domingo, 8 de setembro de 2013



Poderia...


Poderia ter sido, o melhor melhor amigo dos 15 anos, que me fazia sentir unica sempre.
Poderia ter sido, o garoto que anotou o meu email que um dia escrevi na carteira do colégio.
Poderia ter sido, o garoto que desenhava mangas de mim, e me chamava de anja.
Poderia ter sido, o garoto que não sendo de muitas palavras, quando foi pra praia me trouxe conchinhas, pois lembrou de mim.
Poderia ter sido, o garoto ao qual eu deu uma nova motivação pra viver, após a morte do seu amor.
Poderia ter sido, o garoto que vendeu seu site, só pra vir de Santa Catarina até aqui me ver.
Poderia ter sido, o garoto do violão, que ensaiou uma semana inteira minha musica preferida pra que eu pudesse ouvi-la no fim de semana.
Poderia ter sido, aquele meu amigo do colégio que sempre estava dando um jeito de me acusar, pra me manter perto.
Poderia ter sido, o garoto que me ensinou a jogar RPG, e sempre toda paciência do mundo comigo.
Poderia ter sido, o garoto que veio do interior só pro meu aniversário, e depois volto pra ir a alguns eventos em minha companhia.
Poderia ter sido, o garoto que sempre concordava comigo, e fazia tudo o que eu queria.
Poderia ter sido, o garoto que conheci por engano em um daqueles eventos, foi na guerra por mim, bebeu por mim e disse q gostava de mim em três idiomas.
Poderia ter sido, o garoto que conheci a anos atrás, e depois de anos o reencontrei e ele me fazia rir como ninguém.
Poderia ter sido, o garoto que conheci em um evento de star wars, que me fez ver uma vaca colorida, e cantava mamonas na rua comigo.
Poderia ter sido, o vizinho que eu tanto observava pela janela, e no fim, cozinhava pra mim e até meu apelido no seu tênis ele escreveu.
Poderia ter sido, o garoto que escrevia lindas poesias pra mim
Poderia ter sido, o garoto que depois que me viu, me tratava como a coisa mais linda e maravilhosa do universo, e não se importou deu furtar seu relógio.
Poderia ter sido, o garoto que leu a trilogia mais incrível que já li, e que o conheci por tal motivo.
Poderia ter sido, o garoto que tem um estilo musical absurdamente nada a ver comigo, e mesmo assim não desiste.
Poderia ter sido, o melhor amigo do meu ex, que depois de um tempo eu descobri que sempre me observava.
Poderia ter sido, o garoto que conheci dando garrafadas em um evento, e que no fim se tornou super importante pra mim.
Poderia ter sido o garoto lindo que tentou comprar um beijo meu. Poderia ter sido, um daqueles garotos dos shows, dos eventos, ou até mesmo dos ônibus...
Más não, o coração disse não.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

As coisas tendem a mudar



Chega um momento da vida, em que você olha pra trás e observa tudo o que fez, todo estrago que causou, e como isso te fez chegar a esse estado atual, de indiferença, e um completo vazio.
Mal de adolescente ter fases, mas, e quando você passa da adolescência? você nota que não é importante ter uma dúzia de ex namorados bonitos, pra se sentir realizada. Que não é importante conhecer um monte de pessoas, porque no fim você não conhece ninguém. Que não te interessa mais fazer uma coleção de ex, ex-amigos, ex-namorados, ex conhecidos. Pois no fim, você acaba sem nada.
Mais valem meus poucos, fieis e confiáveis amigos, do que uma porção de desconhecidos ao meus redor, com os quais não posso contar.
Portanto, vou fazer diferente agora, se você quer entrar na minha vida, entre, seja bem vindo! Mas só entre se for pra ficar, estou cansada de hospedes passageiros, de pessoas que entram, bagunçam tudo e saem. A bagunça não me incomoda, desde que você fique pra me ajudar a colocar tudo em ordem. Se for ficar, fique! mas por sua própria vontade, não espere que eu vá lhe pedir.
Talvez eu apenas esteja cansada de colocar, tirar e recolocar a plaquinha "vago". Eu só não quero mais porcentagens, quero o inteiro, nada de metades, não quero mais duvidas, quero a certeza. Não quero que me perguntem se quero que fique, quero que me informe que não pretende ir. Quero menos pontos de interrogação e mais exclamações. pois de transformar eu e você em nós eu já estou cheia, pra depois acabar ficando, eu sem você.
Preciso de alguém confiante, que me diga "você não precisa se preocupar mais, estou aqui" não quero alguém pra me dizer "será que sou eu" se você não sabe, eu menos ainda. Confiança pra não se importar com o passado, pra ouvi-lo e não ficar tentando compara-lo ou usa-lo contra mim. Pois ele vai saber que o que importa é o de agora em diante.
Não estou interessada no garanhão que arranca suspiros de dúzias de garotas. Só um que me arranque um sorriso facilmente, já está ótimo.
Mas sem pressa dessa vez, enquanto essa pessoa não acontecer, melhor ficar só, passei do tempo de acumular figurinhas.

quarta-feira, 31 de julho de 2013


Talvez...

Talvez, o amor seja quando, a pessoa lhe faz sorrir apenas com um "oi"
Talvez, seja só o fato de ter noticias da pessoas, te fazer bem.
Talvez, quando você acha lindo a maneira como ele canta, quando na realidade ele nem canta tão bem.
Talvez, seja quando você não consegue se afastar, mesmo que deva ou q tente.
Talvez, essa mania incessável de procurar em outras pessoas, o que só ele tem.
Talvez, por não conseguir apagar cada palavra que ele lhe disse, sejam boas ou más.
Talvez, possa ser essa tentativa de tentar solucionar os problemas dele, mesmo que não seja necessário.
Talvez, quando você não consegue achar relevantes os defeitos dele.
Talvez, por você ficar abrindo exceções demais .
Talvez, essa dificuldade incrível em dizer não.
Talvez, quando o tempo passa, e apaga tudo, tudo o q não tem relação com ele.
Talvez, só o fato de ficar tentando achar coisas em comum com ele.
Talvez, quando você quer acreditar, por qualquer motivo bobo, que ele se importa com você.
Talvez, o fato de lembrar sempre dele, mesmo na sua ausência constante.
Talvez, por você tentar achar maneiras de deixa-lo feliz.
Talvez, seja o fato de transformar obstáculos, em coisas insignificantes.
Talvez, por você sempre estar ali a disposição dele, mesmo que não deva.
Talvez, seja essa vontade de que no lugar dela, fosse você.
Talvez, apenas esse medo de que um dia ele não volte mais.
Talvez, seja toda essa esperança boba de que as coisas podem mudar.
Talvez, apenas o medo de admitir que a história de vocês já acabou.
Talvez, apenas talvez, mas um talvez que nunca acaba...

sábado, 1 de junho de 2013

domingo, 5 de maio de 2013

















Fechei meus olhos e sonhei com um mundo em que...
A fé não fosse abalada.
As pessoas fossem correspondidas.
Onde os amigos não te abandonassem.
Em que pai e mãe fossem eternos.
Onde momentos felizes tivessem replay.
No qual, ao cair, lhe estendessem a mão para levantar.
Onde sonhos se realizassem.
Onde palavras não fossem ditas em vão.
No qual as qualidades fossem intensificadas.
Em que o caráter ainda tivesse importância.
Um mundo, cheio de atitudes.
Com mais verdades.
Em que as pessoas lessem mais.
Onde não houvesse necessidade de leis, para evitar o caos.
No qual não houvesse a necessidade de desperdiçar tempo dormindo.
Onde imaginar, não fosse loucura.
Em que sua opinião, não fosse preconceito ou egoismo.
Onde saber voar não fosse impossível.
Em que todos desejassem conhecimento, e procurassem o obtê-lo.

Em que coisas que você ama não lhe fizessem mal.
No qual pra se obter maturidade, não fosse necessário sofrimento.
No qual as pessoas fossem satisfeitas consigo mesmas, e com os outros.
Onde a criança soubesse aproveitar sua melhor idade, da maneira correta.
Onde não houvesse certo ou errado, mas apenas conveniente ou não.
Em que eu pudesse voltar no tempo e fazer diferente...

...Então eu acordei, e fechei meu livro.

sábado, 6 de abril de 2013

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

- Entendo que é possível olhar nos olhos de alguém - ouvi-me dizendo - e de súbito saber que a vida será impossível sem eles. saber que a voz da pessoa pode fazer seu coração falhar, e que a companhia dessa pessoa é tudo que sua felicidade pode desejar, e que a ausência dela deixará sua alma solitária, desolada, e perdida.
Ela ficou quieta durante um tempo, apenas me olhando com uma expressão lige
iramente perplexa.
- Isso já lhe aconteceu, Lorde Derfel? - Perguntou enfim.
Hesitei. Sabia quais eram as palavras que minha alma queria dizer, e sabia as palavras que minha posição deveria me fazer dizer, mas então disse a mim mesmo que um guerreiro não florescia com a timidez, e deixei que a alma governasse minha língua.
- Nunca aconteceu até este momento, senhora - Foi necessário mais coragem para fazer essa declaração do que eu jamais necessitara para romper uma parede de escudos.


As Crônicas de Artur - O Rei do Inverno
(volume I - pg. 456\457)

As coisas tendem a mudar

Não é que eu esteja mais só, apenas não preciso mais tanto dos outros, pq encontro o que quero em mim.
Não é que eu me importe menos, apenas descobri que estar todos os dias com alguém não torna essa pessoa mais próxima, mais confiável, mais amiga, não a impede de partir, ou de ficar, não impede de mentir ou apoiar, apenas... sei que não é a proximidade que faz os sentimentos aumentarem ou diminuírem, então não penso mais ser necessário que eu esteja próximo de quem considero sempre.
Não é que eu tenha perdido a confiança nas pessoas, eu apenas cresci, e aprendi que pressa é inimiga, então não me importo o tempo que vai levar pra que eu possa conhecer e confiar em quem devo. Isso evita arrependimentos.
Não é que eu não tenha mais uma mente infantil, que faz bobagens e fala coisas sem nexo, apenas aprendi a me moldar, e saber quando devo usar meu lado infantil e irresponsável, que nunca morreu, e quando devo pensar e falar como alguém com minha idade ou modo de vida.
Não é que eu não chore ou sofra mais pelas pessoas, apenas diminui muito esse numero, diminui para a quantidade de pessoas que eu tenho certeza em meu coração que merecem minhas lagrimas, embora muitas vezes me pegue lacrimejando ao ler um livro.
Não é que eu não acredite mais em palavras, mas elas pra mim, não tem mais tanto valor quando soltas avulsas sem um acompanhamento de atitudes. Palavras são só palavras, da boca de todos que as pronunciam, exceto quando são pronunciadas vindas do coração para alguém que habita nele, com o tempo elas se apagam e em nossas memorias raramente tem grande valor, se não acompanhadas de grandes gestos.
Não é que eu saiba menos, mas acredito que sábios são aqueles que usam seu conhecimento, quando necessário sem ficar divagando.
Talvez eu esteja ficando velha... ou apenas tenha aprendido a fazer apenas as coisas que realmente são necessárias... ou ainda, posso não demonstrar mudanças, e guarda-las apenas em minha mente.

Mas umas coisa eu sei, não é o tempo apenas que muda as coisas, as pessoas, são os acontecimentos em nossas vidas, que nos fazem mudar, mudar pra se adaptar, mudar pra sobreviver, ou mudar pra ser melhor.
- Nimue? - falei de novo. Dessa vez seu nome ficou preso em minha garganta porque tive certeza de que ela devia estar morta, mas então vi suas costelas se mexerem. Ela respirou, mas afora isso permaneceu tão imóvel como se estivesse morta. pousei Hywelbane e estendi a mão para tocar seu ombro frio e branco. - Nimue?
Ela saltou na minha direção, sibilando, mostrando os dentes, um olho era uma órbit
a lívida e vermelha e o outro estava revirado de modo que aparecia apenas o branco. Tentou me morder, me gadanhou, soltou uma praga numa voz gemida e depois cuspiu em mim, e em seguida foi com as unhas longas na direção dos meus olhos.
- Nimue? - gritei. Ela estava cuspindo, babando, lutando e tentando morder meu rosto com dentes imundos. - Nimue!
Ela xingou de novo e pôs a mão direita na minha garganta. Tinha a força dos loucos, e seu grito cresceu em triunfo enquanto os dedos se fechavam na minha traqueia. Então, de repente, eu soube o que tinha de fazer. Peguei sua mão esquerda, ignorei a dor na garganta e pus minha cicatriz em cima da dela. Deixei-a ali; deixei-a ali; não me mexi.
E muito lentamente, a mão direita em minha garganta enfraqueceu. Lentamente seu olho bom se revirou, de modo que pude ver de novo a alma luminosa de meu amor. Ela me olhou, e depois começou a chorar.
- Nimue - falei, e ela passou o braço pelo meu pescoço e se agarrou a mim. Agora estava soltando enormes soluços que sacudiam as costelas finas enquanto eu a abraçava, acariciava e falava seu nome.


As Crônicas de Artur - O Rei do Inverno
(volume I - pg. 372\373)