segunda-feira, 12 de setembro de 2011



Tenho que parar de tentar voltar no tempo

Vou olhar para trás, ver tudo o que passei erguer a cabeça e seguir em frente. Foi o que prometi a mim, será mesmo que estou conseguindo cumprir? estou sentindo orgulho de mim, finalmente posso erguer a cabeça e caminhar para frente.
Por que? não podemos apagar o passado? arranquei todas as paginas da minha vida que não deveriam voltar, fingi que minha vida era um livro e tudo assim acabaria. Mas elas vem e vão, perturbam, me tiram a paz, me consomem e não desaparecem, são apenas algumas vagas memórias que me impedem de seguir. Porque a vida me ensinou a deixar para tras, mas não a apagar então elas sempre vem me torturar fazendo lembrar. Derrepente me pego com as memorias daquelas paginas rasgadas mesmo sabendo que elas estão voando pelos ares, e não entendo.
Eu não sou um livro, não posso simplesmente fingir que minhas memórias são paginas. Meus dias não são paragrafos, meus sentimentos não são frases e minhas ações não são palavras. Não são constituida de letras. Tentei ser... Descobri que não posso, pois eu sinto, mesmo que tenha mentido pra mim que não.
Minhas mentiras me engoliram, foram tantas que passei a acreditar nelas. Cai o mais fundo que pude, me afoguei na solidão, tudo tão escuro, sem sons, sem ar, sem vontade, sem ninguem, sem preocupações, sem ansiedade, sem perspectivas, um poço e uma imensidão de nada. O nada se transformou em paz, e esta reinou.
O acaso, aconteceu. A luz atingiu o poço, o que era escuro passou a ser claro, com a claridade veio a possibilidade de enchergar a saida do poço. As mentiras se disciparam na luz. algo preencheu o nada, mas o nada era a paz... então a paz se foi. Sinto falta dela, mesmo que signifique o vazio e que o nada tenha de voltar. É errado preferir ser vazia a ter algo que a impossibilite de ser portadora da paz?
Hoje olhei pro céu e notei a invasão do azul, em meio aquela imensidão cinza. Então olhei para o chão e ci o verde renascendo entre toda aquela grama queimada pelo frio dos dias sem cor. Não sei o que mais me incomoda se são as cores preenchendo meu cotidiano incolor, ou se, é aquela velha brisa quente retornando sem dar nenhuma demonstração de que vai permanecer.

O passado não volta, embora não se aoegue. O tempo passa, as coisas novas vem e vão, algumas destas marcam outras são indiferentes. O passado deve permanecer esquecido, pois o que de bom nele ocoreu, foi trazido para o presente, na esperança de um futuro melhor. E assim as horas continuam a passar e as coisas a se modificar.

Por que ainda sinto um fio preso a cada passo que dou... [?]

Nenhum comentário: