domingo, 22 de junho de 2014

Quem é ela?


Ela...
Recebe um elogio, e apenas o agradece ou retribui.
Não se joga, observa primeiro, antes de tomar qualquer atitude.
Sempre sabe o que esperar de alguém, e sempre acerta.
Dá conselhos, e nunca pede nenhum.
Prefere enfrentar seus problemas sozinha.
Sabe exatamente como deve agir em cada situação, ou com cada pessoa.
Faz qualquer um rir, enquanto chora por dentro.
Não passaria um dia se quer sem segurar a mão de alguém se quisesse, mas sempre escolhe a solidão.
Fria e vaga para quem tem sentimentos por ela, mas divertida pra todos que passam seus dias com ela.
A garota que ninguém sabe o que está realmente sentindo, pensando, ou como conquista-la. Ninguém. Nem mesmo ela.

Por isso ela nunca mais disse: Te amo.


Há alguns anos atrás, eu era uma dessas pessoas das minhas redes sociais que faziam essas declarações amorosas em público.
Textos e textos;
Palavras e palavras;
Chamar de "amor" ao invés de utilizar nome.
Oferecer musicas e mais musicas.
Falar da pessoa a cada cinco palavras.
Fazer questão de mostrar ao mundo quão feliz você está.
Dizer aos quatro cantos do mundo que é a pessoa certa pra você.
Sua metade da laranja, tampa da sua panela.
Que não vive sem ele.
Que cada segundo sem ele é desperdicio de vida.
Que nada vale a pena sem ele.
Que é seu ar.
Seu tudo.
E acima de tudo, que vai ser pra sempre.
Que ele sera o único.
Acordar e dormir sorrindo pela pessoa.
Chorar, ficar mal quando brigam, ou, em um dos terminos, e fazer questão do mundo saber quão mal você está.
Voltar, dizer que a história pode ter virgulas, mas nunca um ponto final.
E sempre que diz ter um ponto final, dizer em seguida que foi a abertura de um novo paragrafo, ou novo capitulo.
Essas coisas tão... clichês.
Todo apaixonado diz.
E todo mundo que ama também.
A diferença?
O tempo.
O tempo que você permanece dizendo e fazendo isso te diz se é amor ou paixão.
O problema é...
Se você é um desses coitados que assim como eu amou cegamente alguém, você vai descobrir que demora mais ou menos o dobro do tempo pra superar, seguir adiante.
Talvez nunca superemos de verdade, afinal somos abençoados com a dadiva de nunca esquecer o que queremos.
Por mais que devamos, ou tentemos.
O amor é lindo, e tambem a pior coisa que pode acontecer, é cruel.
Como diria a banda Nazaré o amor fere.
Se você foi super feliz, sua tristeza será imensa.
Todos seus risos e lindas memorias revertidas em um mar de lágrimas.
Todas as malditas músicas que eram de vocês, se tornam incontaveis sons de tortura, não importa o quanto você ame a musica, você não vai querer ouvi-la.
Mas ela sempre vai tocar em algum lugar, provavelmente quando você estiver com amigos se divertindo pra tentar esquecer a dor, nem que só por uns minutos, seus amigos dirão o quanto amam aquela musica, vão canta-la e você só vai se concentrar em conter suas lagrimas.
Tudo na vida vai parecer provocação, tudo.
Você vai conhecer um cara ou um amigo legal, e ele vai ter o mesmo nome do seu ex amor.
Vai olhar pro copo da sua bebida favorita e lembrar o quanto ele à odiava. O que por consequência lhe lembrara, o quão diferentes eram, e você pensará nos defeitos dele e o quanto os amava de qualquer maneira.
No fim de cada dia, você vai deitar em sua cama, a mesma em que lhe deu sonhos felizes, e vai pensar "não hoje", e vai ser tarde, pois você acabou de olhar pro seu teto cheio de estrelas, sim, aquelas que você colou quando estava feliz com ele, e que você olhava pra sorrir pensando nele. Serão as mesmas que lhe farão passar noites e noites lembrando e sofrendo. E mesmo que você as arranque de lá, elas ainda estão lá, em sua mente.
Toda vez que você ver um casal feliz você sentirá seu coração apertar. Um dia você foi o casal feliz que fez alguma pobre alma na sua mesma situação se sentir assim.
Você vai olhar o calendário e ver suas antigas frases de "seis meses com você, um ano com você, mais um dia com você" se tornarem... seis meses sem você, um ano sem você, mais um dia sem você. Vai ver aquela data especial, que vocês iniciaram o namoro e ver que vai se transformar em um dia de finados pra você.
É quando você nota que o tempo não cura realmente droga nenhuma.
Você conhece pessoas e pessoas, e nenhuma é boa o suficiente, ou porque você não consegue sentir nada por ela, ou, por você estar procurando ele em outro alguém.
Até que... O sofrimento que você passava todos os dias, passa a ser durante alguns dias.
Você nota que não foi o tempo, nem um novo amor.
E percebe que foi você.
Você está assumindo o controle de si, de seus sentimentos? Não, não, isso não somos capazes, nunca seremos.
É a dura realidade, você pode dizer que controla os seus, escolha sua, cada um se engana a sua maneira.
Assumir o controle de si é aceitar.
Aceitar que você é fraco, mas que as pessoas não devem saber.
Que você poderia continuar chorando por mais cinco anos, mas seus olhos ja não suportam mais a dor.
Que você o amava, e ele realmente foi o amor da sua vida, mas o primeiro, não deve ser o único pra sempre.
A questão é, só assumirmos o controle quando vemos que não podemos construir uma vida em cima de nosso pesar. E chega um momento que temos que pensar no futuro e deixar nosso coração de lado.
De tudo isso uma certeza eu tenho.
Quando estamos felizes e dizemos todas aquelas frases que nunca cumprimos, uma delas sempre será verdadeira: Te amo pra sempre. Pois não importa se você terá ou não um novo amor, aquele sempre será seu primeiro, e você nunca poderá mudar isso. Afinal, o amor não acaba, se acabar, não era amor.

terça-feira, 10 de junho de 2014

O problema


O problema, não são as atitudes que tomo. E sim, a ausência de sentimentos em relação a isso.
O problema, não é por não tentar conhecer as pessoas. E sim, por elas nunca serem capazes de me conhecer realmente.
O problema, não sou eu, ou eles. E sim, a ausência de nós.
O problema, não é a falta de coragem pra tentar. E sim, a não persistência pra continuar.
O problema, não é eu pensar demais no proximo passo que darei. E sim, o fato de que as pessoas tem pressa demais.
O problema, não é que eu escolha demais. E sim, o fato de eu querer que cada escolha tenha que ser a última.
O problema, não é o medo de mais um erro. E sim, a cicatriz que ele pode me deixar.
O problema, não é a saudade. E sim, não ter a quem direciona-la.
O problema, não é pensar em alguém da hora que acordo, até o momento que adormeço. E sim, não pensar em ninguém, nem mesmo um minuto ao dia.
O problema, não são decepções. E sim, ausência de expectativas, de fé e esperança.
O problema, não é o mundo. E sim, eu não me encaixar em nenhum lugar dele.
O problema, não é a maneira de eu pensar. E sim, as pessoas não à aceitarem.
O problema, é que a idade chega, a dor domina, a mente para e a exaustão te vence.
O problema, é que todos apenas acham, mas não sabem realmente de nada.
O problema, é que somos fracos, alguns se agarram ao fácil, outros buscam o impossível, outros não buscam nada... eu, apenas não faço mais ideia do que deveria buscar.

Prisão interior

Está frio.
O céu está branco...
Todos meus dias tem sido assim.
Vazios como esse céu.
Frios como a atual temperatura.
Repetidas vezes.
A cada adeus, um fragmento de cor se ia.
Até que eu vi...
Que não restou nada.
Caminho agora pelas ruinas da minha alma, enquanto o céu perde cada vez mais sua cor.
Pois o mundo inteiro parece incapaz de me tirar daqui.
Da minha prisão interior.