse, ele me beijaria e diria, agora você não tem como se esquivar.
Eu ri, pois realmente me impressionei com o fato dele não ter superado o ocorrido.
Ele diz sempre, não morra.
Eu prometo ficar viva.
Ele me disse você é linda,
Eu disse que não diria o mesmo, pois a vez que o disse ele respondeu dizendo eu sei.
Ele riu.
Ele me disse que estava tudo acabado entre nós, de novo.
Eu ri, por ter certeza de que para ele me dizer aquilo, eu devo te-lo frustrado no minimo 1/3 do que ele me frustrou.
Mas, como se acaba o que nunca começou? Ainda mais, de novo.
Só que quando ele me disse isso, eu não sabia que era verdade.
Realmente estamos acabados.

Culpa minha

Eu acreditei, fielmente, cegamente, que as coisas seriam diferente.
Me enganei. Cai com tudo, de cara no mesmo buraco.
Eu acreditei que o fato de eu estar mais madura evitaria o inevitável.
Subestimei a força dos sentimentos e me dei mal. Esqueci que sentimentos nada tem a ver com maturidade. São livres.
E a culpa, é unicamente minha.
Acreditar que poderia manter próximo alguém que um dia foi dono de todo o sentimento existente em meu peito.
Acreditar que tudo não voltaria.
Decepções acontecem apenas quando criamos grandes expectativas em relação a algo, ou alguém.
Por isso, repito que a culpa foi inteiramente minha.
Se ontem, eu estava mau humorada, para baixo, ou indignada. Assumo a responsabilidade, a culpa é minha.
Quis construir um poço de água em meio ao deserto. Tentei tornar únicas, palavras comuns. Me esforcei para fazer uma limonada com um limão já espremido. Insisti em pegar desvios, para acabar na mesma rua sem saída. Tentei fundir a água e o óleo. Persisti em fazer pão, sem fermento. Acreditei novamente, em algo que nunca existiu em nenhum lugar além da minha mente.
É hora de tentar novamente seguir em frente, te deixar para trás.
É eu descobri, que nem amigos podemos ser, não da minha parte ao menos.
Nenhuma maturidade ou paz de espirito conseguiria afogar meus sentimentos por você.
E eu poderia dizer que nunca vou encontrar alguém incrível como você, mas a realidade é que, você não é nada incrível, nada do que eu admiro, nada do que realmente me atrai. Mas, como eu disse, sentimentos são livres, e os meus gostam de ficar apegados a você, seja lá por qual motivo.
Na realidade, não são necessários  motivos para sentir.
Durante muito tempo, desejei voltar no tempo e te desconhecer. Porém, eu tento acreditar que tudo na vida tem um motivo, se o motivo de eu ter lhe conhecido não for aumentar o índice de frustração da minha vida, deve ter sido para me mostrar que nem tudo o que queremos conseguimos.
As vezes, me sinto como uma criança olhando o doce mais alto da prateleira, sem poder alcança-lo, é frustrante.
Apesar de tudo, não sou mais criança, não vou chorar por não conseguir o que quero, vou achar um jeito de sair desse estado de espirito que você me deixou, vou colocar um sorriso no rosto, procurar alguma outra coisa que eu queira, e, obtê-la.
Não vou dizer que vou fechar a porta para você nunca mais entrar, porque, por mais que eu tente, o meu coração deixa sempre uma frestinha aberta para o caso de você mudar de ideia.
Fazer o que, a gente no fundo, nem manda na gente, quanto mais nos outros.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

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Adiando tristezas

Eu vejo todas essas pessoas se alcoolizando.
Estragando seus figados.
Me pergunto se ter o coração estilhaçado já não basta?
Por amor.
Tudo em nome do amor.
Digam o que quiserem. Essa é a verdade.
A maior parte das pessoas ficam bêbadas por amor.
O amor machuca, o álcool é o Band-Aid‎.
As pessoas só esquecem que o Band-Aid‎. não cura, ele apenas esconde a ferida.
Soluções temporárias.
As pessoas buscam soluções temporárias.
Se chorei ontem, hoje eu vou beber e sorrir.
Felicidades temporárias.
São as únicas coisas que tais soluções fáceis nos proporcionam.
O efeito do álcool passa.
O coração continua ferido.
A felicidade se foi.
A dor da ressaca se soma a dor no coração.
A memória, ou a ausência dela nos traz arrependimentos.
A dor triplica.
A solução se distância.
Esta tudo péssimo.
O que fazer?
Se alcoolizar de novo para fugir dos problemas? Para esquecer os sentimentos? Para adquirir coragem sendo covarde? Para parecer ótimo, mesmo estando aos pedaços?
As pessoas são fracas.
Humanos são fracos.
Criamos problemas e não queremos enfrenta-los.
Sofremos decepções e não conseguimos seguir em frente.
Fugimos.
Nos escondemos.
Fingimos.
É mais fácil. Parece mais fácil. Não é o mais fácil.
Temos que parar. Parar com essa mania imatura de fugir da vida, da nossa vida.
Triste, ou feliz, somos nós os condutores.
Largue esta garrafa! A solução não está ai, não percebe?
Porque adiar? O amanhã virá, o sol nascerá, a escuridão se despedirá e você... apenas você pode estacar essa ferida.
Vai anestesia-la até quando?
Você sabe. Sabe que o efeito da anestesia não é para sempre.
Toda dor se vai. Em algum momento.
Todo mundo fica feliz de verdade, prolongadamente. Em algum momento.
Paciência e força.
Obtenha-as.
Como? Não faço ideia.
Estou procurando-as até hoje.
Mas ao menos, não sou uma covarde mascarada de valente.
Como vocês tentam ser.

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Para onde foi?

De repente você está aqui de novo.
Mas ainda sinto o vazio.
E por mais que você entre, escapa pelas frestas.
As coisas voltaram ao normal.
Mas, já não me sinto satisfeita.
O riso que você me trás não me é suficiente.
Não me sinto mais disposta, a perder tanto tempo e não seguir em frente.
Não aqui, não com você
Para onde foram todos aqueles sentimentos?
Talvez se perderam-se no tempo e na ausência.
Quais eram os motivos que lhe tornavam meu único desejo?
Se era o riso, já não rio com frequência.
Estou procurando a vontade que sempre tive, em possuir sua companhia.
Mas não encontro mais a nossa sintonia.

sábado, 9 de janeiro de 2016

Trocando os lados

Este ano eu comecei bem.
Eu estou mais calma, mais controlada.
Eu sinto o barulho do vento ecoando em minha mente vazia.
Eu decidi que assim é melhor para mim.
Vou ficar eu, e eu mesma aqui nesse silêncio. Enquanto o silêncio perturba alguns, no meu caso, me dá paz.
Estou vivendo esse momento incrivelmente raro, sem preocupações, sem responsabilidades. Sem o relógio me dizendo que horas acordar, que horas dormir, onde devo ir, quanto tempo falta. Sem um local em que eu precise estar. Sem um ponto para assinar, sem uma chamada para responder. Sem um horário de transporte para consultar. Sem presa para cumprir prazos, sem presa para cumprir horários. Sem aflições por expectativas, por esperas.
Algumas pessoas diriam que eu deveria estar fazendo algo, correndo atras do meu futuro.
Mas, eu já fiz, já fiz isso por anos e anos, sem uma pausa.
Então chegou o momento.
Da minha pausa.
Porque eu sou humana. A mente e o corpo tem limites. Tenho que respeita-los.
O cansaço vem, em algum momento, e eu posso me orgulhar em dizer que, eu segurei a barra. Mesmo quando alcancei meu limite, eu fui alem, não parei. E conclui o que queria, com mais exito do esperava, devo admitir.
Falta apenas um passo, para tudo estar certo em minha vida.
Então, me deixe aqui nessa cama. Me deixe relembrar um pouco o que é dormir até não ter sono, dormir em plenas 15:00 horas da tarde. Deixe que eu passe o dia todo de pijama e só saia para dar uma volta com minha cachorra. Apenas me permita ficar olhando para o teto pensando em coisas que poderia fazer, para depois olhar o relógio e ver que não da mais tempo.
Sem pressão.
Tranquila.
Posso dizer que meus dias tem sido assim.
E sabe o melhor? Não importa o quanto as pessoas digam que eu deveria fazer isso, ou aquilo.
Eu não estou afim sabe? Eu não quero agora. E sei que mereço essa pausa, mereço esse tempo, mereço desacelerar e ninguém, pode me fazer pensar o contrario.
Posso dizer que estou deixando a preguiça guiar meus dias. Ela não me permite ler ou escrever, para não dizer que nada tenho feito, posso dizer que assisto um pouco. Bem pouco.
É engraçado. Alguns meses atras uma amiga me disse que se você quiser pedir algo para alguém, deveria pedir para a pessoa mais ocupada, que faz coisas o dia todo, pois essa pessoa faria o que você pedisse. Ao contrario da pessoa que não faz nada, sempre tem tempo, se você pedisse para essa, ela não faria. Eu me lembro de ter concordado e pensado que eu me encaixava nessa que fazia muito, e ainda sim faria o que me foi solicitado. Engraçado né? Como o mundo da voltas, não acho que faz mais de três meses que essa conversa aconteceu, porém, agora, eu faço parte do grupo que não faz nada e não faria o que me pedissem.
Se tem uma coisa que aprendi, em todos esses anos, é que somos uma metamorfose ambulante, Renato Russo estava correto em assumir esse lado de preferencia. Você sabe muito mais das coisas quando conhece os dois lados da moeda, do que quando afirma cegamente que seu ponto de vista é correto, sem saber dos demais.
Por isso, acho que vou viver este lado calmo da vida por hora.