quinta-feira, 7 de maio de 2026

34

Parabéns pra mim. Já que pra você nunca vou poder desejar feliz 34 anos.
Essa foi minha pior semana, dos meus últimos 2 anos, eu já te contei que tenho um trabalho incrivel? Mas coisas boas também carregam pesos imensos. Essa semana eu chorei de frustração, soquei a mesa de odio e percebi que estou no meu limite da exaustão. Queria simplesmente que tudo acabasse, queria descansar, chega.
Teve um dia dessa semana enquanto eu chorava que simplesmente o sol surgiu, então olhei pra aquele céu azul lembrei que te perdi num dia ensolarado sem nuvens igual aquele. Coloquei a playlist que eu ouvia na fase ruim após sua ida, e honestamente ela não me parecia tão triste, então eu simplesmente parei de chorar.
Ontem, no pior dia da minha semana no auge do meu surto depois de chorar e me lamentar, simplesmente lembrei que isso tudo é de longe meu pior momento. Pois nenhum até o momento foi pior que te perder. Nenhuma dor e desespero se comparam. Nada é tão ruim quanto a perda de uma parte de nós.
Mas eu ainda me pego pensando, uma vez ou outra em meio a exaustão, quanto era bom ter você, quanto eu queria ter você aqui pra me dizer " deixa que eu faço", "eu que vou dirigir"," eu arrumo pra você", "fiz pra você", "trouxe pra você". Eu estou tão esgotada, de ter só eu, ser só eu pra fazer absolutamente tudo. É horrivel ser incrivel, ser alguém com qm todo mundo pode contar, ser quem segura, quem direciona, quem ta sempre no volante. Eu só queria poder ser disfuncional, nada util... Mas desde criança eu sou a merda do apoio, a que vai ajudar, vai segurar a barra, vai ser forte. Caramba, como eu odeio quando dizem que sou forte, como se eu não tivesse me tornado assim pra sobreviver, como se fosse a merda da minha escolha.
Hoje, quando eu apagar as velas eu vou desejar do fundo do coração apenas me permitir desmoronar.