quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Larguei a caneta

De repente parei para pensar e...
Ual! A quanto tempo não parava para pensar sobre a vida? É como se eu tivesse desarmado meu guarda chuva em meio a uma chuva, fechado os olhos e deixado a chuva cair sobre mim.
Sem me preocupar. Deixei meu cabelo molhar, minha roupa encharcar e meus tênis pesarem. Caminhei, livre, com alguma dificuldade, mas eu segui. Em frente. Não tive que me preocupar se a chuva ia me molhar ou não, que diferença faz? Eu voltar para casa encharcada ou seca?
Dormi horas e horas, até não ter sono.
Pulei algumas refeições, alterei o horário de outras, acrescentei os lanches nas madrugadas.
Chorei muito. Assistindo alguns episódios de animes.
Dei uma pausa na leitura, simplesmente por não estar com vontade. Porém já retornei.
Baixei um jogo, joguei horas e horas, evolui, cresci e então enjoei. Decidi parar, jogos não são para mim.
Dei uma pausa nas series simplesmente por não sentir vontade de vê-las. Depois retomei todas e iniciei outras.
Mas as coisas que realmente me surpreenderam esse ano. Foram duas;
Me tornei mais calma, tomei controle dos meus sentimentos, mudei meu jeito de ver as coisas. Isso tem me dado uma paz enlouquecedora.
E, eu parei de escrever. Eu literalmente não tenho mais ideias, nem vontade. É como se toda aquela necessidade anterior de escrever viesse do meu caos. Eu amo escrever, mas... eu realmente amo essa paz eterna que estou vivendo. Não acredito que a escrita valha mais que minha paz. Então, provavelmente eu não vá mais escrever, meus projetos de livro ficarão inacabados.
Esse ano deixei de escrever vontades e sentimentos. Passei a vive-los. Deixei de ser a escritora e virei a personagem.
Mas vai saber não é mesmo? Eu sou como a lua, cheia de fases.
Talvez essa fase passe logo, e eu retorne.
Se ela não passar... sabem aquela frase que diz que gente feliz não escreve, não estampa. É provável que seja verdade.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Porta fechada

Hoje eu fechei a porta. Não está mais escorada esperando você mudar de ideia. Seu tempo acabou. A minha ideia de que; não era pra ser, se fixou.
Não é injusto, você teve tempo suficiente. Não é birra por você ter escolhido compartilhar sua vida com alguém que não sou eu.
Eu já havia decidido isso. Eu contei para você nas entrelinhas em uma das nossas dezenas de brigas sem motivo. Porém, eu sou discreta. Felizmente sou mais madura do que há três anos atrás.
Quando as coisas não são pra ser, não adianta persistir. Mas por via das dúvidas, eu tentei. Por um longo prazo.
Tenho ouvido uma música que diz sobre resolver algo que deixou passar. Eu tenho tentado nas últimas semanas, pois sei com quem foi que errei. E com você que não foi.
Eu pensei que ia chorar ao te ver seguir. Entretanto não houveram lágrimas. Pensei que enlouqueceria. Mas a calma está instaurada. Pensei que te odiaria. Porém, não sinto nada. Talvez seja porque eu sem perceber havia lhe superado. Se não foi isso, a alternativa que me resta é o fato de eu não poder sofrer por um desconhecido. Quem é você afinal? Difícil pensar em alguma palavra vinda de você que me pareça verdade. Mas não tem problema. Afinal você nunca soube mesmo quem eu sou.
Anos atrás eu fiquei destruída por traições vindas de pessoas próximas a mim. Esse não é um daqueles anos. As vezes ainda sou assombrada por coisas que vivi com essas pessoas. Mas com você... nós não temos histórias ou momentos marcantes. Nenhum. Do nada, quando o vento passar vai levar todas suas palavras, e você vai sumir junto com elas. Pois embora você não saiba, minha memória é péssima.
Se um dia você lembrar de mim. Qualquer coisa que seja. Guarde pra si. Mas guarde apenas as coisas boas, é o que devemos levar da vida. Apenas as coisas boas. Se por acaso minha memória guardar algo seu, vai ser apenas o que de bom você um dia fez. Faça o mesmo por mim.