sexta-feira, 17 de junho de 2016

Saquinho de amor

Algum tempo atrás achei que não havia no mundo um ser que me fizesse mudar radicalmente.
Algum tempo atras eu não fazia ideia que essa semana mudaria tudo o que um dia pensei.
Foi quando eu vi você pela primeira vez que eu entendi como se faz para amar alguém em menos de um segundo.
Você chegou e naquele mesmo instante arrebatou muitos corações para si.
Um ser tão pequeno, inocente e poderoso.
Com o poder de juntar muitas coisas que disse uma vida toda, e remodela-las em segundos.
Sem uma única palavra.
Sem um único gesto.
Tornando sua existencia a única coisa necessaria para instaurar a mais linda revolução.
Passei a amar a primeira vista.
Passei a admirar apenas a existencia.
Passei a querer estar próxima do que nunca me chamou a atenção.
O amor muda a gente.
É o que dizem.
E isso é fato.
No dia que você nasceu, e lhe trouxeram para nós embrulhadinho e dormindo tranquilamente, passei a te amar incondicionalmente. Não teve esse lance de conquista, aprender a amar. Nada disso, como eu disse, você é poderoso. Totalmente incrivel. Bastou vir ao mundo para que todos nós o sufoquemos lhe jogando todo amor possivel sobre você.
Tão pequeno, e já com um grande fardo. Retribuir amor a tanta gente. O bom disso tudo é que você tira de letra, pois qualquer um que te pega no colo sente. Que você é como um saquinho cheinho de amor e nada mais.
Menos de uma semana de vida, e já é capaz de fazer mais gente sorrir do que um comediante. Deve ser o jeito que você movimenta a sua boquinha, essa mesmo que você fica sugando o labio inferior, que eu acho parecida com a da sua mãe, enquanto baba desenfreadamente, como seu pai. Ou talvez seus lindos olhos de jabuticaba que procuram perdidos os destinatários de tanto amor que você transmite.
Essa semana passei a acreditar que o mundo pode ser todo de uma pessoa apenas, pois tenho certeza que se um dia você o quiser seus pais, e todos nós que já te amamos tanto, não mediremos esforços para entrega-lo a você.

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