terça-feira, 23 de dezembro de 2014


Desvalorizei e valorizei os errados

Mais um fim de ano se aproxima, as coisas tem mudado drasticamente de um ano para o outro. Eu tenho mudado, e as pessoas ao meu redor, mais ainda.
As vezes, me assusto, mal reconheço minha vida. Não sei se mudou pra melhor, ou pior, talvez eu nunca saiba.
Ando meio cansada, de tentar segurar as pessoas, impedi-las de ir, tenho estado fadigada. As pessoas cansam, muito mais que a vida. Viver é exaustivo, não há dúvidas, porém, são as pessoas que nos fazem sofrer, não a exaustão.
Pessoas tem esse dom, de nos levar ao limite, e quando estouramos, elas se afastam, e  acabamos sentindo falta delas.
Esses meses tem sido complicados, pessoas indo e vindo em uma velocidade surpreendente. Estou desgastada, deixo estar, deixo passar. Percebo que, são nessas idas e vindas que descobrimos os que irão permanecer.
É triste quando você percebe a infima quantidade de pessoas que ficam.
Não depende do nosso esforço, da nossa dedicação, da nossa vontade, depende únicamente, da vontade das pessoas de ficar. Então, como posso dizer... não tenho cativado muitas pessoas.
Vi amigos que recebiam nome de melhor amigo se irem, por motivo fútil, por estresse, por querer encontrar em mim alguém sobre quem descarregar o peso do seu  mundo, por não aceitar a verdade, por não admitir erros, então de repente, não houve mais dialogo, não houve mais desculpas, não houve explicações, de repente de melhores amigos que riam até doer a barriga, que compartilhavam histórias e livros, viramos dois desconhecidos.
E o que me foi mais surpreendente? Foi que eu descobri que não era ele meu melhor amigo. Não sofri, não senti falta, apenas descobri que o havia intitulado como meu melhor amigo injustamente.
Como é possivel, alguém com tanta coisa em comum não ser seu melhor amigo? Talvez, depois de tantos anos, eu tenha entendido o significado, da palavra amizade.
Amigo, é aquela pessoa que compartilha a vida com você, que compartilha os pais, os parentes, os momentos. É aquele que tem intimidade pra chegar na sua casa as 23:00 horas, e dizer que quer tomar chimarrão. Aquele que só porque viu um boneco estranho e lembrou de você, compra ele e lhe dá. Aquele que não bate na porta, apenas grita da escada, que está subindo. Aquele que vai na sua casa sem motivo, apenas vai lá, e fica lá. Aquele que você não precisa contar o que está acontecendo na sua casa, ou, em sua vida, pois ele sempre está lá, ele vê, ele ouve, ele sabe. É aquele que quando você está mal, não precisa perguntar o motivo, ele apenas fica lá contigo, pro caso de você querer contar, ou chorar. Aquele que quando você precisa, se dispõe a ajudar, mesmo que ele esteja exausto, mesmo que ele tenha coisas melhores pra fazer. Aquele que te pergunta no dia seguinte se você gostou das panquecas que ele fez  e deixou na mesa pra você. Aquele que você sabe que pode ligar e pedir pra ir te buscar, que ele vai estar lá. Aquele que chega no seu quarto, em um sábado cedo, abre as cortinas e janelas, e puxa seus cobertores e pede pra que acorde e pare de depressão. Aquele que mesmo sem você dizer nada, sabe seus traumas. Aquele que você pode falar tudo o que pensa, que não liga, que no dia seguinte está lá, como se nada tivesse acontecido. Aquele que canta as piores musicas logo em um sábado cedo e mesmo assim você ri, ao invés de querer mata-lo. Aquele que ninguém no seu grupo de amigos gosta, mas você o adora, e leva ele, sempre que ele aceita o convite. Aquele que leva bronca, e enfrenta o mau humor dos seus pais contigo. Aquele que seus pais pedem favores a ele, ao invés de ti. Aquele que você não tem nada em comum, mas que te entende, que te aceita. Aquele que em momentos de tensão, sofre mais por você, do que você mesmo. Aquele que conta de você com orgulho, pra todos que conhece.  Aquele que você confia, e não sabe como, ou, quando isso aconteceu.
É tão difícil achar um melhor amigo. E tão fácil perde-lo.
Mundo injusto.
Como disse, descobri da pior maneira quem era meu melhor amigo, descobri, através da saudade.
Eu poderia dizer mais coisas sobre esse ano, mas, acredito que a amizade que tive com ele superaria qualquer outro acontecimento.
De coisas boas e ruins que me ocorreram, eu percebi que você foi a melhor, me desculpe por demorar tanto.
Espero que você sempre continue em minha vida, pois você é insubstituível, e só eu sei disso.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

sábado, 15 de novembro de 2014

Amarre sua felicidade e viva

Existem algumas coisas que necessitam de um pouco mais de moderação, principalmente aquelas que nos fazem bem.
Às vezes a língua arde com vontade de espalhar aos quatro ventos, mas, ao analisar melhor, acabamos entendendo que o ideal é fazer silêncio.
Porque felicidade despejada em todo lugar tem o mesmo efeito de um bom perfume espalhado pelo ar: pode até durar alguns instantes, mas com pouco tempo se dissipa.
Tenho muita cautela e prudência com quem divido as minhas coisas e hei de convir que isso sempre me ajudou muito.

- Jey Leonardo

domingo, 26 de outubro de 2014

Entre o ontem, hoje e o amanhã

Tem sido mais fácil.
Algumas vezes eu queria simplesmente voltar atrás, fazer o relógio voltar e mudar tudo.
Tudo o que meu coração sentiu. Tudo o que minha mente me fez acreditar. Tudo o que minha memória insiste em lembrar.
Mas eu, simplesmente desisti. Desisti de insistir com as pessoas que meu coração escolhe. Desisti de querer aquela sensação estranha no estomago. Desisti de querer o motivo dos meus sorrisos.
Sim, eu finalmente desisti.
A garota que se orgulha de nunca desistir de nada, é uma farsa.
Não me envergonho em admitir.
Não consigo, não mais.
Não tenho forças pra persistir em minhas escolhas feitas pelo coração.
Então, eu simplesmente desisto. Saio por ai descartando sentimentos como se fosse a coisa mais simples, como se não tivesse raízes cravadas eu meu coração. Como se meu coração fosse o membro menos necessário em mim.
Me tornei boa demais nisso.
As vezes não sei se estou fingindo ou realmente não me importo.
Não vou ser hipócrita e dizer que não sinto falta da maneira como algumas pessoas me faziam sentir.
Não mentirei; as vezes me lembro e sorrio, as vezes penso em como teria sido se tivesse dado certo, as vezes apenas sinto saudades. Será possível sentir falta sem sofrer? Pois se não for, devo estar revolucionando. Sinto aquela saudades boa, pra mim pelo menos é.
Sentir saudades, mas, não querer de volta, por estar ciente do desastre que acabou, e acabaria novamente.
Não é que eu seja sem coração, que eu seja sem sentimentos. Eles permanecem aqui, e sempre tem alguém que consegue tornar-se o destinatário deles. O problema é que o remetente demora demais pra mudar de destinatário. Porém, ao contrário de muitos, eu não me desmorono mais.
Sorrio, quando me acusar de ser fria e sem coração.
Não reajo, quando me deixam.
Apenas desconverso, quando dizem o que sentem por mim.
São minhas defesas. Quem pode me culpar por estar anestesiada, não sentir mais dor.
Não preciso mais namorar aleatoriamente, pra evitar pensar em alguém, pra provar algo a alguém, pra ver meus ex namorados ficarem mal. Passei dessa fase.
Se querem falar sobre eu estar sozinha, eu não ligo.
Se acham que nunca tenho ninguém atrás de mim, eu não ligo.
Se meus ex namorados estão felizes com alguém, eu não me importo.
Se ando com o coração ocupado? Talvez sim, talvez não.
Se minha mente anda ocupada por isso? Não, minha vida esta cheia demais pra eu pensar em quem meu coração queria.
Minha vida precisa de um rumo.
Meu coração? Bem... isso eu vejo depois, se ele aguentou até agora, o que é mais um ano ou dois.

Coragem, ou imaturidade?

Admiro as pessoas que tentam.
Admiro o fato de mesmo com todas as possibilidades de tudo dar errado elas continuarem tentando.
Admiro o quanto de si elas dão pra realizar o que desejam, o quanto fazem pra conseguir quem desejam.
Admiro como elas conseguem se arriscar tanto, sem certeza do sucesso.
Admiro a persistência nas  mesmas tentativas.
Talvez, eu já tenha sido assim.
Ok, admito que fui.
Porém, não é tão simples assim, não é fácil assim, quando sua mente muda.
Deixar tudo de lado e ir atrás de algo, ou alguém, não é tão bonito como nos filmes, não estamos em um filme, não vai aparecer nossa cena feliz e realizada, e acabar ali. A nossa vida tem continuidade, as chances de dar certo ou errado, são praticamente iguais. O caso é que, cada ato tem uma consequência, boa ou ruim, ela sempre vem.
Não ando disposta a tentar, não algo que vá estragar o que possuo, não com alguém que vá desestabilizar meu mundo. Construir, adquirir e manter as coisas é tão difícil, mas destruí-las, é uma questão de piscar de olhos.
Me chamem de covarde. Não me importo. Sou a covarde que prefere pular de 40 metros de altura, do que sentir algo, por alguém que vá me desestabilizar. Prefiro ser covarde possuindo algo, do que corajosa, com nada mais que tal adjetivo.
Me desculpem os corajosos, mas eu penso no dali pra frente, eu não gosto de possibilidades, prefiro certezas, e enquanto eu puder te-las, prosseguirei assim.
Isso me faz pensar, se essa coragem, não seria imaturidade, ausência de responsabilidade? Vamos deixar isso entre parenteses, e pensar que é coragem, afinal todos nós passamos por essa fase, a diferença é que alguns nunca saem dela.

Arquetipica


Sinto como se a cada dia que passa fosse colocado um novo peso em meus pés, pra que eu não consiga seguir em frente.
A cada dia meu coração parece mais sobrecarregado, e sinto minha alma pesando toneladas.
Parece que cada átomo do planeta quer que eu o carregue, pra que eu desista.
Minha fé está abalada, começo a pensar que tenho sido presunçosa demais ao pensar em uma possibilidade, mas quando estou quase dando o primeiro passo pra cair nessa problemática em que as pessoas vivem, eu paro, não consigo dar nenhum passo a mais. Não é que eu não seja corajosa. A questão é que isso faria tudo o que fui, tudo pelo que lutei não valer de nada, seria um desgaste sentimental intenso e sem propósito, seria ir contra meu eu.
Eu não sou fácil, realmente, mas é errado querer encontrar alguém que valorize suas reais qualidades? As pessoas hoje em dia, me dão náuseas, sempre se tratando como objetos descartáveis, de fácil uso, e simples de se esquecer. Será mesmo que elas gostam de ser assim? Será possível que esta seja a real premissa de suas vidas? E eu sempre acreditei que todos gostassem de ser inesquecíveis. As pessoas em sua grande maioria são ridículas, e se eu disser meus motivos, eles diriam " em que mundo você vive?" Eu seria obrigada a dizer-lhes; no mesmo mundo que você, nesse lugar onde pessoas escreveram contos de fadas com finais felizes, aqui onde se escreveram poemas e poesias sobre amor, onde  lindas musicas falando sobre sentimentos e expectativas são tocadas todos os dias, em que histórias e estórias inesquecíveis saíram da mente de pessoas e foram transcritas em livros, e eu tenho certeza que grande parte do mundo sofreu com elas, e desejou viver uma igual. Então me parece muito irrisória essa ideia de que as pessoas não se importam com sentimentos.
Eu penso assim, não valeria de nada viver uma história qualquer, estou cheia delas, pois estou cansada de tentar viver momentos profundos com pessoas rasas. Essas fatalidades não me interessam, prefiro continuar a adiar meus sentimentos, do que cria-los de maneira ínfima.

sábado, 25 de outubro de 2014

“Faça uma lista de grandes amigos. Quem você mais via há dez anos atrás? Quantos você ainda vê todo dia? Quantos você já não encontra mais? Faça uma lista dos sonhos que tinha. Quantos você desistiu de sonhar? Quantos amores jurados pra sempre? Quantos você conseguiu preservar? Onde você ainda se reconhece? Na foto passada ou no espelho de agora? Hoje é do jeito que achou que seria? Quantos amigos você jogou fora? Quantos mistérios que você sondava, quantos você conseguiu entender? Quantos segredos que você guardava, hoje são bobos ninguém quer saber? Quantas mentiras você condenava? Quantas você teve que cometer? Quantos defeitos sanados com o tempo eram o melhor que havia em você? Quantas canções que você não cantava hoje assobia pra sobreviver? Quantas pessoas que você ama hoje amam você?”

— Oswaldo Montenegro.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Lar

Ele falou que vai embora, juntou suas coisas e se foi.
O que ele não sabia, é que...
Ele já havia partido, anos atrás. Só não havia percebido, algumas pessoas não haviam percebido. Eu demorei a aceitar, embora houvesse percebido.
Ele voltou ontem, como um furação confuso.
Dizem que "lar é onde seu coração está".
Onde está o seu garoto?
Será possível estar em dois lugares?
Será possível ter dois lares?
Ele tomou decisões, ele foi embora.
Será que ele já não havia ido? Ou será que ele na verdade nunca partiu?
Dizem que " que o coração é território desconhecido".
Talvez seja por isso, que ele ainda não saiba, se vai ou se fica.
Ele derramou lágrimas, de arrependimento ou saudades?
Ele não sabe.
Dizem que, " não se pode mandar no coração".
E ele sofre, por saber disso, por viver isso.
Entre a razão e o coração, qual a maior porcentagem de escolha?
Mas, e se você riscar a razão e colocar coração X coração?
Quem vence? Há vencedores? Ou apenas destruição?
Ele está descobrindo, da pior maneira.
Talvez ele descubra, que quando seu coração escolhe um lar, não importa quantas outras moradas ele obtenha, pois ele sempre saberá seu lugar.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Uma pergunta sobre...

E o amor?, você me pergunta. O amor, ah, sei lá. O amor nem dá pra definir direito. Acho que é um desejo de abraçar forte o outro, com tudo o que ele traz: passado, sonhos, projetos, manias, defeitos, cheiros, gostos. Amor é querer pensar no que vem depois, ficar sonhando com essa coisa que a gente chama de futuro, vida a dois. Acho que amor é não saber direito o que ele é, mas sentir tudo o que ele traz. É você pensar em desistir e desistir de ter pensado em desistir ao olhar pra cara da pessoa, ao sentir a paz que só aquela presença traz. É nos melhores e piores momentos da sua vida pensar preciso-contar-isso-pra-ele. É não querer mais ninguém pra dividir as contas e somar os sonhos. É querer proteger o outro de qualquer mal. É ter vontade de dormir abraçado e acordar junto. É sentir que vale a pena, porque o amor não é só festa, ele também é enterro. Precisamos enterrar nosso orgulho, prepotência, ciúme, egoísmo, nossas falhas, desajustes, nosso descompasso. O amor não é sempre entendimento, mas a busca dele. Acho que o amor não é o caminho mais fácil, pois mais fácil seria dizer a-gente-não-se-entende-a-gente-não-combina-tchau-tchau. O amor é uma tentativa eterna. E se você topar entrar nessa saiba que o amor encontrou você. Seja gentil, convide-o para entrar.

-Clarissa Corrêa

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Fique

Por um longo tempo não amei ninguém. Não por que não quisesse, mas, às vezes, o coração é que não está preparado pra amar, pra dar espaço pra alguém além de nós mesmos. Eu tenho marcas, cicatrizes longas e infinitas que ameaçam não sumir nunca, porque quem a gente foi e o que a gente passou, vai dentro da nossa bagagem de experiência. Por mais que esquecer seja uma coisa que, em nossas mentes, precisa acontecer. Nunca é fácil deixar pra lá, lidar com tantas coisas que machucam e fingir estar nem ai pra tudo. E de cara, vem aquele cômodo de ter que se esforçar para manter tudo no devido lugar: coração, comportamento e os pensamentos. Cansei dessas noites mal dormidas, de textos inacabados e pessoas incompletas. Sou dura demais, exigente demais quando o tema é meus sentimentos, se não quero, não dá e me recuso a conhecer pessoas que não me acrescentariam nada. Essa é a teoria da minha vida: passe por ela e me surpreenda. Fique.

Feliphe de Oliveira e Mah Soares

terça-feira, 23 de setembro de 2014

A verdade é que...

Você pode ouvir?
Batidas, algo vem se rompendo, se quebrou, foi liberto.
Você me ouve? Desatando nosso laço, nosso vinculo foi quebrado, e eu que acreditava que tal acontecimento era impossivel de ocorrer.
Quando eu olhei pra trás, não estava lá, sua sombra, eu não estava mais presa a você. Fiquei inerte, quando me dei conta que você não faz falta.
A realidade é que, eu gostava de preencher o vazio com você, gostava de direcionar a saudade a você, me sentia melhor em colocar você como o ator principal em minha história, adorava te-lo como heroi, gostava de falar sobre amor, e direcionar tal monologo a você, mas, o destino é inexsoravel.
Estou meio ocupada demais pra manter esse vinculo inexistente. Nunca fomos bons um para o outro como eu pensava, somos consequencia de um acidente, e eu não me importo mais com isso. Apenas aconteceu, de eu me desacostumar de você, assim como aconteceu toda "aquela nossa história" há anos atrás, aconteceu, mas é apenas uma história agora, nem mesmo quando me dizem que parece como um filme, me comove.
Descobri que não tem porque eu sentir saudades ou sofrer por alguém, não é necessario. Só pelo fato de grande maioria faze-lo não significa que comigo deva acontecer também.
A grande verdade é que sou boa com as palavras. Não escrevo de amor porque estou amando, não escrevo de saudades pois estou sentindo falta de alguém, não escrevo sobre dor por estar sofrendo, eu apenas escrevo, sobre assuntos que eu entendo. Ja amei, ja quase morri de saudades, ja sofri, muito, não hoje, não nesses últimos tempos, mas cada coisa que ocorre no meu dia, me é uma motivação pra relembrar, transcrever e deixar pra trás através das palavras.
Semana passada estava em meio a minha rotina, e vi um garoto que me lembrou o passado, parecia o garoto,  pra quem um dia eu escrevi que possuiamos um vinculo inquebravel, foi ai que eu percebi a inexistencia desse vinculo. Ele se desfez como as ondas quando se encontram com a areia, dissolveu-se naturalmente, de maneira imperceptivel, sem deixar marcas, sem avisos previos.
Não é realmente simples, manter-me inerte em meio ao fim de algo que sustentei durante uma vida, mas, eu tenho adotado um principio, o principio da reciprocidade. Então se ele não correu desesperado juntar os pedaços, pra tentar reconstruir nosso vinculo, farei o mesmo. Não vou mentir dessa vez que sentirei saudades, muito menos que fará alguma diferença em minha vida, pois a verdade é que já não faz, e isso faz tempo, na realidade não importa o quão primordial eu diga pra mim mesma que você foi, pois é exatamente isso, você foi, e isso faz tanto tempo, que há alguns meses atrás, quando houve um pequeno abalo em sua mente, e você se tocou dos meus sentimentos por você, eu estava envolvida sentimentalmente com outro garoto, e eu lhe entendi pela primeira vez. Entendi o quão difícil é você desconversar sobre seus sentimentos, com alguém que já foi significativo pra você, com alguém que você considera, e conta sobre sua vida, é difícil você dizer que está escolhendo outra pessoa, você deveria dizer o que? "Sinto muito"?
Bem, escolhas não são fáceis. Me lembro de ter escolhido o garoto que "conhecia" a 1 ano e meio, ao invés do único garoto que acredito que um dia amei, foi ai que eu vi, a diferença entre a possibilidade, que era ele, e a impossibilidade que sempre foi você. Talvez tenha sido nesse momento que houve o rompimento, que nosso vinculo se estilhaçou.
Hoje eu me pergunto, se realmente amei você, quando essa questão surge, eu paro. Prefiro pensar que sim, do que acreditar que nunca amei ninguém, é mais facil assim, menos solitario. Nunca pensei que diria isso, mas talvez, eu deva me desculpar com você. Sempre disse que lhe amava, mas não tenho certeza. A verdade é que nunca estive disposta a deixar nada nem ninguém por você. Me lembro de ter lhe dito, pra você curtir a vida, e parar de namorar um pouco, eu fui egoista, pois não foi por preocupação com você, e sim pois eu não gostava de lhe ver sendo feliz com nenhuma garota, e quando você fez o que eu lhe aconselhei, eu te deixei de lado. Você gostava de me contar sobre seus problemas familiares, eu ouvia, aconselhava, porém, eu não estava realmente preocupada, eu não me importava mesmo, e achava suas atitudes imaturas, mas eu mentia pra você, e lhe dizia o que você queria ouvir, pois eu sabia que se eu lhe disesse meus reais pensamentos você ficaria bravo e deixaria de falar comigo por alguns dias, e eu não queria isso. Você sempre foi um garoto da igreja, desde que lhe conheci, e sempre achei você um péssimo religioso, sempre te achei sem fé, mas eu nunca comentei nada, pois você era meio de lua, uma semana Deus era tudo, e na outra a cerveja, personalidade duvidosa essa sua. Você sempre estava reclamando, eu lhe fazia rir, pois gostava de fazer isso, em retribuição a época que você fazia isso por mim, e pra falar a verdade, eu estava ficando meio saturada do seu constante mau humor. Lendo o que descrevi sobre você, dá pra perceber que algo mudou, pois a uns 2 anos atrás, na época em que meus sentimentos ainda estavam no auge por você, eu nunca teria percebido isso. Isso me faz pensar, que devo realmente ter lhe amado, pois nunca precisei de você, mas eu gostava de pensar que sim. Acho que enfim estou liberta, de você, de meus sentimentos por você, não há mais vinculo, tenho vivido bem sem você, mas obrigada por aqueles dias em que você era o único que me fazia sorrir.

domingo, 21 de setembro de 2014

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Você disse que ultimamente eu pareço triste no que escrevo, mas não é bem assim. O melhor da vida eu não conto, apenas sussurro, só quem está muito perto vai ouvir. A felicidade deve ser segredo, guardada com cada um e só dividida em sorrisos silenciosos, que é pra ninguém roubar. Já a tristeza: dela temos que falar, escrever, gritar! Pra ver se ela desfaz na boca e ouvido dos outros, até que ela ande por todos os cantos da cidade, volte cansada e sem lugar pra ficar.

Bruno Fontes.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Só eu sei...


Hoje não é um daqueles adoráveis dias que vou acordar, me arrastar até a frente da TV embrulhada em um cobertor, e assistir desenhos animados com aquela xícara de Nescau preparada por minha mãe. Sem Nescau, sem desenho, sem meu irmão ao lado, nada disso. Hoje eu acordei as 5:15, enrolei o quanto pude, ou seja, alguns minutos, fingindo que mais 5 minutos mudariam algo, levantei meio atrasada, me arrumei e sai correndo pra pegar o ônibus, ir a universidade, depois estágio, a noite estudar de novo, e quando eu chegar finalmente em casa, desmoronar na cama, pra repetir a rotina até sexta-feira. Rotina, odeio essa palavra, lembro-me quando depois da escola não havia nada planejado, nada de preocupações e responsabilidades.
As tardes em que eu e meu irmão íamos reclamando comprar pão para o café, se eu pudesse faze-lo todas as tardes novamente faria, mas dessa vez, sem reclamar. Lembro vagamente de quando minha mãe me obrigava a comer, achava que eu estava muito magra e ficaria anêmica. Bem, eu nunca fiquei anemica como pensavam, tive pneumonia recentemente, vi o desespero nos olhos dos meus pais,  e deve ter sido o que me motivou a resistir, quem diria que o que me deixaria doente seria minha rotina. Um professor, me disse a alguns dias, que quando o filho fica doente, o médico tem que medicar os pais e não apenas o filho, o que  acredito ser verdade, pais são pais, e acho provável que eles sejam o motivo de estar aqui relatando estes fatos.
Lembro das tardes em que sentávamos na área de casa, conversa vamos, riamos e tomávamos nosso chimarrão. Seria ótimo ter algum tempo pra isso, além do fim de semana mas com pouco tempo ou não, ainda seguimos essa tradição, só que assistindo seriados, eu e minha mãe. Ao menos nós duas a mantemos.
Era ótimo fazer só coisas agradáveis, mas o mundo é cruel, e colocou cada um de nós em uma posição diferente. Minha mãe trabalha o dia todo, está sempre cheia de problemas embora tente manter o sorriso pro mundo e ela seja uma alma realmente alegre, eu sei que ela chora, sofre por cada injustiça, por cada palavra, pelas escolhas erradas que fez ou que nós fazemos, e eu não posso fazer nada, apenas ser forte por ela. Meu irmão, não sei, desde que começou a namorar não foi o mesmo, e agora que casou, eu nem o reconheço, fica difícil olhar pras suas inúmeras faces e dizer qual é real, as vezes penso que nem mesmo ele sabe. Meu pai, a pessoa com personalidade tão parecida com a minha, me assusta com sua imprevisibilidade, as vezes temo ficar como ele.
Há momentos que me pergunto se os tempos já foram bons... devem ter sido, as vezes são, porém rápidos como um flash, eles se vão, e os dias complexos voltam.
  Família é algo complicado, cada um tem a sua, ou não tem, e desejaria ter. Mas quem tem, sabe, cada uma tem suas individualidades e problemas. A minha teve muitos.
Quando as pessoas nos conhecem, acham incrível nossa sintonia. O que tenho a dizer sobre isso? Só quem esteve no meu lugar sabe.
Dizem que Deus não te dá uma cruz maior do que você consiga carregar, então devo ser peso pesado.
Quando o desequilíbrio bater, quando as cordas que te prendem ao chão se desatam, quando suas estruturas começarem a ruir, e você não se achar forte pra sobreviver e impedi-los de naufragarem, feche os olhos, e ore, foi o que fiz.
Surtos, gritos, moveis quebrados, objetos rachados, papeis pra todos os lados, loucura.
Loucura.
Essa é a palavra pra aquela época em que tudo se iniciou, em que tive que aprender a sobreviver, a ser forte, a aguentar calada.
Quanto mais calada eu ficava, mais barulhenta minha mente ficava, eu estava apenas tentando ignorar o que acontecia em minha volta. Fingir que não era minha realidade, que eu não precisava estar nela. Más era minha vida, ninguém pode vive-la no meu lugar.
A insanidade toma conta, e você não consegue mais prever um dia da sua vida. Tive muito medo. Aprendi a ouvir musicas em um volume que tornasse possível ouvir o que acontecia em minha casa, passei a assistir alucinadamente pra ocupar a mente, fugir da minha realidade. Não funcionava, pois naqueles fins de semana quando ele trazia problemas, quando ele era um grande problema, eu sabia, que seria mais uma daquelas terríveis noites, haviam gritos, broncas, batidas, e eu voltava a ficar com muito medo.
Sabe do que eu tinha mais medo, do que da insanidade que era o estado mental do meu pai? Medo do que ele faria com meu irmão, ou até com minha mãe. Aprendi a sair do quarto e assistir a loucura que havia se tornado minha vida, aquela vida que eu adorava, que me parecia tão boa e normal. A vida que eu nunca mais tive.
Aprendi a ser forte, a ser louca quando necessário, já que todos pareciam estar se arrastando e tentando juntar seus pedaços antes que a loucura voltasse. Porque nós sabíamos que ela nunca se ia, ela sempre estava ali, nele, armando a próxima emboscada para nós. Mas meu irmão estava bêbado demais pra fazer algo, minha mãe sempre foi sensível demais, e acabava chorando quando deveria assumir o controle, e eu... bem eu tentei manter todos vivos, inteiros. Não sei se deu certo, não mesmo, pois cada um sabe do seu interior, e se eu que sempre fui a menos vulnerável, não fiquei bem, imagine eles.
Tem coisas, que você nunca esquece, nunca vou esquecer aquele tempo. Se fosse possível faria, mas faz parte de quem sou, ser corajosa é uma das minhas grandes qualidades. Uma qualidade involuntária, descobri que ela surge nos momentos de necessidade, não por você querer.
O que é insanidade? Pra mim, é quando nada esta sob controle,  eu odeio não ter as coisas sob controle. Essas coisas que começaram a nove anos atrás, lembro como se fosse hoje, cada etapa. Obrigada Deus, por ter me feito forte pra supera-las, sempre que uma crise volta, eu respiro fundo, pois em algum momento passará. Só é preciso paciência.
Admito que as vezes fico indignada com a visão que as pessoas tem de quem é insano, com a maneira que acreditam ser, ou quando me perguntam como é. Bem, só vivendo pra saber. As coisas são assim, ninguém sabe de ninguém, pois cada um tem sua própria vida, e ainda assim, persistem no erro de achar que sabem.
Não posso eu dizer que sei sobre alguém, ou a vida dele, e vice versa. O grande fato é que, todos temos nossos problemas, mas existe diferença entre aqueles que querem descontar em meio mundo, e os que conseguem enfrenta-los sozinhos, sem deixa-los transparecer a todos. Qual a necessidade de ser um coitadinho? Penso eu ser muito mais gratificante ser a pessoa que quando alguém descobre o que você passou, pensa que você é um herói por carregar um sorriso no rosto todos os dias, sem se lamentar. Ninguém gosta de coitadinhos, mas o herói... ah desse todos gostam, e muito. Então, obrigada a minha família por serem heróis, todos nós. Por viver em um mundo insano com um sorriso no rosto, e os problemas na mochila, pois afinal nós somos adultos, não podemos mais agir como crianças.

domingo, 24 de agosto de 2014

Obrigada, e adeus


Acho que estou preparada.
Bem...
Eu "acho", o que significa que talvez... talvez eu não esteja, talvez eu não esteja hoje, nem amanhã, como não estive ontem, e nunca estarei. Porém, li em um livro que alguns artistas tentam abandonar suas assombrações as transferindo, para um retrato, um poema, uma obra de arte, não sou artista, desenho e escrevo casualmente, pro meu bem estar, pra esvaziar a mente, então, isso é apenas uma tentativa. Uma tentativa irrisória.
Todos nós temos pessoas que fazem parte de nossas vidas, ou fizeram em algum momento, aquelas que vem e vão sem fazer grande diferença, mas tem outras, que quando se vão parece que arrancam parte de você e levam consigo, viram seu mundo de cabeça pra baixo, deixam sua vida uma tremenda confusão e simplesmente vão embora, sem se quer um adeus.
Há alguns anos isso aconteceu comigo, e o que eu fiz? A questão é o  que todos pensam que eu fiz; que eu não me importei, segui em frente, apenas me vinguei e fui ser feliz. O que eu realmente fiz? Chorei muito, sofri durante meses, senti muito ódio dela, remoí a história incontáveis vezes tentando entender porque, por qual motivo ela fez isso, enlouqueci, desmoronei, não havia razão pra tal traição, por que ela trocaria nossos anos de amizade, a qual nomeávamos uma irmandade, por tão pouco, por um motivo tão fútil. Me pergunto isso até hoje, e na verdade, eu nunca saberei, pois eu nunca teria coragem de olhar nos seus olhos. Como eu olharia pra ela e perguntaria? Eu não conseguiria, iria chorar, e então seria fraca, seria a garota que ela conheceu anos atrás, antes de ela transforma-la em uma nova garota, seria exatamente o que ela queria que fosse, e eu não sou boa em ser o que os outros querem.
Já fui uma simples garotinha invisível ao mundo, sem graça, calada, estranha. Então a conheci, as coisas começaram a mudar, e mudaram de maneira surpreendente, eu mudei, pois eu olhava pra ela, e queria ser feliz daquela maneira, queria poder tirar sorrisos tão fácil quanto ela o fazia. Então eu tentei.
O maior erro do ser humano, é querer algo mas não tentar, e ver restar apenas frustração pelo que nunca foi, ou teve. Eu não tenho esse tipo de remorso, pois eu tentei, não é fácil, nunca é, mas devo dizer que sempre que tento algo consigo, e dessa vez não foi diferente.
De repente, me tornei uma garota conhecida, com diversos amigos, ou colegas, ai depende do ponto de vista. Todos os eventos que ia, tinha alguém vindo atrás me cumprimentar com um caloroso abraço, passei a sair todos os fins de semana, fui convidada para grupos, chats, as pessoas passaram a "me ver" nos locais, e comentar isso. Percebi que o meu "estranha", na verdade era ser diferente apenas.
Conquistei também alguns corações, a garota que não tinha ninguém interessado, passou a ter muitos. E acredito que foi nesse momento que tudo deu errado.
Quero deixar algo claro, embora eu adorasse o jeito dela em algumas coisas, não era em tudo, e eu nunca quis ser ela, nunca gostei de ser igual. O problema foi, que mesmo com o jeito espontâneo e divertido dela, não haviam muitos garotos atrás dela, assim como de minha pessoa, naquela época. Começamos a chamar atenção nessa parte, mais além, e foi meio que em conjunto. A questão é que eu sempre fui mais reservada pra questão de garotos, mesmo com minha nova e adorável espontaneidade, ao contrário dela. Nunca tive intenção de roubar ninguém dela, muito menos o foco dos garotos, mas acontecia bastante. Ela conhecia alguém, então consequentemente a pessoa me conhecia, pois sempre estávamos juntas. E tudo dava errado, eles adoravam ela, toda divertida, razoavelmente bonita, e fácil de se relacionar, mas eles acabavam me conhecendo, e gostando de mim. Logo eu que era taxada como "a fofa, lenta e inocente", justamente a garota que não tinha grandes interesses amorosos, pois tinha o coração ocupado na época. Eu não queria nada que era dela, mas ela não parecia entender.
Sempre que uma garota conta uma história sobre um fim de uma amizade, as pessoas já pensam " tem garoto envolvido" , queria poder discordar, porém eu estaria mentindo, a questão é que, eu tentei deixar pra lá, mas ela continuou mentindo, por que? Eu já havia a perdoado, a escolhido, mas ela parecia não se importar, ela havia mudado, não era mais legal com todo mundo, apenas com quem achava conveniente.
Fomos super unidas, mas realmente depois dessa mudança, nada mais era como antes. Eu me questiono se o motivo da nossa amizade acabar foi esse, ou já havia acabado a meses atrás. Duvida insanável esta que carrego.
Me lembro como se fosse hoje do último dia das crianças que passamos juntas, ela me olhava com piedade como se quisesse contar algo, e mentia como uma profissional. Tenho pavor de mentiras, não confio facilmente, não me dedico, não sou mais a garotinha inocente e lenta, tudo graças a ela.
Eu não a odeio mais, não vou mentir que quando vejo ela nada acontece, pois na verdade dói, ver alguém que foi tanto em sua vida não ser nada, fingir que não viu, que não faz diferença. Se não fizesse, eu teria jogado todos os chaveiros que ela me deu, nossos amuletos, anéis, as latinhas de Coca-Cola de cada data comemorativa, as cartas, o bichinho de pelúcia, as camisetas, mas eu simplesmente escolho não usar e não jogar, um amontoado de bugigangas que só me trazem memórias. Mas, eu não consigo me livrar delas, a aliança de papel que vc fez, a tampinha de suco que adotamos, o guardanapo que vc fez um nó e me deu, as lembranças que me trouxe de cada uma das suas viagens, a festa julina em que fomos vestidas meio a meio (metade homem, metade mulher), o bilhete que me enviou no dia dos namorados, pois eu nunca tinha um de verdade, e você tinha, mas não me esquecia, as tardes uma na casa da outra, seu all star e sua mesa com meu apelido, nossas munhequeiras iguais, tantas coisas... São coisas que não me deixam aceitar o que aconteceu, o quanto você mudou, o quanto você me mudou.
Sinto falta de quase tudo, nunca mais tive uma amiga como você, nem vou ter, pois aprendi que não se deve confiar tanto em nenhum amigo, pois eles são humanos, em algum momento vão falhar, assim como eu falho, e como devo ter falhado com você alguma vez, mesmo que sem querer.
Obrigada, pelo acampamento no terraço da sua casa com direito a uma pequena fogueira. Obrigada por me ensinar como fazer as pessoas rirem facilmente, me sinto muito satisfeita com os sorrisos das pessoas ao meu redor. Obrigada por todos os dias de Coca-Cola e cupy noodles na casinha do botânico. Obrigada por compartilhar a minha única volta em uma bicicleta de duas pessoas. Obrigada pelas guerras de tubos de papelão, pelos montinhos, mosh's, pelo brinco de botão preto e branco. Obrigada por compartilhar os pais, as comidas, os amigos, as broncas. Obrigada por todos os bons momentos, por todos os inúmeros sorrisos.
Isso é um adeus, eu tenho tido dificuldades com amigas, pois eu tive a melhor amiga que alguém poderia ter, o que torna difícil me apegar a outras, mas isso é passado, eu preciso te esquecer, entenda, não é saudável todas minhas histórias mais divertidas incluem você. Porém, eu não estou morta, preciso de novas memórias, e nelas não constarão você, pois estou te deixando. E isso deve ter doido tanto em você, quanto em mim, te deixar pra trás, me deixar pra trás, deve ter sido difícil pra você, como está sendo pra mim. Não nos falamos a uns 3 anos, mais? Ou menos? Não sei exatamente, mas você tem me seguido, em todos os lugares, pois estivemos lá, e naturalmente rimos juntas nessa cidade quase que toda, e isso ainda me assombra. As vezes penso, o que será que você disse a seus pais quando lhe perguntaram o motivo de eu não ir mais na sua casa, de não sermos mais amigas. Você deve ter mentido, não? Como costumava fazer. E nós sabemos como mentiras acabam com tudo, assim como acabaram com nós.
Exatamente, acabaram com nossa amizade, e com as pessoas que éramos, viramos atrizes, e não deveríamos nos orgulhar disso. Porém, somos apenas duas garotas, que tentam sobreviver nesse mundo devastador, devastando pessoas. Apenas sobreviventes. Vitimas do mundo.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

#

Li e adorei.

Eu descobri ontem um provérbio perfeito: Se quer ser amigo feche um olho, se quer manter uma amizade feche os dois olhos. Faz muito sentido. Amigo é não se meter, por mais que tenhamos intimidade, é respeitar a decisão mesmo que não seja o que você pensa. Se ele procura namorar alguém que você não gosta, é dar apoio igual. Se ele pretende permanecer num emprego que você não acha justo, é dar apoio igual. Se ele busca manter uma vida que você não considera ideal, é dar apoio igual. É estar junto apenas, para qualquer dos lados. Amizade é dança. Acompanhar o ritmo da música. É opinar, expor sua crítica, mas não viver pelo outro. É não intervir, não pesar a mão, não exagerar. Amigo não é ser pai, não é ser mãe, não é educar. É aceitar o que ele é, é reconhecer o que ele deseja, ainda que seja muito diferente de suas crenças. É entender o momento de falar e entender também o momento de silenciar. Análise demais estraga a amizade. Você estará sendo terapeuta, não amigo. É discordar e seguir adiante. Não é discordar e fazer oposição, boicote, greve. Até que nosso amigo mude de ideia. Amigo é oferecer conselho, não um sermão. É alertar, jamais insistir. Amizade é fugir do julgamento, é compreender a alternância, os altos e baixos, os desabafos. Amigo não cobra coerência, não fica em cima cutucando feridas. É saber tudo e agir como se não soubesse de nada. É não ficar apontando o que é certo ou errado. Amizade é difícil. Amizade é um estranho equilíbrio. Mas amizade não é cegueira. É a arte de enxergar com os ouvidos.

-Fabrício Carpinejar

domingo, 10 de agosto de 2014

Evoluimos mesmo?


Tenho 206 ossos, pele, um coração, um cérebro, dois olhos, uma boca, um nariz, uma carga dentaria normal, pra quem acredita... uma alma, falo, ouço, vejo, penso, sinto; fome, sede, amor, raiva, saudades, culpa... Perdoo, aceito, ignoro, choro, sorrio, estudo, trabalho, fico doente, me canso, durmo,  me visto casualmente, limpo a casa, cozinho...
Essas coisas que você normalmente faz, coisas que você é, coisas que todo ser humano, ou quase todo possui ou é, claro com exceção de pessoas portadoras de alguma deficiência física ou mental. O que já me exclui de um grupo que segundo a sociedade não é normal, e que algumas vezes sofre preconceito.
O que me torna normal e livre de qualquer preconceito.
É neste ponto que vocês se enganam.
Sou gay.
Sim, o ser humano supostamente possui o direito de fazer suas próprias escolhas.
Supostamente.
Pois, ninguém avisa que na bagagem você será julgado pelo Supremo Tribunal da Razão, que é representado pelo povo, e sua sentença será: culpado. Condenado a cumprir o resto da vida a pena de sofrer preconceito, ser rejeitado, ser motivo de piadinhas, criticado, humilhado, um vírus em meia aos normais, um desviado, pecador, devendo cumprir tais penas até o último dia de sua vida.
Afinal, não ser igual é algo terrível!
Imagine só uma mancha colorida em meio ao preto e branco. Absurdamente inaceitável!
Seria como esses revolucionários, que começaram revoltas imensas, que; nos livraram da escravidão, do regime militar, nos trouxeram a independência, nos fizeram ser reconhecidos como uma pátria. O que é inadmissível.
Ninguém gosta, ou quer essas pessoas que tem; pensamentos próprios, vontades próprias, que são o que são, e não o que nossa sociedade impõe que devem.
Como dizia Paulo Coelho "os loucos são verdadeiramente felizes" e os loucos... bem, são aqueles que fazem tudo o que tem vontade.
Qual o motivo de condenar as pessoas por tentarem ser felizes?
Não entendo.
Achava que isso era o que todos queriam. Achava.
Deveria eu esconder quem sou, meus sentimentos e pensamentos, porque não agrado a todos?
Acreditava eu, que poderia fazer o que quisesse de minha vida, desde que não prejudica-se outrem.
Más as pessoas se prejudicam com a maneira que levo minha vida.
Minha Vida.
A Constituição Federal, me garante igualdade, livre expressão... Belas palavras, e frases, porém apenas isso, nada mais que mera escrita, uma linda escrita.
Dizem que somos animais racionais, evoluímos. Será mesmo?
Podemos intervir na vida alheia?
Somos todos ignorantes.
Todos.
Talvez devêssemos todas as vezes que visualizarmos alguém a quem pretendemos julgar, lhes dar um espelho pra que ficticiosamente nos visualizemos em seu lugar.
Todos nós sentimos algo por alguém, em determinado momento da vida. Pode ser, um gordinho, magrelo, sarrado, banguela, negro, loiro, pardo, moreno, alto, baixo, rico, pobre, bonito, feio, homem, mulher, seja o que for, sentimentos não se controlam, não se escolhe por quem você sentira atração, ou quem vai amar, acontece.
Se desde antigamente, o normal imposto pela sociedade fosse relacionamentos com pessoas do mesmo sexo, seria o hétero que sofreria isso tudo?
Nossa vidas, são nossas, são nossos sentimentos, são minhas consequências. Então me deixe te-los, vive-los, sofre-los, como qualquer outro humano, pois é isso que sou, um humano como você.


- Notas da autora -
Faço das minhas palavras, palavras de quem pensa ou sente isso e não consegue se expressar. Não sou gay, sou hétero, mas tenho amigos gays, e em especial um, que é como um irmão pra mim. Obrigada, por tudo meu moreno lindo, estarei sempre aqui pra você e por você.

domingo, 3 de agosto de 2014

O que os olhos não veem


É engraçado o que as pessoas veem umas nas outras.
Porque na realidade, elas não se veem de verdade.
É fácil olhar alguém sorrindo e dizer que aquela pessoa está feliz. Será mesmo?
Será que esta sorrindo de felicidade?
Ou será que tem algo por trás?
Apenas um disfarce. Um maravilhoso sorriso para pessoas que veem apenas com os olhos.
Um sorriso encobrindo as lágrimas.
Um sorriso pra evitar perguntas, pra não ter de se explicar.
Apenas um sorriso estampado no rosto pra parecer forte.
Aquele sorriso que faz todos os cegos te acharem incrível!
Objetivo alcançado.
O mundo é um lugar onde a cegueira predomina.
Todos querem ser vistos e compreendidos, más ninguém realmente vê ou compreende um ao outro.
Um sorriso, para conquistar o mundo, para desviar a atenção de sua alma desesperada.
Como eu havia dito; é engraçado.
É engraçado como dezenas de pessoas olham pra você e na verdade, não te veem.
Quando lhe dizem, eu queria ser assim como você, olhar pra frente, seguir, não se importar" .
Obrigada.
Ao auditório do meu espetaculo com o tema " minha vida ".
Vocês tem sido incríveis. Não vejo nem necessidade em me empenhar, basta...
Um sorriso, uma frase de efeito e a indiferença aparente.
Me tornei um exemplo a ser seguido.
Me tornei a incrível eu.
Todos querendo ser como eu.
O problema é que não fazem ideia de quem sou.
Pois não me veem.
Não veem as cicatrizes, veem apenas um sorriso.
Não me veem se arrastando, pra tentar seguir em frente, me veem seguindo adiante mesmo que escalando uma montanha com um dedo minguinho.
Não veem minha alma sobrevivendo através de aparelhos, eles veem ela reluzindo lindamente.
Não veem nada, veem apenas o que eu digo que sou.
Será mesmo que as pessoas se recuperam de um trauma grande?
Será mesmo que as pessoas conseguem seguir em frente?
Será mesmo que você esquece tudo o que de ruim lhe aconteceu?
Será mesmo que esperança se recupera?
Será mesmo que você ama mais de uma vez?
Talvez um dia você apenas acabe acreditando em seu proprio faz de conta, e se convença de tudo o que as pessoas acreditam que você seja.
É difícil sempre fingir.
Quem sabe quantos mais sorrisos disfarçados há no mundo, e eu não vi por estar tão ocupada tentando interpretar meu papel.
Sendo tão egoísta, quanto todos aqueles que não me veem de verdade.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Meu drama


Você é como uma tatuagem.
Um ato impensado.
Que carregarei comigo sempre.
Uma assombração que me atormenta nas madrugadas silenciosas.
Uma canção, nunca cantada, nunca ouvida, escrita e esquecida.
Você que sempre será meu pior erro.
O estrago irremediável.
Apenas uma hipótese, nunca um caso concreto.
Verdadeiro, mas não factual.
Meu inexplicável.
Meu maior e mais obscuro segredo.
Dono de minhas lágrimas e sorrisos.
O apanhador de sonhos, implantador de pesadelos.
Ilusionista, artista, roteirista e possuidor.
Minha maior confusão.
Meu maior desperdício de tempo.
Minha peça teatral favorita, interpretada por nós.
Uma eterna repetição em minha mente.
Meus 19 pontos na alma.
Minha eterna e mais dolorosa cicatriz.
Meu maior corruptor.
O eterno Vilão em meu conto de fadas.
Ladrão de faces.
Mestre da manipulação.
Tudo o que não devias ser.
E ainda sim, conseguiu ser o único possuidor de meus sentimentos mais sinceros.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

quinta-feira, 3 de julho de 2014

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Os 13 Porquês

`

“Eu lia demais, eu sofria demais, eu ria demais, eu sabia demais, eu vivia demais. Ou tudo demais, ou tudo de menos. Eu não sei ser feliz pela metade, eu não sei amar pela metade. Não existe meio cheio, tampouco meio vazio. Ou você tinha o meu exagero, ou você tinha o meu vazio. E a julgar pela saudade, muitos tiveram o melhor. E foi aí que houve o desperdício de mim mesmo.”


— Alugue Felicidade.

domingo, 22 de junho de 2014

Quem é ela?


Ela...
Recebe um elogio, e apenas o agradece ou retribui.
Não se joga, observa primeiro, antes de tomar qualquer atitude.
Sempre sabe o que esperar de alguém, e sempre acerta.
Dá conselhos, e nunca pede nenhum.
Prefere enfrentar seus problemas sozinha.
Sabe exatamente como deve agir em cada situação, ou com cada pessoa.
Faz qualquer um rir, enquanto chora por dentro.
Não passaria um dia se quer sem segurar a mão de alguém se quisesse, mas sempre escolhe a solidão.
Fria e vaga para quem tem sentimentos por ela, mas divertida pra todos que passam seus dias com ela.
A garota que ninguém sabe o que está realmente sentindo, pensando, ou como conquista-la. Ninguém. Nem mesmo ela.

Por isso ela nunca mais disse: Te amo.


Há alguns anos atrás, eu era uma dessas pessoas das minhas redes sociais que faziam essas declarações amorosas em público.
Textos e textos;
Palavras e palavras;
Chamar de "amor" ao invés de utilizar nome.
Oferecer musicas e mais musicas.
Falar da pessoa a cada cinco palavras.
Fazer questão de mostrar ao mundo quão feliz você está.
Dizer aos quatro cantos do mundo que é a pessoa certa pra você.
Sua metade da laranja, tampa da sua panela.
Que não vive sem ele.
Que cada segundo sem ele é desperdicio de vida.
Que nada vale a pena sem ele.
Que é seu ar.
Seu tudo.
E acima de tudo, que vai ser pra sempre.
Que ele sera o único.
Acordar e dormir sorrindo pela pessoa.
Chorar, ficar mal quando brigam, ou, em um dos terminos, e fazer questão do mundo saber quão mal você está.
Voltar, dizer que a história pode ter virgulas, mas nunca um ponto final.
E sempre que diz ter um ponto final, dizer em seguida que foi a abertura de um novo paragrafo, ou novo capitulo.
Essas coisas tão... clichês.
Todo apaixonado diz.
E todo mundo que ama também.
A diferença?
O tempo.
O tempo que você permanece dizendo e fazendo isso te diz se é amor ou paixão.
O problema é...
Se você é um desses coitados que assim como eu amou cegamente alguém, você vai descobrir que demora mais ou menos o dobro do tempo pra superar, seguir adiante.
Talvez nunca superemos de verdade, afinal somos abençoados com a dadiva de nunca esquecer o que queremos.
Por mais que devamos, ou tentemos.
O amor é lindo, e tambem a pior coisa que pode acontecer, é cruel.
Como diria a banda Nazaré o amor fere.
Se você foi super feliz, sua tristeza será imensa.
Todos seus risos e lindas memorias revertidas em um mar de lágrimas.
Todas as malditas músicas que eram de vocês, se tornam incontaveis sons de tortura, não importa o quanto você ame a musica, você não vai querer ouvi-la.
Mas ela sempre vai tocar em algum lugar, provavelmente quando você estiver com amigos se divertindo pra tentar esquecer a dor, nem que só por uns minutos, seus amigos dirão o quanto amam aquela musica, vão canta-la e você só vai se concentrar em conter suas lagrimas.
Tudo na vida vai parecer provocação, tudo.
Você vai conhecer um cara ou um amigo legal, e ele vai ter o mesmo nome do seu ex amor.
Vai olhar pro copo da sua bebida favorita e lembrar o quanto ele à odiava. O que por consequência lhe lembrara, o quão diferentes eram, e você pensará nos defeitos dele e o quanto os amava de qualquer maneira.
No fim de cada dia, você vai deitar em sua cama, a mesma em que lhe deu sonhos felizes, e vai pensar "não hoje", e vai ser tarde, pois você acabou de olhar pro seu teto cheio de estrelas, sim, aquelas que você colou quando estava feliz com ele, e que você olhava pra sorrir pensando nele. Serão as mesmas que lhe farão passar noites e noites lembrando e sofrendo. E mesmo que você as arranque de lá, elas ainda estão lá, em sua mente.
Toda vez que você ver um casal feliz você sentirá seu coração apertar. Um dia você foi o casal feliz que fez alguma pobre alma na sua mesma situação se sentir assim.
Você vai olhar o calendário e ver suas antigas frases de "seis meses com você, um ano com você, mais um dia com você" se tornarem... seis meses sem você, um ano sem você, mais um dia sem você. Vai ver aquela data especial, que vocês iniciaram o namoro e ver que vai se transformar em um dia de finados pra você.
É quando você nota que o tempo não cura realmente droga nenhuma.
Você conhece pessoas e pessoas, e nenhuma é boa o suficiente, ou porque você não consegue sentir nada por ela, ou, por você estar procurando ele em outro alguém.
Até que... O sofrimento que você passava todos os dias, passa a ser durante alguns dias.
Você nota que não foi o tempo, nem um novo amor.
E percebe que foi você.
Você está assumindo o controle de si, de seus sentimentos? Não, não, isso não somos capazes, nunca seremos.
É a dura realidade, você pode dizer que controla os seus, escolha sua, cada um se engana a sua maneira.
Assumir o controle de si é aceitar.
Aceitar que você é fraco, mas que as pessoas não devem saber.
Que você poderia continuar chorando por mais cinco anos, mas seus olhos ja não suportam mais a dor.
Que você o amava, e ele realmente foi o amor da sua vida, mas o primeiro, não deve ser o único pra sempre.
A questão é, só assumirmos o controle quando vemos que não podemos construir uma vida em cima de nosso pesar. E chega um momento que temos que pensar no futuro e deixar nosso coração de lado.
De tudo isso uma certeza eu tenho.
Quando estamos felizes e dizemos todas aquelas frases que nunca cumprimos, uma delas sempre será verdadeira: Te amo pra sempre. Pois não importa se você terá ou não um novo amor, aquele sempre será seu primeiro, e você nunca poderá mudar isso. Afinal, o amor não acaba, se acabar, não era amor.

terça-feira, 10 de junho de 2014

O problema


O problema, não são as atitudes que tomo. E sim, a ausência de sentimentos em relação a isso.
O problema, não é por não tentar conhecer as pessoas. E sim, por elas nunca serem capazes de me conhecer realmente.
O problema, não sou eu, ou eles. E sim, a ausência de nós.
O problema, não é a falta de coragem pra tentar. E sim, a não persistência pra continuar.
O problema, não é eu pensar demais no proximo passo que darei. E sim, o fato de que as pessoas tem pressa demais.
O problema, não é que eu escolha demais. E sim, o fato de eu querer que cada escolha tenha que ser a última.
O problema, não é o medo de mais um erro. E sim, a cicatriz que ele pode me deixar.
O problema, não é a saudade. E sim, não ter a quem direciona-la.
O problema, não é pensar em alguém da hora que acordo, até o momento que adormeço. E sim, não pensar em ninguém, nem mesmo um minuto ao dia.
O problema, não são decepções. E sim, ausência de expectativas, de fé e esperança.
O problema, não é o mundo. E sim, eu não me encaixar em nenhum lugar dele.
O problema, não é a maneira de eu pensar. E sim, as pessoas não à aceitarem.
O problema, é que a idade chega, a dor domina, a mente para e a exaustão te vence.
O problema, é que todos apenas acham, mas não sabem realmente de nada.
O problema, é que somos fracos, alguns se agarram ao fácil, outros buscam o impossível, outros não buscam nada... eu, apenas não faço mais ideia do que deveria buscar.

Prisão interior

Está frio.
O céu está branco...
Todos meus dias tem sido assim.
Vazios como esse céu.
Frios como a atual temperatura.
Repetidas vezes.
A cada adeus, um fragmento de cor se ia.
Até que eu vi...
Que não restou nada.
Caminho agora pelas ruinas da minha alma, enquanto o céu perde cada vez mais sua cor.
Pois o mundo inteiro parece incapaz de me tirar daqui.
Da minha prisão interior.

sábado, 31 de maio de 2014

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Mentiras


Caminhando em meio ao caos.
Sua face continua igual, a anos.
Disfarçando a guerra que se passa em seu interior.
Uma guerra fria, solitaria e infindavel.
Ela permanece calada, para o mundo.
Preparada para o caos.
Ela luta, pra afastar a escuridão de si, luta pra que consiga permanecer igual, porém, involuntariamente vai se modificando.
Luta acima de tudo contra as mentiras que as pessoas contam, e sem perceber, ela se transforma um deles.
Apenas mais uma mentirosa.
Ela olha no espelho, e é a unica que vê sua alma perdida, pois mantem uma aparencia impecavel de garota inofensiva.
A guerra a transformou.
Em uma sobrevivente.
Não uma mentirosa, ninguem é mentiroso, somos todos apenas sobreviventes.
Lutando todos os dias pra acreditar em nós mesmos.
Lutando pra acreditar que estamos bem e felizes assim; quando a verdade esta oculta atrás do espelho em nossas almas.
Estamos todos perdidos demais, pra nos encontrarmos.
É um mundo cruel, um mundo de aparências.
Um mundo formado por nós.
Modelado a maneira que queremos, ou que nos enganamos dizendo que é o que nossa vontade pede.
Estamos todos submersos em um amontoado de mentiras das quais não conseguimos nos livrar.
Mentiras que nos tornaram nós, ou quem supomos ser.
Mas que não passam de mentiras.
E quando elas são descobertas, tudo desmorona.
E só quem já viu sua vida em ruinas por essas tais mentiras, sabe que o tempo não ajuda em nada.
Sabe que ruinas, não podem ser reerguidas;
Sabem o estrago permanente que faz na alma;
Sabem o que é estar perdido, sozinho e sem ter pra onde correr.
O fim.
O fim, de uma história ficticia.
Mentiras, nunca serão fatos.
Fatos constroem vidas.
Mentiras só constroem historias.
Ninguém vive de história.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Melhor estar só, do que sozinha a dois

Alguém escreveu...

"Minha amiga disse que eu sou muito folgada, quero que o mundo se adapte a mim. E que esse é o meu problema, eu já começo colocando barreiras, vou morrer sozinha. Não gosto quando praguejam que eu vou morrer sozinha, como se eu estivesse fazendo por merecer esse grande final. E não gosto, principalmente, porque isso não seria um castigo e sim uma escolha. Juro que prefiro solidão a um do que a dois. Ou, no auge do egoísmo, parar com um desses carinhas que a gente sabe que são incríveis, mas não rola, não flui. Eles merecem ser amados e eu não tenho o direito de privá-los disso. Acredito que folgada seja quem se espalha nessa comodidade. Não crio barreiras. Elas se criaram sozinhas quando eu me posicionei pro mundo. E acho que se for pra ser, se for mesmo pra ser, o cara quebra as barreiras. Se não for, elas me poupam. E tem me poupado! De todos os tantos anos que me virei do avesso pra me adaptar aos outros, só ganhei cicatrizes. Parei. Se é a melhor postura, não sei, mas hoje eu ando sem dor. Minha amiga derruba barreiras, escancara as portas e tá aí, sem amor. Sentimento não é um favor. Prefiro ser minha a viver disposta a ser de quem for."

E eu concordo.

Escolha, ou não?

Li em uma página do facebook, e me identifiquei totalmente.

" Eu queria esclarecer um grande mal entendido: a incansável busca das mulheres não é pelo cara perfeito. É pela reciprocidade. E a grande batalha não é contra os homens ou contra as supostas adversárias. É contra nós mesmas. Batalha bruta, guerra sangrenta e com muitos corpos pelo chão. O desânimo do "É sério? Não consigo querer ele nem um pouquinho? É realmente sério que eu tô fazendo isso de novo?" e o cansaço escapa em forma de suspiro. Colocar um cara maravilhoso na Friendzone dói mais na gente do que em vocês, podem acreditar. É uma sensação de impotência misturada com sadomasoquismo. É sentir milhões de tapas na cara, vindos de mim mesma. Por muitas vezes, eu fechei os olhos e desejei com todas as minhas forças que a minha pele reagisse. Que o beijo se encaixasse e o olhar me tirasse o chão. Eu fiz força pra querer, fiz força pra gostar, fiz força e fiz força. E quando abria os olhos era sempre a mesma coisa: vontade de ir embora e uma culpa que me embrulhava o estômago, por violentar os sentimentos. Assim como, por incontáveis vezes também, eu lutei pra sufocar cada poro do meu corpo, que gritava, pedia e implorava pelo corpo de gente que já chegou na minha vida me explicando, com uma maquete, que era encrenca e ia me fazer sofrer. Eu sei lá, tem gente que entranha na gente. E gente que o nosso corpo estranha. Expulsa. Mas aí é questão de organismo, você entende? Ou você gosta de alho ou não gosta. Não interessa se faz bem pra saúde, cabelo, pele, evita câncer, deixa imortal... Se você gosta, é maravilhoso e tempera tudo. Eu, como não gosto, tenho ânsia de vômito. E, se enfiar garganta abaixo, eu boto pra fora. Evito. E friso: mais por eles do que por mim. Ninguém merece ser vomitado assim."

domingo, 25 de maio de 2014

Abra a Porta


Abra a porta garota!
Ouça, estão batendo.
Alguns há anos, outros a meses e tambem aqueles que recem chegaram a ela.
Apenas abra, deixe que um deles entre.
Deixe-o colar seus pedaços.
Deixe-o lhe dar um motivo pra sorrir.
Deixe-o lhe impedir de desmoronar por completo.
Deixe-os saber a verdade.
Diga que sua mente é uma confusão e não consegue domina-la.
Diga que já não sabe mais usar o seu coração.
Diga que seus sentimentos e vontade se perderam.
Diga apenas, que por mais que tente, não consegue mais.
Já faz tanto tempo que a garota anda sozinha, que já se esqueceu que a vida é pra ser compartilhada.
As batidas continuam.
Abra a porta!
A garota não consegue.
Ouve as batidas do outro lado, mas não se move.
Apenas um movimento... um giro da chave.
Mas ela ja não sabe qual chave é.
Ela não sabe pra qual batida deve abrir.
Ela não consegue girar a chave.
Ela é fraca demais pra abrir a porta, e compartilhar sua vida com alguem.
Porem, é forte suficiente pra continuar vivendo sozinha, em um mundo compartilhado.
A garota se pergunta, por que continuam à bater?
Por que todos que olham pra ela, acreditam que ela lhe trará sorrisos.
Como ela pode faze-lo, se seus proprios sorrisos são apenas ensaiados.
Quem será a proxima vitima, que atravessara a porta e se perderá na escuridão por tras dela, até ser expulso dela e voltar ao mundo sozinho como se tivesse participado de uma guerra, sido vencido, e só fossem lhe sobrar eternas cicatrizes.
A garota não tem medo de abrir a porta por si.
A garota tem medo por quem à atravessa-la.
Medo de destruir mais uma alma, como um dia alguém destruiu a dela.

domingo, 18 de maio de 2014

Escuridão


Respirar... uma palavra que todos praticamos, ou ao menos tentamos.
Náuseas;
Fraqueza;
Escuridão;
Vozes e sons;
Perda dos sentidos;
Falta de ar!
Sufocando...
Tentando...
Mas...
Bloqueio...
Forçar a entrada do ar...
Dor.
Sufocando...
Ofegante...
Total falta de controle mental.
De novo, de novo e de novo.
Tentativas frustradas de me conscientizar que o oxigênio continua presente.
Me dou por vencida.
Não posso controlar minha mente.
Sou humana afinal.
Posso ser fraca, posso cair quantas vezes forem necessárias, desde que me levante, mesmo que me falte forças pra lutar.
Cada queda me torna mais fraca.
Cada vez que me levanto, mais forte. Será?

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Quebrar esse muro

Já mal consigo ver o sol do outro lado.
Esse muro que construimos.
Que tem me impedido de me reaproximar.
Tudo é escuro aqui do outro lado.
Frio e solitario.
Não é tarde demais.
Vamos derruba-lo.
Pegue suas palavras, e as jogue contra ele.
Palavras são fortes,
Capazes de romper o orgulho entre nós.
Diga todo o necessario, e eu direi tudo o que precisa ser dito pra que isso acabe.
Não consigo conviver com isso.
Uma vez que você me tirou da escurido, sempre que você se afasta ela volta.
Me sinto afundando de novo, aos poucos.
Então quebre-o.
Diga qualquer coisa, pois apenas uma palavra sua seria capaz de causar uma rachadura.
Abra uma fresta e eu atravessarei.
Estou cansada de ficar aqui sozinha, enquanto o mundo suga todas minhas boas lembranças, como um dementador.
Não posso criar novas.
Pois esse muro, me faz esquecer que existe um outro lado, livre.
Me faz querer apenas rompe-lo,
Faz com que o que há ali me esperando não me seja interessante.
Estou cansada do orgulho, quero rompe-lo, mas o medo me bloqueia.
Medo de que as coisas tenham mudado.
Medo de que seja tarde demais.
Medo de que todo meu esforço seja em vão.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Adeus, até logo

Te dizer adeus foi mais fácil do que pensei. Mas fácil, não por não gostar mais de você, e sim por ter deixado a raiva me guiar.
Ingenua fui, em pensar que estava tudo resolvido, como se lhe esquecer fosse uma opção.
Acordei no dia seguinte, e você não estava em minha mente, nem um dia após ele, muito menos uma semana depois, alivio me preencheu, pensei que havia me livrado de você.
Tola fui, em acreditar em tal Absurdo.
Seria como dizer que é possivel esquecer como sorri.
Segurei outras mãos,
Troquei palavras com outras pessoas.
Perdi meu tempo, achando que seguia em frente.
Estava com alguem...
Pensando em você,
Desejando que fosse você,
Implorando para tempo passar, pra eu ir embora me afundar nessa solidão que é a vida sem você.
Me deu saudades, saudades de você.
Saudades da simplicidade e complexidade que eramos eu e você.
Como esquecer a maneira como você mexia com minha mente.
Me preenchia por completo, com tão pouco.
As palavras não saiam, quando você estava ali na minha frente.
Palavras que poderiam ter nos salvo, para que pudessemos ser algo um dia.
Tenho que confessar, um segredo.
Você.
Tenho te guardado aqui dentro de mim.
Esse segredo, do que supomos ser, das palavras pronunciadas, do tempo que disperdiçamos, das nossas brigas, dos nossos risos, das nossas escolhas, dos nossos sentimentos...
Um segredo que eu queria gritar pros quatro ventos, que me faria não me importar com as opiniões alheias, que eu não queria manter, com medo de dar errado, quando na verdade o perigo esta em nós.
Somos ruins e bons demais juntos.
Erramos novamente, um com o outro.
E eu ainda me pergunto se foi um adeus ou até breve.
Torcendo pra não ser um adeus, sem mover um dedo se quer.

Sem mais palavras


Sabe aquele momento, em que você esta cansada, de tentar.
Quando você sente vontade de largar sua caneta, deixar de ser o escritor deste livro a que chama de vida.
Você quer apenas fechar os olhos, e ao abri-los ver as paginas preenchidas.
Sem inconvenientes, sem frustrações, sem mais preocupações.
Não ter que sofrer por um capitulo que não pode arrancar, nem modificar.
Nada de querer eternizar momentos, lhe impedindo de seguir com a escrita.
Sem mais virgulas, sem mais exclamações, sem reticencias.
Olhar pra história terminada, seria apaziguador.
Mas a história esta em constante modificação.
Muda tanto, que não sei o que dói mais, minha mão, meus olhos ou coração.

Ruim pra mim

Como você consegue?
Me fazer sorrir ao mesmo tempo que me irrita.
Você tem esse dom, de fazer eu gostar de você, ao mesmo tempo que o odeio.
Consegue me ocupar minha mente na mesma velocidade que quero que você vá embora.
Sempre vem no momento que é menos bem quisto, e torna novamente sua presença indispensável.
Nem usa mais a porta pra entrar e sair, age como se ali habita-se, e nenhuma fechadura fosse capaz de lhe impedir.
Faz com que seus defeitos sejam irrelevantes
O total oposto de mim, faz parecer que faltava algo, e ai que você entra...
Faltava alguém mesmo, pra bagunçar minha mente profundamente realista.

Tudo em vão

Segure minhas mãos, se agarre a isso, não me deixe ir.
Faça qualquer coisa.
Grite, xingue, chore, apele, implore, me abraçe, me imobilize, me impeça.
Se você o fizer, eu vou saber que devo permanecer, continuar a segurar suas mãos.
Tantas mãos,
Tantos abraços,
Tantas pessoas,
Indo e vindo.
Tudo em vão.
Apenas mais palavras sendo jogadas ao vento.
Um amontoado de promessas não pagas.
Cansada de dizer adeus.
Dramas e mais dramas.
Lagrimas e sorrisos.
Exaustão.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Que cor tem o seu céu?


O céu é o mesmo.
Seja azul claro ou escuro,
Cinza ou branco,
Com nuvens ou sem elas,
A noite ou de dia,
Com sol, ou sem,
Com estrelas, ou sem elas,
Lua cheia, nova, minguante ou crescente.
Com eclipse ou não.
É apenas o céu.
Ele pode ter varias aparências, porém nós sabemos exatamente o que ele pode nos proporcionar.
Pode ser chuva, vento, calor, frio...
Ele pode nos trazer tudo isso em um dia, ou uma dessas possibilidades apenas.
Mas não é exatamente previsivel.
Mesmo que sua aparencia nos diga uma coisa de primeiro momento, ele acaba nos surpreendendo.
Somos acostumados a isso, não entitular o dia de acordo com o céu das seis da manhã, esperar pra ver o que nos trará, e estar preparado ou não.
Vamos fingir por algumas horas que as pessoas são como o céu.
Vamos olhar pra elas e não concluir coisas.
Vamos deixa-las nos surpreender.
Vamos ver como elas podem ser bonitas como o céu, ou nos assustar como algumas tempestades que ele as vezes tras.
Vamos observar...
Como as pessoas podem ser uma tempestade e um dia de sol.
Elas podem simplesmente não ser nada daquilo que pensamos, assim como podem ser exatamente como o imaginado.
Mas, não é mais fácil quando você olha pro céu e ao inves de pensar que fará calor, leva consigo um casaco e um guarda chuva, pra no decorrer descobrir qual devera usar.
Não seria melhor? não rotular as pessoas logo de cara, mas sim esperar para descobrir, como ela realmente é?
É claro que alguns gostam do sol, outros do nublado.
Não somos obrigados a gostar do mesmo, mas se nós vivemos igualmente entre ambos céus. Por que não podemos aceitar todos os tipos de pessoas?
Não precisamos gostar, apenas ver que cada tipo tem suas qualidades e seus defeitos, e é possivel viver com ambos.
Seria mais simples, seria.

sábado, 29 de março de 2014

Cansei


Hoje acordei com um novo objetivo, não sei quanto tempo ele vai durar, mas sei que preciso me agarrar nele, e tentar não soltar, dar o maximo de mim, para cumpri-lo, hoje decidi esquece-lo.
Não me importa mais se você tem me feito sorrir, ou tem me feito sentir coisas que a muito não sentia.
A questão é que eu cansei.
Cansei de ir atras de você na maior parte do tempo, de tentar achar solução pra problemas inexistentes entre nós, problemas que sua mente desconfiada cria.
Cansei de tentar controlar toda essa loucura que é a mistura de eu e vc
Cansei de só poder falar com você durante uma hora, e depois ter que conviver com sua ausencia.
Cansei de confiar em você, mesmo que no fundo pense que não deva, enquanto tudo o que você faz é me retribuir com acusações.
Cansei de ser terceiro plano sempre.
Cansei da confusão que é sua mente.
Cansei de sua linda sinceridade, acompanhada de nada.
Cansei de não saber se o que você diz que sempre, é verdade ou não.
Cansei de todas essas diferenças significantes que temos serem um obstaculo.
Cansei de me arriscar com tudo, enquanto você não quer arriscar nada.
Cansei de você o tempo todo na minha mente, porque é desgastante ter uma eterna questão em seus pensamentos, e é isso que você é.
Cansei de sorrir quando falo de você, afinal não sei se você faz o mesmo.
Cansei de te esperar, enquanto tem pessoas que me esperam, pessoas cheias de soluções.
Cansei de segurar sozinha essa parede de escudos que se chama eu e vocé, enquanto pessoas e fatos tentam rompe-la, e você sempre esta oscilando.
Cansei de sentir, sentir o que sinto por você, porque por mais que eu tente fazer tais sentimentos serem bons, eles acabam me fazendo mal.
Cansei de ficar parada no tempo, enquanto a vida acontece, e as unicas coisas em mim que se movem, são meu coração e mente em uma eterna batalha.
Cansei de esperar um ato heroico seu, quando na realidade você sempre foi o vilão na minha mente, não o heroi.
Cansei de arrumar desculpas por você, pelas coisas que você faz ou deixa de fazer.
Cansei de me desgastar pra não evoluir nem um centimetro se quer.
Cansei de meses atras não ser nada sua, e ainda continuar sendo nada.
Cansei de não ser sua amiga, não ser sua namorada, não ser nada que represente algo pra você.
Cansei de me esconder, de esconder você, e mais ainda de esconder nós, se é que existe esse termo fora de minha mente.
Cansei de tentar tudo, de dar o melhor de mim.
Cansei de ter vontade de te bater, de lhe abraçar, e não poder.
Cansei de palavras disperdiçadas, em busca de um momento com você, um momento que será um eterno nunca.
Cansei de não poder lhe contar nada, pois você nunca se agrada com minhas histórias.
Cansei da sua indecisão.
Cansei de você se achar meu proprietario, ao mesmo tempo que nem sabe o que quer.
Cansei de você não saber se vai, ou se fica.
Cansei de ser um eu, sem um você.
Cansei de você.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Vinculo Inquebravel


Qual o sentido de tudo isso?
Porque se prender em algo que não teremos nunca?
Pra que dar tanta importancia a fatos passados?
Em que ajuda?
Você simplesmente não entende, mas não consegue se libertar, alias nem se esforça o suficiente pra isso.
Ja não lhe incomoda, não interfere, faz parte da sua vida.
Você sente falta as vezes, e lá esta.
Não é como antes, é uma prisão opcional.
Pode até se dizer que é um compartilhar sincero.
Duas realidades se chocam, e convivem bem em suas distancias.
Há sentimentos ali que nunca serão ditos.
Não são necessarios, para o bem de ambos.
Se afastar nem é mais uma hipotese.
Eles se acostumaram.
Ele chora no ombro dela, ela o consola, e o faz de boa vontade, em nome dos dias que ele a consolou.
Ambos riem de suas tragédias.
Uma eterna divida, que se tornou um vinculo.
Ela se perguntava até quando, após 5 anos ela ja nem se questiona mais.

Adeus sonhos


Era uma vez,
Uma garota, que sonhava, que acreditava, que estava disposta, com uma fé inabalavel, aquela de garotas de 15 anos.
Tudo era novo, todos eram bons, ela fechou os olhos e se deixou guiar pelo coração, erro este do qual ela jamais esqueceria.
Ela foi fisgada. Tarde demais.
Dois corações, um sentimento ingenuo crescendo, tomando conta de seus pensamentos, seu tempo, sua vida.
A vida foi acontecendo, o tempo foi passando, as pessoas ao seu redor tentavam acorda-la, todos sabiam que era apenas um sonho, e que ela era real, apenas uma alma perdida em um sonho, mas ela não via, ela estava submersa demais pra ver.
Sonhos acabam, a garota descobriu isso, quando um pesadelo a engoliu.
O que é real? o que não é? seus sentimentos, infelizmente esses eram reais.
O desastre aconteceu, a sonhadora nunca mais sonhou, nunca mais amou, nunca mais submergiu junto à alguem, perdeu a fé, perdeu-se, tudo ficou submerso por lagrimas.
Seus pes alcançaram o chão, e ela não gostou da sensação, ela não gostou do mundo real, ela queria fugir devolta para seu sonho, mas não havia como.
A garota foi obrigada a seguir adiante.
A garota aprendeu a ter o mundo em suas mãos.
A garota surpreendeu a todos. Descobrindo que com um sorriso, e fazendo as pessoas sorrirem, ela podia muito.
Más a garota nunca quis isso, nunca quis ser notada.
Era mais feliz no seu mundo, quando era invissivel aos olhos de todo, mas era a unica imagem na mente de um alguém.
A garota existe.
A garota sorri.
A garota finge, mas você não sabe, pois ninguém nota.
Ninguem realmente a conhece, pois ninguem a conheceu como era, apenas conhecem quem ela supoe ser.
A garota tentou, tentou se importar, tentou sentir, tentou se estabilizar, tentou viver...
E apenas descobriu que tem coisas que não podemos criar, não há como, elas simplesmente surgem, e se vão.
Não importa quantas pessoas vem ou vão, quanto tempo ficam, no final se tornam apenas uma capsula para amnesia temporaria, quando o efeito passa, por mais que alguém segure sua mão, ela não sente.
Ela esta sozinha, sempre. Acompanhada ou não ela permanece vazia.
A garota sente, raras vezes, mas sente, não é ótimo? seria outra chance? seria agora que seu sorriso não seria mais mascarado? não.
O que esperar de uma garota sem esperanças.
Mais uma dessas raras felicidades temporarias, dessas que causam confusão, e se vão mesmo sem ela permitir.
Afinal o vazio alguma vez conseguiu segurar algo?
E isso q ela é, um vazio.
Como se preenche o vazio? sem duvidas o vazio em si não consegue segurar nada, só é possivel se houver a escolha, se algo, ou alguem decidir ficar.
Ninguem quis, ninguem quer ter que preencher nada, todos preferem o mais facil.
A garota sorri mais uma vez.
Esta tudo bem, ela não é mais uma fragil sonhadora, ela é real, tão real quanto cada palavra que ela pronuncia aqui.
E quem disse que o real é bom afinal.

sábado, 22 de março de 2014

Meu Grande Lindo Desastre

O ano que te conheci acabou, e você conseguiu tornar quase tudo o que ocorreu nele insignificante. Pois quando penso nos acontecimentos do ano passado, o dia que te conheci vem a mente e todo o mais perde o foco.
Uma pessoa que consegue ser mais relevante que 364 dias de um ano, deve ser inesquecivel né?
Então desculpa por ter te esquecido tão rápido. Mas foi preciso! pro meu próprio bem. Com os anos eu adquiri uma incrivel capacidade de me proteger de tudo e todos. Pode ser egoista, mas não é fácil fechar feridas, algumas deixam cicatrizes, então prefiro evitar. Mesmo que  pra isso eu deva evitar algumas felicidades. Felicidades momentaneas são ótimas, mas vão e te deixam ali sem nada, então vc sofre. Prefiro aquelas felicidades duradouras, aquelas que nos trazem sorrisos e segurança, aquelas que você pode fechar os olhos e deixa-la te guiar. Não aquelas que você deve cuidar pra não tombar, pelo fato de a unica certeza é a queda, você não pode simplesmente se deixar levar, você é esse tipo de felicidade, aquela intensa e que pode acabar a qualquer momento, tipo a paixão.
Você me fez ter esperança, quando eu estava em um péssimo ano, me fez querer tentar mais de uma vez, me fez avaliar meus conceitos em relação a ideias que sempre me foras fixas me conquistou em o que 5 minutos? ou um pouquinho mais, me surpreendeu, me fez sentir insegura, me fez sentir aquela sensação na barriga, me fez sentir vontade de que você me rouba-se um beijo, me fez pensar no quão maravilhoso seria seu abraço, me fez olhar pra traz te procurando varias vezes, fez as horas parecerem segundos, me fez pensar que você poderia ser o garoto da minha vida, me fez acreditar em acaso ou destino, e me fez rir e sorrir  incontrolavelmente, fez parecer que ficaria ali pra sempre, eu devo ter tido vontade de me beliscar, me fez esquecer o orgulho.
Porém, você acabou com tudo o que senti sendo sincero, quem diria? senti vontade de lhe bater, senti vontade de perguntar "por quê?", senti vontade de chorar, queria ter lhe feito mudar de ideia, eu senti vontade de... tantas coisas, más não fiz nada disso.
Tudo na vida tem sempre um porém, e quando você já tem certa maturidade, isso muda tudo, não é fácil porque  você não é mais inconsequente.
Como vou  chamar você? ahh, meu grande lindo desastre. Em um dia você já causou bastante, imagine o que teria feito em mais tempo.
Provavelmente quando tudo desse errado eu demoraria anos pra me recuperar, se consegui-se.
Por incrivel que pareça, você era minha segunda opção, e eu era a sua. Veja bem, minha primeira opção estava terminando a faculdade, tinha carro, maturidade, estabilidade, e mesmo assim você me fez torcer pra que desse errado, pra que eu fica-se contigo. Como de costume, deu errado, más só pra mim. Perdi ele, e você.
Você começou a namorar sua primeira opção, e eu fiquei sozinha.
Quando eu descobri o motivo de você ser minha ruina, você foi tão fofo, tentando me convencer que não era tão ruim, que poderiamos dar certo, me mandava sms e eu te achava a pessoa mais doce do mundo, más não quis.
Você simplesmente aceitou minha decisão, quando voltei era tarde.
Então continuei a viver, sem você, sem pensar em você, não sei como consegui. É possivel esquecer alguém como você? como fiz isso? não faço ideia.
Depois de você, voltei a não sentir vontade de sair, risquei o local que lhe conheci como um possivel local pra encontrar um namorado.
Embora tenha namorado um moço após lhe conhecer, o engraçado que não pensei em você em momento algum, você não foi o motivo de eu iniciar muito menos terminar esse relacionamento.
Admito que quando minha mãe contou que você terminou o relacionamento, fiquei feliz, não por poder ir atrás de você, pois não faria isso, mas gostei de você ter se ferrado.
Não foi paixão, não foi gostar, era uma parada bem mais legal.
Quando você sente tudo o que senti por ele, é normal você querer ver a pessoa, procura-la, mas... eu não quero lhe ver nunca mais, não quero falar com você, não quero ter que ver esse seu sorriso perfeito, não quero ter que olhar nos seus olhos e sentir tudo outra vez, não sei se seria forte suficiente, pra dizer não de novo, o melhor é me manter longe.
Não quero novas lembranças com você, pois sei que você seria capaz de estragar todas. Você sabe disso, me disse que sou uma garota boa, sabe que você seria meu fim, meu eterno desastre.
Não porque eu vá estragar minha vida, como você está fazendo com a sua. Apenas pelo fato de que ver você nesse estado me faria mal, e eu não conseguiria te deixar.
Você nunca saberá de nada disso, pois exclui seu numero, e não lhe tenho em nenhuma rede social, e eu nunca mas falarei com você.
Sabe a única coisa que me deixa triste? não lembro mais da sua voz, embora se me perguntarem do dia em que nos conhecemos, eu posso narrar cada frase, e cada espressão sua. Porque foi perfeito.
Não sei o que me levou a lembrar de você no último dia do nosso ano, más ja que aconteceu... achei melhor registrar o que aconteceu, antes que eu esqueça completamente de você.

Fica aqui registrado, que você foi minha melhor lembrança do ano de 2013.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014



Sinto muito.

Não são erros, ou fracassos, são tentativas que não foram feitas. Escolhas que preferi não tomar, por acreditar que era melhor, alternativas das quais provavelmente eu me arrependa o resto da vida, mas são minhas escolhas, estou vivendo bem com elas, ou tentando ao menos.
Existirá sempre aquelas coisas as quais te machucam, não importa quão indiferente você seja com tudo o que acontece a sua volta. Algumas vezes palavras, outras atitudes, mas o que é certo, é que elas sempre vem de alguém importante pra você. E é o que faz doer mais. Quando uma pessoa qualquer lhe diz ofensas não tem importância, afinal quem é essa pessoas? o que ela pode saber sobre você? Mas, tem o outro lado da moeda, aquele que ninguém quer, pois quando esse lado vem a toda, muitas outras coisas surgem com ele, isso sem duvidas incluem duas pessoas machucadas.

Você alguma vez já amou muito alguém a ponto de só querer dizer coisas boas pra pessoas, e sempre fazer o possível por ela, fazer tudo, absolutamente tudo o que está ao seu alcance. Quando você ama alguém a esse ponto, você tem dificuldades pra conversar sobre as coisas com essa pessoa, ou talvez eu seja a unica pessoa que tem. E então quando as coisas dão erradas você simplesmente estoura e fala tudo sem pensar, um aglomerado de palavras que magoam e você estava guardando pra você. E por consequência, ouve coisas horríveis também. E essas palavras ficam na mente, e sempre quando você olha pra pessoa você lembra delas, e é a unica coisa que você consegue lembrar, você o ama mais que tudo, mas está totalmente disposta a deixar ele pra lá.
Não deveria ser assim, você se pergunta, porque dessa vez é diferente das outras? porque vocês não podem se abraçar, chorar e deixar tudo como antes? Por que você não pode esquecer o que foi dito e voltar a como era antes? Tudo o que vocês passaram juntos já não são memorias suficientes pra cobrir as brigas? Talvez seja isso.
O passado não tem poder de superar o futuro ou o passado, ele não pode modifica-lo, pois se tratam só de memórias, e com o passar dos anos grande parte delas são esquecidas. Provavelmente esqueci muitas, não esqueci quem você era, não esqueci o que fomos, o que fizemos, tudo o que passamos, más vamos ser realistas. Não temos mais novas memórias, não temos tempo pra construir novas, não temos mas as mesmas vidas, não fazemos as mesmas escolhas, e as pessoas que amamos não são as mesmas, já fomos uma família, mas não somos mais, você tem a sua, e vai se encher de novas memórias, as quais eu não estarei inclusa, pois você escolheu amar alguém que te ama, mas não ama as mesmas pessoas que você, e eu realmente não quero cometer esse mesmo erro.
Quem sou eu pra dizer que é um erro? atualmente, apenas sua irmã, uma garota que sem duvidas não tem muita coisa, mas tenta valorizar ao máximo o que tem, e eu sei quem merece tudo de mim, esse não é mais você. Me perdoe Deus, pois eu não consigo perdoar meu próprio irmão, eu olho pra ele, e finjo que  está tudo bem, mas não está, não sei se um dia estará, mas não será hoje, ou amanhã, ou depois de amanhã.
Me desculpe por fingir tão bem que está tudo bem, ou talvez, seja porque você não me conhece mais, a anos você não faz ideia o que se passa comigo, estávamos sob o mesmo teto, mas parece que a quilômetros distantes, não há mais nada o que concertar, alguns erros são irreparáveis, coisas quebradas não voltam a ser como antes.
Sinto muito, mas eu acho que encontrei outro irmão, um melhor pra mim, um que tem estado sempre aqui, é estranho, mas esses dias quando você tirou sarro dele, me senti ofendida, e com vontade de defende-lo e brigar com você, quando foi que as coisas chegaram a esse nível? Não é minha culpa, pois sempre estive aqui, e você sabe.