Lembro as últimas vezes que orei.
Lembro as últimas vezes que implorei.
Do desespero, aos prantos, me agarrando a fé.
Cansada, de chorar, sofrer, sentir a dor da perda.
E então, venho a morte da fé.
O fim da esperança de que qualquer coisa que eu pedisse ou implorasse aconteceria.
O odio me consumiu.
E quando a dor finalmente cessou, eu me desliguei.
De tudo.
A aceitação me dominou.
Aceitar o que a vida tem pra mim.
Se mover como um fantoche no ritmo dos passos da impiedosa vida.
Aceitar, machuca menos.
Agir exatamento como a vida quer, sem lutar, aguardando os resultados inevitaveis que nos estão reservados.
É tão menos cansativo.
E eu estou tão, tão cansada.