Estou aqui deitada essa noite, sozinha. A grande verdade é que isso é tão comum, que não lembro de momento algum em que eu não estivesse aqui, sozinha.
É como se agora fosse tarde demais. Estou fadada, a ficar só. Nunca tive ninguém. Não aprendi a compartilhar, e agora é tarde. Não consigo mudar isso. Eu só sei viver a vida à um.
Não sei nada sobre números pares. Não sei sobre dividir. Não faço ideia de como é a vida a dois. Relacionamento a dois.
Sempre mantive distancia. Fiz por estar sempre preparada para o fim, nunca para a continuidade. Segurei mãos, mas não me apeguei a sensação, para ser fácil solta-las. Abracei, mas não me acostumei ao abraço, para quando eles não estivessem presentes, eu não sentisse falta. Os beijos, foram ensaiados, tudo foi uma apresentação teatral, nada real, para não sentir necessidade de mante-los. A troca de palavras foi superficial, nada tão profundo a ponto de não poder ser esquecido. E os risos, todos meros atos convenientes, prontos para não surgirem, em momentos não adequados.
Essa redoma que criei, para evitar me machucar, é o que mais tem me ferido. Esse medo tão insano, de sofrer. Me tornou uma grande mentira. Me transformou em uma fortaleza vazia. Não me entreguei, não mergulhei de cabeça, não permiti que meu coração me guiasse. E agora, tudo é brando. Pois nunca fui profunda. Não sei mais como mergulhar no fundo do oceano, só consigo permanecer na margem, e ainda aqui, o receio de molhar os pés permanece.
Logo eu que amo tanto a intensidade, sou uma pilha sem duração.
Tão racional. Tão orgulhosa das pouquíssimas escolhas erradas. Com tão poucos arrependimentos.
Tão rasa.
Sem nada a oferecer, sem nada a pedir. Por não saber o que desejar. Por ter deixado o desapego guiar. Por não ter do que sentir falta. Por nunca ter tido nada. Nada profundo. Nada intenso. Nada que não fosse possível largar.
Sem dores imensas. Sem felicidades intensas.
Nem cheio, nem vazio. Sempre na medida. Apenas o básico. Sem exageros.
É por isso que estou aqui, deitada, sozinha. Pensando que devo estar sentindo falta de algo, mesmo que não saiba do que, por nunca ter tido esse algo.
É como se agora fosse tarde demais. Estou fadada, a ficar só. Nunca tive ninguém. Não aprendi a compartilhar, e agora é tarde. Não consigo mudar isso. Eu só sei viver a vida à um.
Não sei nada sobre números pares. Não sei sobre dividir. Não faço ideia de como é a vida a dois. Relacionamento a dois.
Sempre mantive distancia. Fiz por estar sempre preparada para o fim, nunca para a continuidade. Segurei mãos, mas não me apeguei a sensação, para ser fácil solta-las. Abracei, mas não me acostumei ao abraço, para quando eles não estivessem presentes, eu não sentisse falta. Os beijos, foram ensaiados, tudo foi uma apresentação teatral, nada real, para não sentir necessidade de mante-los. A troca de palavras foi superficial, nada tão profundo a ponto de não poder ser esquecido. E os risos, todos meros atos convenientes, prontos para não surgirem, em momentos não adequados.
Essa redoma que criei, para evitar me machucar, é o que mais tem me ferido. Esse medo tão insano, de sofrer. Me tornou uma grande mentira. Me transformou em uma fortaleza vazia. Não me entreguei, não mergulhei de cabeça, não permiti que meu coração me guiasse. E agora, tudo é brando. Pois nunca fui profunda. Não sei mais como mergulhar no fundo do oceano, só consigo permanecer na margem, e ainda aqui, o receio de molhar os pés permanece.
Logo eu que amo tanto a intensidade, sou uma pilha sem duração.
Tão racional. Tão orgulhosa das pouquíssimas escolhas erradas. Com tão poucos arrependimentos.
Tão rasa.
Sem nada a oferecer, sem nada a pedir. Por não saber o que desejar. Por ter deixado o desapego guiar. Por não ter do que sentir falta. Por nunca ter tido nada. Nada profundo. Nada intenso. Nada que não fosse possível largar.
Sem dores imensas. Sem felicidades intensas.
Nem cheio, nem vazio. Sempre na medida. Apenas o básico. Sem exageros.
É por isso que estou aqui, deitada, sozinha. Pensando que devo estar sentindo falta de algo, mesmo que não saiba do que, por nunca ter tido esse algo.
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