sábado, 26 de março de 2016

Toda essa confusão


O clima por aqui costuma ser confuso. Tem dias, como foi hoje, que se inicia com chuva, então no inicio da tarde ela passa, e o céu fica nublado, para que termine a tarde com sol, até a noite cair.
Tenho me sentido assim, como o clima da cidade, confusa. Sou chuva e sou sol, mesmo que eu prefira o nublado.
Eu não sei.
Simplesmente não sei como lidar com esse turbilhão, essa tempestade em minha cabeça. É como se de uma semana para cá uma nuvem pairasse sobre mim, e ela só faz chover, embaralha minhas ideias, e acaba com elas, como se eu as estivesse escrito em um papel e toda vez que fosse as ler, elas se dissolvessem com a chuva.
Eu estava tão satisfeita com tudo. Me senti mais madura e bem resolvida, tudo estava em paz. Mas agora... me sinto em uma guerra, entre o fogo cruzado, correndo desesperada de um lado para outro, e caindo nesse lamaçal que os dias chuvosos em minha mente tem me trazido.
Queria fujir, sou covarde, sou viciada em fugir. Sinto vontade de correr, me esconder, negar tudo, ignorar tudo, me trancar em uma redoma. Mas para onde eu vou, a chuva me acompanha, a correnteza me empurra, o lamaçal me afunda, e minha mente grita para que eu me resolva.
Como?
Como vou resolver isso?
Quero gritar que não depende só de mim. Quero culpar alguém. Quero fingir que está tudo bem. Porém, não está, não mais.
Decida.
Minha mente implora.
Mas, essa tempestade acaba com todas minhas ideias escritas, todos meus planos, minhas palavras...
Como vou decidir?
No impulso? Sob pressão?
Não sou boa nisso, nunca fui. Não sou assim.
Mas, eu não quero mais, não consigo mais esperar.
A paz se foi. Esperar para que?
Quero ir embora? Ou quero ficar? Eu queria ficar. Mas estou quase indo.
Sorrir? Ou chorar? Eu queria sorrir. Mas só consigo chorar.
Tudo isso, porque eu sei que não depende só de mim.

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