quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Adiando tristezas

Eu vejo todas essas pessoas se alcoolizando.
Estragando seus figados.
Me pergunto se ter o coração estilhaçado já não basta?
Por amor.
Tudo em nome do amor.
Digam o que quiserem. Essa é a verdade.
A maior parte das pessoas ficam bêbadas por amor.
O amor machuca, o álcool é o Band-Aid‎.
As pessoas só esquecem que o Band-Aid‎. não cura, ele apenas esconde a ferida.
Soluções temporárias.
As pessoas buscam soluções temporárias.
Se chorei ontem, hoje eu vou beber e sorrir.
Felicidades temporárias.
São as únicas coisas que tais soluções fáceis nos proporcionam.
O efeito do álcool passa.
O coração continua ferido.
A felicidade se foi.
A dor da ressaca se soma a dor no coração.
A memória, ou a ausência dela nos traz arrependimentos.
A dor triplica.
A solução se distância.
Esta tudo péssimo.
O que fazer?
Se alcoolizar de novo para fugir dos problemas? Para esquecer os sentimentos? Para adquirir coragem sendo covarde? Para parecer ótimo, mesmo estando aos pedaços?
As pessoas são fracas.
Humanos são fracos.
Criamos problemas e não queremos enfrenta-los.
Sofremos decepções e não conseguimos seguir em frente.
Fugimos.
Nos escondemos.
Fingimos.
É mais fácil. Parece mais fácil. Não é o mais fácil.
Temos que parar. Parar com essa mania imatura de fugir da vida, da nossa vida.
Triste, ou feliz, somos nós os condutores.
Largue esta garrafa! A solução não está ai, não percebe?
Porque adiar? O amanhã virá, o sol nascerá, a escuridão se despedirá e você... apenas você pode estacar essa ferida.
Vai anestesia-la até quando?
Você sabe. Sabe que o efeito da anestesia não é para sempre.
Toda dor se vai. Em algum momento.
Todo mundo fica feliz de verdade, prolongadamente. Em algum momento.
Paciência e força.
Obtenha-as.
Como? Não faço ideia.
Estou procurando-as até hoje.
Mas ao menos, não sou uma covarde mascarada de valente.
Como vocês tentam ser.

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