Mas a vida sempre empurra alguma coisinha pequena e faz doer de novo, nos olhos, na respiração e na alma.
"Se tem uma coisa que aprendi, é isso: todos nós queremos que tudo fique bem. Nem mesmo desejamos que as coisas sejam fantásticas, maravilhosas ou extraordinárias. Satisfeitos, aceitamos o bem, porque, na maior parte do tempo, bem é o suficiente." - David Levithan
sexta-feira, 17 de abril de 2026
Ocupada
No fundo eu só estou sempre me ocupando com muitas coisas pra fazer, mesmo que não necessárias. Pra não ter tempo de lembrar.
quinta-feira, 19 de março de 2026
Neblina
Volante, estrada, escuro, pôr do sol, nascer do sol, luzes...
Inevitavel não lembrar de você.
Sua ausencia ainda dói as vezes.
Ainda evito algumas, ou várias coisas que me lembram você, ou aquela epoca que passou a ser um eu, sem um você.
E o pior é saber que tudo de melhor saiu ou nasceu em mim, nesse momento que evito tanto lembrar.
Sempre vou te amar, por tirar o melhor de mim.
Obrigada por tudo.
domingo, 18 de janeiro de 2026
Até não doer
Ontem falei sobre você, a sorte grande que eu tive e eu não terei mais.
Como uma brisa, passou, deixou aquelas memorias e sentimentos incriveis e se foi.
Esses dias falei com sua mãe, me fez rir algo que ela disse, lembrei de você claro. E não chorei.
Não choro mais quase por sua causa.
Hoje falei sobre a Lumi e vou dormir com os olhos doendo pois chorei.
Eu não costumo chorar mais falando sobre ela também.
Mas, lembrar da dor daqueles dias, do q senti naqueles dias ainda me faz chorar.
Por isso assistir perdas sempre me fará chorar. Afinal vou lembrar e me identificar.
Essa semana colei uma das minhas pinturas daqueles dias, pensei em não colar elas, em não repintar a que deixei naquela outra parede. Então lembrei, não é sobre decoração, não pintei pra deixar bonito, pra acharem bonito. Pintei porque doia. Doia tanto, derramava por entre meus dedos e escorria por meus olhos. Era desesperador.
Por isso pintei a dor, o que perdi, o que senti, pintei pra tirar de mim. E eu não posso guardar, fingir que esse momento que matou quem eu era e criou quem eu sou, não existiu.
Então, vou colar tudo na parede de novo e pintar aquilo que não posso esquecer de novo.
Pois eu sou assim, essa sou eu um aglomerado retratado, que parece algo mas é muito além do que parece. Sou tudo, sem conseguir esquecer nada. Sou o que sobreviveu daquelas pinturas.
Uma mera marionete da vida, tentando sobreviver sem se segurar ao que se foi.
Já doeu tanto.
Agora já quase nem dói.
Mas só quem já sentiu muita dor, tem medo de viver ela de novo.
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