segunda-feira, 4 de maio de 2015

Aos poucos

Hoje está sendo uma tortura eu admito, talvez não hoje, mas sim essa semana. Estou dilacerada, tentei tão desesperadamente te tirar de mim. Apenas me feri. E você permanece aqui, na memória, nos meus sonhos, nas palavras, nos dialogos, nas pessoas, compenetrado a mim.
Tenho tido essa vontade imensa de correr pra você. De nos consertar, fazer com que as coisas deem certo dessa vez, te dar um tapa na sua cara e gritar "é de você que eu gosto! Pare de bancar o maluco", de te puxar mais pra perto, de lhe abraçar, de lhe perguntar "que merda você fez comigo", de lhe bater por isso.
O que afinal sinto por você?
O que realmente quero de você?
Por qual maldito motivo eu penso que tem que ser "apenas" você?
Por que você não partiu meu coração e sumiu como os outros?
Por que você tem que ser diferente?
Você, justo você.
Como você conseguiu apagar da minha mente o meu primeiro amor? Eu passei 5 anos tentando e não havia obtido sucesso ate você aparecer. O que você fez?
Como você concerta um coração dilacerado e então o abandona?
Por que continuo dizendo que você me abandonou? Fui eu que lhe proibi de saber de mim.
Eu tenho tantas perguntas e incertezas em relação a você. Mas eu escolho continuar  morrendo aos poucos com a ausência de você.

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