quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Frio, ausência e solidão

Hoje está frio, posso sentir o vento gelado agindo pra me lembrar que estou só.
Cruzo meus braços pra evitar o frio, coloco minhas mãos nos bolsos pra aquece-las.
Não há ninguém a quem me  abraçar, não há mãos pra compartilhar.
E isso sempre acontece, independente se estou sozinha de fato. Nessas horas, nunca há ninguém.
Estou acostumada com sua presença no verão, sua ausência no inverno, outono e primavera.
Como previsto, você sumiu de novo.
Eu não tenho tido mais reações com suas idas e vindas.
Não vou dizer que você não faz diferença, pois faz. Quando você está aqui eu sorrio mais. Quando não está, eu fico bem, não tão sorridente, mas bem. O que para mim, se tornou suficiente.
Eu mudei, de tanto acumular essa esperança e acabar chorando feito criança. Vejo melhor as possibilidades e a realidade. E você, é o que existe entre ambas.
Eu não vou dizer que o amo, pois amor não é tão pacífico como o que sinto por você.
Devo dizer, que gosto de você, de verdade, moderadamente e  exclusivamente. Não pela sua aparência, hoje eu sei disso, pois você é de longe meu tipo. Sinto o que sinto por você, apenas pelo que você é, pelo que você me faz sentir, por você ser esse emaranhado de confusão, lindo, que me faz sorrir constantemente.
Me dá uma sensação de felicidade instantânea quando você volta.
Porém, não me agonia mais vê-lo ir embora.
Nunca sei se você irá voltar ou não, e isso não me incomoda mais.
Se um dia algo der certo entre nós, ficarei deverás feliz. Caso nada ocorra, não há porque me lamentar, pois, se após tudo, não der certo, a vida terá algo reservado pra cada um de nós.
Não vou dizer que estou lhe esperando, seria uma mentira.
Não é difícil perceber que estou só, não sou do tipo que se desespera com a solidão, eu à abraço e me aconchego a ela. Sinto-me confortável só.
E assim permaneço, até que vem alguém. Sempre vem alguém. Só não faço questão que permaneça.
Quem quer ficar, fica por vontade própria, não a pedido meu, afinal sentimentos não se imploram.
Se um dia você vier para permanecer, só não esqueça de avisar, nunca há como saber se neste dia há de haver o seu lugar. Se um dia não será você a esperar ele vagar.
Então fico aqui, e aguardo apenas para ver o que a vida me trará. Se é você, outro alguém, ou ninguém, o tempo nos dirá.

domingo, 16 de agosto de 2015

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Tudo que tenho

Estou bem, eu estou bem, repeti isso até me convencer.
Me desapeguei um pouco de meus vícios em seriados e livros.
Priorizei a mudança drástica que minha vida tem sofrido.
Me adaptei. Não foi fácil mais consegui.
Tenho esses amigos que da pra contar nos dedos de uma só mão.
Tenho coisas pra fazer, em tão pouco tempo.
Tenho arrependimentos pra distribuir a uma nação.
Tenho conquistas suficientes pra um livro.
Tenho desidratação de tanto que chorei. Chorei de tristeza. Chorei de rir.
Tenho histórias pra entreter e comover a todos os tipos de públicos.
Tenho dores, dor na mandíbula, de tanto rir, dor nos pulmões por acordar cedo demais, dor no estomago de tanto comer, dor na alma de tanto sofrer, dor de cabeça de tanto persistir na vida.
Tenho tênis gastos, sorrisos disfarçados e uma mala cheia de experiências.
O que posso dizer, tenho vivido, e devo admitir que não tem sido fácil. A vida não vem com manual de instruções.