sábado, 31 de maio de 2014

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Mentiras


Caminhando em meio ao caos.
Sua face continua igual, a anos.
Disfarçando a guerra que se passa em seu interior.
Uma guerra fria, solitaria e infindavel.
Ela permanece calada, para o mundo.
Preparada para o caos.
Ela luta, pra afastar a escuridão de si, luta pra que consiga permanecer igual, porém, involuntariamente vai se modificando.
Luta acima de tudo contra as mentiras que as pessoas contam, e sem perceber, ela se transforma um deles.
Apenas mais uma mentirosa.
Ela olha no espelho, e é a unica que vê sua alma perdida, pois mantem uma aparencia impecavel de garota inofensiva.
A guerra a transformou.
Em uma sobrevivente.
Não uma mentirosa, ninguem é mentiroso, somos todos apenas sobreviventes.
Lutando todos os dias pra acreditar em nós mesmos.
Lutando pra acreditar que estamos bem e felizes assim; quando a verdade esta oculta atrás do espelho em nossas almas.
Estamos todos perdidos demais, pra nos encontrarmos.
É um mundo cruel, um mundo de aparências.
Um mundo formado por nós.
Modelado a maneira que queremos, ou que nos enganamos dizendo que é o que nossa vontade pede.
Estamos todos submersos em um amontoado de mentiras das quais não conseguimos nos livrar.
Mentiras que nos tornaram nós, ou quem supomos ser.
Mas que não passam de mentiras.
E quando elas são descobertas, tudo desmorona.
E só quem já viu sua vida em ruinas por essas tais mentiras, sabe que o tempo não ajuda em nada.
Sabe que ruinas, não podem ser reerguidas;
Sabem o estrago permanente que faz na alma;
Sabem o que é estar perdido, sozinho e sem ter pra onde correr.
O fim.
O fim, de uma história ficticia.
Mentiras, nunca serão fatos.
Fatos constroem vidas.
Mentiras só constroem historias.
Ninguém vive de história.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Melhor estar só, do que sozinha a dois

Alguém escreveu...

"Minha amiga disse que eu sou muito folgada, quero que o mundo se adapte a mim. E que esse é o meu problema, eu já começo colocando barreiras, vou morrer sozinha. Não gosto quando praguejam que eu vou morrer sozinha, como se eu estivesse fazendo por merecer esse grande final. E não gosto, principalmente, porque isso não seria um castigo e sim uma escolha. Juro que prefiro solidão a um do que a dois. Ou, no auge do egoísmo, parar com um desses carinhas que a gente sabe que são incríveis, mas não rola, não flui. Eles merecem ser amados e eu não tenho o direito de privá-los disso. Acredito que folgada seja quem se espalha nessa comodidade. Não crio barreiras. Elas se criaram sozinhas quando eu me posicionei pro mundo. E acho que se for pra ser, se for mesmo pra ser, o cara quebra as barreiras. Se não for, elas me poupam. E tem me poupado! De todos os tantos anos que me virei do avesso pra me adaptar aos outros, só ganhei cicatrizes. Parei. Se é a melhor postura, não sei, mas hoje eu ando sem dor. Minha amiga derruba barreiras, escancara as portas e tá aí, sem amor. Sentimento não é um favor. Prefiro ser minha a viver disposta a ser de quem for."

E eu concordo.

Escolha, ou não?

Li em uma página do facebook, e me identifiquei totalmente.

" Eu queria esclarecer um grande mal entendido: a incansável busca das mulheres não é pelo cara perfeito. É pela reciprocidade. E a grande batalha não é contra os homens ou contra as supostas adversárias. É contra nós mesmas. Batalha bruta, guerra sangrenta e com muitos corpos pelo chão. O desânimo do "É sério? Não consigo querer ele nem um pouquinho? É realmente sério que eu tô fazendo isso de novo?" e o cansaço escapa em forma de suspiro. Colocar um cara maravilhoso na Friendzone dói mais na gente do que em vocês, podem acreditar. É uma sensação de impotência misturada com sadomasoquismo. É sentir milhões de tapas na cara, vindos de mim mesma. Por muitas vezes, eu fechei os olhos e desejei com todas as minhas forças que a minha pele reagisse. Que o beijo se encaixasse e o olhar me tirasse o chão. Eu fiz força pra querer, fiz força pra gostar, fiz força e fiz força. E quando abria os olhos era sempre a mesma coisa: vontade de ir embora e uma culpa que me embrulhava o estômago, por violentar os sentimentos. Assim como, por incontáveis vezes também, eu lutei pra sufocar cada poro do meu corpo, que gritava, pedia e implorava pelo corpo de gente que já chegou na minha vida me explicando, com uma maquete, que era encrenca e ia me fazer sofrer. Eu sei lá, tem gente que entranha na gente. E gente que o nosso corpo estranha. Expulsa. Mas aí é questão de organismo, você entende? Ou você gosta de alho ou não gosta. Não interessa se faz bem pra saúde, cabelo, pele, evita câncer, deixa imortal... Se você gosta, é maravilhoso e tempera tudo. Eu, como não gosto, tenho ânsia de vômito. E, se enfiar garganta abaixo, eu boto pra fora. Evito. E friso: mais por eles do que por mim. Ninguém merece ser vomitado assim."

domingo, 25 de maio de 2014

Abra a Porta


Abra a porta garota!
Ouça, estão batendo.
Alguns há anos, outros a meses e tambem aqueles que recem chegaram a ela.
Apenas abra, deixe que um deles entre.
Deixe-o colar seus pedaços.
Deixe-o lhe dar um motivo pra sorrir.
Deixe-o lhe impedir de desmoronar por completo.
Deixe-os saber a verdade.
Diga que sua mente é uma confusão e não consegue domina-la.
Diga que já não sabe mais usar o seu coração.
Diga que seus sentimentos e vontade se perderam.
Diga apenas, que por mais que tente, não consegue mais.
Já faz tanto tempo que a garota anda sozinha, que já se esqueceu que a vida é pra ser compartilhada.
As batidas continuam.
Abra a porta!
A garota não consegue.
Ouve as batidas do outro lado, mas não se move.
Apenas um movimento... um giro da chave.
Mas ela ja não sabe qual chave é.
Ela não sabe pra qual batida deve abrir.
Ela não consegue girar a chave.
Ela é fraca demais pra abrir a porta, e compartilhar sua vida com alguem.
Porem, é forte suficiente pra continuar vivendo sozinha, em um mundo compartilhado.
A garota se pergunta, por que continuam à bater?
Por que todos que olham pra ela, acreditam que ela lhe trará sorrisos.
Como ela pode faze-lo, se seus proprios sorrisos são apenas ensaiados.
Quem será a proxima vitima, que atravessara a porta e se perderá na escuridão por tras dela, até ser expulso dela e voltar ao mundo sozinho como se tivesse participado de uma guerra, sido vencido, e só fossem lhe sobrar eternas cicatrizes.
A garota não tem medo de abrir a porta por si.
A garota tem medo por quem à atravessa-la.
Medo de destruir mais uma alma, como um dia alguém destruiu a dela.

domingo, 18 de maio de 2014

Escuridão


Respirar... uma palavra que todos praticamos, ou ao menos tentamos.
Náuseas;
Fraqueza;
Escuridão;
Vozes e sons;
Perda dos sentidos;
Falta de ar!
Sufocando...
Tentando...
Mas...
Bloqueio...
Forçar a entrada do ar...
Dor.
Sufocando...
Ofegante...
Total falta de controle mental.
De novo, de novo e de novo.
Tentativas frustradas de me conscientizar que o oxigênio continua presente.
Me dou por vencida.
Não posso controlar minha mente.
Sou humana afinal.
Posso ser fraca, posso cair quantas vezes forem necessárias, desde que me levante, mesmo que me falte forças pra lutar.
Cada queda me torna mais fraca.
Cada vez que me levanto, mais forte. Será?

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Quebrar esse muro

Já mal consigo ver o sol do outro lado.
Esse muro que construimos.
Que tem me impedido de me reaproximar.
Tudo é escuro aqui do outro lado.
Frio e solitario.
Não é tarde demais.
Vamos derruba-lo.
Pegue suas palavras, e as jogue contra ele.
Palavras são fortes,
Capazes de romper o orgulho entre nós.
Diga todo o necessario, e eu direi tudo o que precisa ser dito pra que isso acabe.
Não consigo conviver com isso.
Uma vez que você me tirou da escurido, sempre que você se afasta ela volta.
Me sinto afundando de novo, aos poucos.
Então quebre-o.
Diga qualquer coisa, pois apenas uma palavra sua seria capaz de causar uma rachadura.
Abra uma fresta e eu atravessarei.
Estou cansada de ficar aqui sozinha, enquanto o mundo suga todas minhas boas lembranças, como um dementador.
Não posso criar novas.
Pois esse muro, me faz esquecer que existe um outro lado, livre.
Me faz querer apenas rompe-lo,
Faz com que o que há ali me esperando não me seja interessante.
Estou cansada do orgulho, quero rompe-lo, mas o medo me bloqueia.
Medo de que as coisas tenham mudado.
Medo de que seja tarde demais.
Medo de que todo meu esforço seja em vão.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Adeus, até logo

Te dizer adeus foi mais fácil do que pensei. Mas fácil, não por não gostar mais de você, e sim por ter deixado a raiva me guiar.
Ingenua fui, em pensar que estava tudo resolvido, como se lhe esquecer fosse uma opção.
Acordei no dia seguinte, e você não estava em minha mente, nem um dia após ele, muito menos uma semana depois, alivio me preencheu, pensei que havia me livrado de você.
Tola fui, em acreditar em tal Absurdo.
Seria como dizer que é possivel esquecer como sorri.
Segurei outras mãos,
Troquei palavras com outras pessoas.
Perdi meu tempo, achando que seguia em frente.
Estava com alguem...
Pensando em você,
Desejando que fosse você,
Implorando para tempo passar, pra eu ir embora me afundar nessa solidão que é a vida sem você.
Me deu saudades, saudades de você.
Saudades da simplicidade e complexidade que eramos eu e você.
Como esquecer a maneira como você mexia com minha mente.
Me preenchia por completo, com tão pouco.
As palavras não saiam, quando você estava ali na minha frente.
Palavras que poderiam ter nos salvo, para que pudessemos ser algo um dia.
Tenho que confessar, um segredo.
Você.
Tenho te guardado aqui dentro de mim.
Esse segredo, do que supomos ser, das palavras pronunciadas, do tempo que disperdiçamos, das nossas brigas, dos nossos risos, das nossas escolhas, dos nossos sentimentos...
Um segredo que eu queria gritar pros quatro ventos, que me faria não me importar com as opiniões alheias, que eu não queria manter, com medo de dar errado, quando na verdade o perigo esta em nós.
Somos ruins e bons demais juntos.
Erramos novamente, um com o outro.
E eu ainda me pergunto se foi um adeus ou até breve.
Torcendo pra não ser um adeus, sem mover um dedo se quer.

Sem mais palavras


Sabe aquele momento, em que você esta cansada, de tentar.
Quando você sente vontade de largar sua caneta, deixar de ser o escritor deste livro a que chama de vida.
Você quer apenas fechar os olhos, e ao abri-los ver as paginas preenchidas.
Sem inconvenientes, sem frustrações, sem mais preocupações.
Não ter que sofrer por um capitulo que não pode arrancar, nem modificar.
Nada de querer eternizar momentos, lhe impedindo de seguir com a escrita.
Sem mais virgulas, sem mais exclamações, sem reticencias.
Olhar pra história terminada, seria apaziguador.
Mas a história esta em constante modificação.
Muda tanto, que não sei o que dói mais, minha mão, meus olhos ou coração.

Ruim pra mim

Como você consegue?
Me fazer sorrir ao mesmo tempo que me irrita.
Você tem esse dom, de fazer eu gostar de você, ao mesmo tempo que o odeio.
Consegue me ocupar minha mente na mesma velocidade que quero que você vá embora.
Sempre vem no momento que é menos bem quisto, e torna novamente sua presença indispensável.
Nem usa mais a porta pra entrar e sair, age como se ali habita-se, e nenhuma fechadura fosse capaz de lhe impedir.
Faz com que seus defeitos sejam irrelevantes
O total oposto de mim, faz parecer que faltava algo, e ai que você entra...
Faltava alguém mesmo, pra bagunçar minha mente profundamente realista.

Tudo em vão

Segure minhas mãos, se agarre a isso, não me deixe ir.
Faça qualquer coisa.
Grite, xingue, chore, apele, implore, me abraçe, me imobilize, me impeça.
Se você o fizer, eu vou saber que devo permanecer, continuar a segurar suas mãos.
Tantas mãos,
Tantos abraços,
Tantas pessoas,
Indo e vindo.
Tudo em vão.
Apenas mais palavras sendo jogadas ao vento.
Um amontoado de promessas não pagas.
Cansada de dizer adeus.
Dramas e mais dramas.
Lagrimas e sorrisos.
Exaustão.