sexta-feira, 16 de setembro de 2011


Apenas mais uma fotografia com falhas

O vento sopra forte, e de longe se vê uma fotografia voando em meio aquele céu palido. Naquele momento ela se destacava. Pois de alguma maneira ela havia se soltado de um album de fotos antigo, e voava livremente. O vento a conduzia para diversos lugares, e estes sempre eram lotados de pessoas. Pessoas que olhavam a fotografia de longe, rapidamente a voar e não tinham coragem de se aproximar desta.
Durante muito tempo ela voou livre pelos ares. Em dia frio ela caiu com a queda de uma gota de chuva, e vieram mais e mais gotas. Havia uma garota na foto, antes da chuva era possivel ve-la sozinha sorrindo. Seu sorriso era dificil decifrar, não se sabia se era apenas um sorriso externo ou se vinha de dentro. Seu olhar era pacifico, nem feliz, nem triste. Era dificil entender a expressão real da garota, na fotografia antes da chuva. Após a chuva se tornou praticamente impossivel.
A gotas penetraram a fotografia. Aos poucos, falhas dominavam a imagem perdida da garota. Seu sorriso já quase não era visivel, seu olhar tomou um tom mais confuso do que o normal. Já quase não haviam cores na fotografia.
Ela se tornou um enigma. Se a propria garota observasse sua fotografia, não saberia dizer o que ela sentia naquele momento. O vento voltou, e novamente levou a fotografia para longe. Perdida no ar. Novos rostos, novas pessoas e uma imensidão de albuns, dos quais ela poderia fazer parte. Mas que pessoa afinal se arriscaria a acolher uma fotografia como essas? na qual não podia se prever nada. Então a fotografia voa pelo céu sem cor, livre, carregando consigo apenas o sentimento confuso, de não saber ao certo o que expressar.
Talvez um dia ela se encaixe em um novo album. Pois o album do qual a garota se soltou, foi se apagando com o tempo. Todas as imagens dela com outro alguem já não se podia ver, todas s recordações apagadas pelo tempo. Mas ela sobreviveu ao tempo, embora ele o tenha feito se apagar. Melhor ser uma fotografia perdida, do que pertencer a um album inexistente.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Era só uma garota

Uma garota, caminhando... apenas caminhando sozinha, em uma imensidão de nada. Tudo vazio e claro pronto para ser criado. Então ela cansou do vazio e começou a preencher as paredes com cores, mas veio a chuva e acabou com tudo. Sem cores, tudo vazio novamente. A garota não desistiu e coloriu tudo novamente, quando estava satisfeita. A chuva voltou e levou tudo novamente, nada sobrou. Foi assim vezes e vezes, nada ficava tudo ia.
Então a garota fez uma mudança de cenario. Deixou o vazio e foi para um lugar lotado de discos, de todas cores, modelos e sons. Ela começou a ouvi-los, mas mal ouvia a introdução das musicas e trocava, outra vez e outra, e outra. Algumas vezes ela encontrava um CD interessante mas logo se decepcionava no meio ou no final. Tantas escolhas, mas qual? qual seria a certa?
Era só uma garota. Apenas tentando encontrar seu lugar, e quanto mais procurava mais se perdia. Por fim ela resolveu apenas sentar e esperar.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011


Talvez sim, talvez não
Agora eu estou me perguntando será que eu consigo? não ser apenas eu, e passar a ser nós novamente Já faz tanto tempo que não digo o que sinto, mas agora tudo está se modificando lentamente Derepente já tem alguem novamente... Se arriscar, cair e levantar Dessa vez não vai ser nessa sequencia de palavras, ou se repetira? Tudo é tão confuso porque as vezes... eu quero tudo, as vezes eu me conformo com nada Então estou feliz, e derrepente tenho vontade de chorar Em um dia disposta, no outro eu nem quero me levantar Um dia amo a chuva, no outro não aguento mais ela Tem vezes que falo sem parar, assim como outras vezes não pronuncia nem meia palavra Então eu canto bem alto, mas tem vezes que só quero ouvir a musica Em um dia estou disposta a escrever, no outro nem quero ver letra em minha frente Hoje quero lhe ver, amanhã não sei... Minha cabeça tem sido apenas uma bela confusão Em que... Nunca sei se estou fazendo a coisa certa ou não, mas estou disposta a arriscar novamente.

terça-feira, 13 de setembro de 2011


Iku yamakawa koesari yukaba sabishisa no, hatenamu kuni zo kyou mo tabi yuku.
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Quantas montanhas e rios terei que cruzar para chegar ao país onde não existe a solidão?
Ainda que não exista tal país, eu farei uma nova viagem a cada dia...

segunda-feira, 12 de setembro de 2011



Tenho que parar de tentar voltar no tempo

Vou olhar para trás, ver tudo o que passei erguer a cabeça e seguir em frente. Foi o que prometi a mim, será mesmo que estou conseguindo cumprir? estou sentindo orgulho de mim, finalmente posso erguer a cabeça e caminhar para frente.
Por que? não podemos apagar o passado? arranquei todas as paginas da minha vida que não deveriam voltar, fingi que minha vida era um livro e tudo assim acabaria. Mas elas vem e vão, perturbam, me tiram a paz, me consomem e não desaparecem, são apenas algumas vagas memórias que me impedem de seguir. Porque a vida me ensinou a deixar para tras, mas não a apagar então elas sempre vem me torturar fazendo lembrar. Derrepente me pego com as memorias daquelas paginas rasgadas mesmo sabendo que elas estão voando pelos ares, e não entendo.
Eu não sou um livro, não posso simplesmente fingir que minhas memórias são paginas. Meus dias não são paragrafos, meus sentimentos não são frases e minhas ações não são palavras. Não são constituida de letras. Tentei ser... Descobri que não posso, pois eu sinto, mesmo que tenha mentido pra mim que não.
Minhas mentiras me engoliram, foram tantas que passei a acreditar nelas. Cai o mais fundo que pude, me afoguei na solidão, tudo tão escuro, sem sons, sem ar, sem vontade, sem ninguem, sem preocupações, sem ansiedade, sem perspectivas, um poço e uma imensidão de nada. O nada se transformou em paz, e esta reinou.
O acaso, aconteceu. A luz atingiu o poço, o que era escuro passou a ser claro, com a claridade veio a possibilidade de enchergar a saida do poço. As mentiras se disciparam na luz. algo preencheu o nada, mas o nada era a paz... então a paz se foi. Sinto falta dela, mesmo que signifique o vazio e que o nada tenha de voltar. É errado preferir ser vazia a ter algo que a impossibilite de ser portadora da paz?
Hoje olhei pro céu e notei a invasão do azul, em meio aquela imensidão cinza. Então olhei para o chão e ci o verde renascendo entre toda aquela grama queimada pelo frio dos dias sem cor. Não sei o que mais me incomoda se são as cores preenchendo meu cotidiano incolor, ou se, é aquela velha brisa quente retornando sem dar nenhuma demonstração de que vai permanecer.

O passado não volta, embora não se aoegue. O tempo passa, as coisas novas vem e vão, algumas destas marcam outras são indiferentes. O passado deve permanecer esquecido, pois o que de bom nele ocoreu, foi trazido para o presente, na esperança de um futuro melhor. E assim as horas continuam a passar e as coisas a se modificar.

Por que ainda sinto um fio preso a cada passo que dou... [?]

terça-feira, 6 de setembro de 2011



SE

Se és capaz de manter tua calma, quando, todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando, e para esses no entanto achar uma desculpa.

Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.

Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires, de sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
tratar da mesma forma a esses dois impostores.

Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas, em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste.

Se és capaz de arriscar numa única parada,
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida.

De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,
resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes, e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
se a todos podes ser de alguma utilidade.

Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e - o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!


Rudyard Kipling