domingo, 10 de maio de 2015

Bagunça

Olhando o meu quarto hoje eu me pergunto;
Quando foi que eu virei essa bagunça?
Logo eu que sempre gostei de tudo organizado.
Meu quarto é o reflexo da minha vida.
Uma bagunça.
Algumas vezes eu organizo ele, mas uma hora depois esta um caos de novo.
Eu não sei o que devo jogar fora, o que devo guardar.
Acabo guardando coisas que nunca utilizarei, apenas por ter essa ilusória ideia de que um dia me vá ser necessário.
Não jogo fora coisas do passado, porque eu sei que vou querer recordar. Seja com um sorriso ou com uma lágrima.
Algumas malas estão feitas, muitas caixas já estão seladas, estou pronta pra mudança.
Mais uma.
Passei a vida toda me mudando, encaixotando e desencaixotando.
Em cada mudança jogo muitas coisas no lixo, deixo muitas memórias pra trás, esqueço pessoas.
Mas parece que nunca é o suficiente.
A bagagem nunca fica mais leve, nunca fica menor.
Sempre mudamos e acreditamos que a vida vai mudar, e ela acaba não mudando. Sabe por quê?
Pois somos os mesmos. Não importa o lugar ou quantas vezes nos mudemos.
Mas não esse ano. Estou uma bagunça e não consigo me organizar.
Não sou a mesma.
Perdi o controle das coisas e isso me assusta.
Controle sempre foi tudo o que tive, já abri mão de coisas e pessoas apenas pra não perder o controle.
E parece que de nada valeu.Pois estou paralizada. Minha mente está a mil, mas perdi a capacidade de agir.
Preciso me reorganizar, preciso tentar.
Há quantos dias não arrumo minha cama? Quantos dias faltam pras provas? Quantos trabalhos nem iniciados tenho?
Talvez eu precise apenas de um bom chocolate quente, um livro envolvente e um pouco mais de tempo pra mim.
Preciso deixar os problemas gerais em segundo plano, deixar que outras pessoas cuidem deles um pouco e resolver os meus problemas. Os problemas que se eu não resolver ninguém irá.

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