Como uma brisa, passou, deixou aquelas memorias e sentimentos incriveis e se foi.
Esses dias falei com sua mãe, me fez rir algo que ela disse, lembrei de você claro. E não chorei.
Não choro mais quase por sua causa.
Hoje falei sobre a Lumi e vou dormir com os olhos doendo pois chorei.
Eu não costumo chorar mais falando sobre ela também.
Mas, lembrar da dor daqueles dias, do q senti naqueles dias ainda me faz chorar.
Por isso assistir perdas sempre me fará chorar. Afinal vou lembrar e me identificar.
Essa semana colei uma das minhas pinturas daqueles dias, pensei em não colar elas, em não repintar a que deixei naquela outra parede. Então lembrei, não é sobre decoração, não pintei pra deixar bonito, pra acharem bonito. Pintei porque doia. Doia tanto, derramava por entre meus dedos e escorria por meus olhos. Era desesperador.
Por isso pintei a dor, o que perdi, o que senti, pintei pra tirar de mim. E eu não posso guardar, fingir que esse momento que matou quem eu era e criou quem eu sou, não existiu.
Então, vou colar tudo na parede de novo e pintar aquilo que não posso esquecer de novo.
Pois eu sou assim, essa sou eu um aglomerado retratado, que parece algo mas é muito além do que parece. Sou tudo, sem conseguir esquecer nada. Sou o que sobreviveu daquelas pinturas.
Uma mera marionete da vida, tentando sobreviver sem se segurar ao que se foi.
Já doeu tanto.
Agora já quase nem dói.
Mas só quem já sentiu muita dor, tem medo de viver ela de novo.
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