"Se tem uma coisa que aprendi, é isso: todos nós queremos que tudo fique bem. Nem mesmo desejamos que as coisas sejam fantásticas, maravilhosas ou extraordinárias. Satisfeitos, aceitamos o bem, porque, na maior parte do tempo, bem é o suficiente." - David Levithan
sexta-feira, 31 de março de 2017
Ninguém sabe
O problema, é apenas que, ninguém sabe da gente, e parece que ninguém nunca tem real interesse de saber. Conforme o estrago que nossas histórias nos causam, parece mais difícil largar os nossos escudos e poder abraçar o destinatário de nossos sorrisos.
Seis meses
É engraçado.
Agora, eu até estou sentindo as lágrimas se formarem, mas elas já não são visita frequente.
Sinto sua falta. Sempre vou sentir.
E para quem acha que é pesar demais pelo morte de um simples animal, um cão... eu lhes digo, nunca será suficiente para retirar toda a angústia que ficou em meu coração.
Perguntaram de você esse final de semana, se lamentaram por sua morte. E não eram nem tão próximos a você, eram nossos vizinhos apenas.
Nessas horas eu sorrio ao pensar como você era realmente incrível.
A Lumi está obesa, ninguém do seu nível de musculatura, pra brincar pra valer com ela. E ela também está sozinha, ela não faz amizades fácil como você.
O meu sobrinho que foi seu dono por um tempo ínfimo, adora a Lumi, deve ser por ela ser grande, ele ia te amar muito, com toda a certeza.
quinta-feira, 23 de março de 2017
Jogos sentimentais
Somos todos tolos.
Com esses joguinhos estúpidos.
Não é certo se jogar com sentimentos, porém parece inevitavel.
Você até pode tentar jogar limpo, ou melhor, não jogar.
Eles vão jogar com você.
Quem foi que inventou que a gente gosta de acumular?
Quem foi que criou essa regra sobre os jogos sentimentais?
Com certeza alguém que nunca se apaixonou, pois isso tudo é uma tremenda burrice.
Uma procrastinação sem limites, que apenas nos fere a cada nova jogada.
Vou explicar o jogo;
Se interesse por alguém, não seja completamente honesto, você não deve nunca deixar esse alguém ter certeza que você gosta dele. Pois ai você vai ser o fraco, e ninguem quer ser o fraco. Você óbviamente não vai descobrir tão cedo o que a pessoa sente por você, talvez nunca descubra. Mas o jogo é esse, não é obter para si, um sim, a reciprocidade, embora a gente queira isso mais que tudo. As normas apenas te ensinam a nunca perder a pessoa, ao menos enquanto ambos estiverem jogando. Em resumo, nesse joguinho, você nunca ganha, nem perde a pessoa. Até um dos jogadores cansar e ir atras de alguém que não goste desse jogo de omisão.
Todo mundo cansa.
Esse é um jogo em que não há ganhadores. Só frustração e choros.
Então, eu adoraria saber por que. Por qual motivo, nós jogamos?
Desde quando falar a verdade, sobre o que sentimos se tornou fraqueza?
Deve ser muito melhor falar toda a verdade sobre tudo o que sente de uma vez, e receber um sim e ir ser feliz, ou um não e superar, seguir em frente.
Seria incrível, se todo mundo não estivesse afundado demais nesse jogo.
terça-feira, 14 de março de 2017
Humanos?
A gente finge:
Ser feliz, não se importar, amar, estar bem, ser amigo, se importar, ser legal, ser bom, superar, ser bonito, ser inteligente, ser superior, ser presente, não ver, não sentir, ignorar, não chorar, só sorrir, ser calmo, não ouvir, não saber, esquecer, não querer...
Todo mundo finge tanto, que nem percebe a farsa alheia.
Coloca aquele sorriso, aquela ótima roupa e faz sua melhor maquiagem. Ninguém vai ver. Afinal ninguém quer ver.
Todos estamos tão ocupados no fim do dia tirando nossas camadas, nossas máscaras, nossos disfarces, que não temos como perceber uns aos outros.
Ninguém quer desmascarar ninguém, com medo que sua farsa seja descoberta.
Se você ver alguém chorar, melhor não se envolver, pode acontecer de você se identificar, e transbordar aquilo que tanto conteve. E isso é perigoso. Você pode parecer humano.
E ninguém gosta de humanos.
Cheios de lágrimas, risos soltos e palavras sem culpa.
As pessoas gostam do modelo de fabrica. Esse que finge tudo pra agradar um ao outro, enquanto ambos ficam infelizes atuando no seu teatro de felicidade.
Então por favor! Não se importe, não me dê bom dia se eu não te der, e muito menos me pergunte como eu REALMENTE estou. Pois isso, me deixaria sem ação, e não sei realmente lidar com humanos. E teria que ser honesta, e sair desse imenso teatro chamado vida.
Entenda, eu não vou precisar nunca de um humano, e não digo isso só porque eles não existem. É que eu tenho um cachorro sabe? E com ela essas normas não se aplicam, ela não sabe nem o que é fingir.


