domingo, 15 de março de 2015

Fugitiva

Talvez eu tenha medo.
De me apegar demais.
De gostar tanto a ponto de esquecer de mim.
De me perder, pra conseguir alguém.
Então fujo.
Sempre.
De tudo o que sinto.
Fujo de possiveis relacionamentos que o sentimento me cegue.
E me deixe incapacitada de dizer adeus.
Não quero permanecer em um relacionamento que já faleceu.
Por isso eu digo adeus com tanta facilidade.
Coloco um fim, em tudo o que mal começou, pois, eu sei que forçar algo que não deu certo é apenas me jogar em um poço sem luz, e sem saídas. É um passo pra que eu me prenda ao que não me fará bem.
E eu gosto de me sentir bem.
Se é algo que consigo sempre? É obvio que não, mas, quando acontece, e acreditem acontece, eu aproveito ao maximo.
Mas, eu não posso simplesmente me jogar em situações que não saberei como sair.
Sou uma covarde, a maior fugitiva desse sentimento chamado amor.
Pois, eu odeio ser prisioneira, e sei como esse sentimento pode te fazer uma prisioneira miserável.
Eu vi isso, a minha vida toda.
Então me chamem de covarde ou sem coração, como quiserem.
Prefiro isto, a esquecer de mim

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